sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[Crítica] American Horror Story - Hotel | 5x07: Flicker


Derrubando paredes e segredos.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Toda semana, desde que assumi as críticas semanais de American Horror Story, eu tenho tentado evidenciar que o roteiro não parou de acrescentar plots e subtramas a cada episódio. Nas semanas anteriores, não havia grandes problemas em torno disso. Mas acredito que esse episódio não conseguiu se safar tão fácil. Já estamos no sétimo episódio da temporada e pouquíssimas coisas foram bem desenvolvidas. De fato, somos bombardeados semanalmente com novas informações e casos que aparecem do nada e terminam do mesmo jeito. Flicker tratou de mostrar o passado da Condessa, desde humana ingênua até a vampira egoísta que conhecemos atualmente, só que mais uma vez, 42 minutos podem não ter sido suficientes.

A primeira grande decepção da semana foi em torno da presença do ator Finn Wittrock. Não me levem por mal, eu o adoro, mas o seu Tristan tinha literalmente acabado de morrer. E o Ryan Murphy achou que seria apropriado reintroduzi-lo na pele de outro personagem. Achei uma enorme forçação de barra. Não tem como levar a série a sério. A morte do Tristan foi uma das cenas mais chocantes já apresentadas neste ano - trazer o ator de volta na pele de outro personagem simplesmente banaliza a cena que outrora era tão chocante. Ryan tem tendência a chocar os espectadores e voltar atrás covardemente, ou vocês esqueceram da cena épica envolvendo a primeira morte da Madison na terceira temporada? Enfim, não havia necessidade desse retorno.

Lá no começo da temporada, através de rápidos flashbacks, vimos que a Condessa era esposa do Mr. March, responsável pela construção peculiar do hotel. Desde aqueles breves momentos, eu estava esperando ver um pouco mais dos dois, porque eles pareciam funcionar bem juntos. Uma vampira e um serial killer atormentando suas vítimas; é uma ideia empolgante. Pois esse episódio conseguiu dar uma volta de 180º na trama. Mr. March nunca teve realmente o coração da Condessa, sendo obcecado por ela até mesmo depois da morte. Já não gostei desse ângulo por enfraquecer o personagem do Evan Peters - que está tão brilhante nesta temporada. Em adição a isso, o passado da Condessa foi clichê, ficando bem abaixo das minhas expectativas. Esperava algo muito mais interessante, assim como um melhor desenvolvimento da transformação da mulher ingênua e apaixonada para a personagem que conhecemos atualmente.

A caracterização da Lady Gaga em si esteve bem estranha. O que havia de errado com aquelas sobrancelhas mal desenhadas? O resultado final, somado com a fotografia, ficou bastante cartunesco. Eu já disse que gosto bastante da interpretação da Gaga como a Condessa, mas ela tentando se passar por mulher ingênua não ficou nada convincente. Essa semana foi uma coisa que me desagradou atrás da outra, o que abriu meus olhos para o que o restante da temporada pode se tornar. Espero muito que os roteiristas parem de introduzir mais tramas do além e desenvolvem as que já foram apresentadas. O que aconteceu com os vampiros mirins da escola? Estou de olho nesse núcleo, porque aparentemente o roteiro tentou dar um passo maior do que a perna. Tudo indica que estamos diante de outbreak, algo que merecia uma verdadeira atenção da trama, mas que provavelmente será jogado para debaixo do tapete e esquecido.

O único outro núcleo que insistiu em se destacar no restante do episódio foi o do John, resgatando um dos vampiros mirins de um manicômio. Eu não sei se estava entorpecido nas últimas semanas, mas acredito que toda essa situação simplesmente caiu no nosso colo. Quando aquela garotinha foi presa? Desde quando eles se conhecem? Eu perdi alguma coisa importante? Porque essa foi a sensação. No final das contas, não poderia ter ficado mais óbvio que o John é mesmo o assassino que está procurando. As caras de pena da menina toda vez que ele falava em si mesmo na terceira pessoa denunciaram tudo. Espero que o roteiro não tenha a ideia brilhante de deixar essa "revelação" para o último momento, como a surpreendente identidade da nova suprema (a terceira temporada agarrou na minha cabeça hoje).

Enfim, meus queridos hóspedes, não poderia ter ficado mais claro que eu não gostei do episódio. Basicamente nada em torno dele funcionou aos meus olhos, e eu espero que a série consiga se recuperar - ao contrário de Freak Show, que foi só ladeira abaixo. Agora que novas dinâmicas foram apresentadas, fico ansioso para ver um pouco mais da Condessa descontrolada. Quando ela surta com o Mr. March aos berros no final do episódio foi uma das cenas mais legais da Lady Gaga - quero ver mais momentos do tipo. Apesar de não engolir muito sua versão feliz ou inocente, gosto muito de seu lado maldito, psicótico e surtado. Por fim, me pergunto se o próprio Mr. March será o nêmesis da Condessa na reta final da temporada, uma vez que ela seguia sem um adversário a altura (Ramona sempre foi uma piada).
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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. O plot dos vampiros mirins ta claro q n vai ser explorado
    A intenção nunca foi essa
    Pra mim ele ja foi finalizado, n é preciso ir atrás daquelas 30 crianças q viraram vampiras magina..

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  2. Acho que usaram o Finn Wittrock de novo em homenagem aos romances góticos, aonde era comum um personagem reencontrar um Personagem idêntico a um outro do passado. Isso já foi feita até na novela o beijo do vampiro que também tinha essa influência dos romances góticos.

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  3. O Finn em outro personganem eh pq, n sei se lembram, mas ela disse pro Tristan q quem tinha transformado ela era alguém tão bonito qto ele é coisas assim, ou seja, eh pra mostrar q ela estava com ele pq ele lembra o amor da vida dela

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