quarta-feira, 18 de novembro de 2015

[Crítica] American Horror Story - Hotel | 5x06: Room 33


Amor de mãe é para sempre.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Lembram daquela minha preocupação sobre o roteiro constantemente introduzir subtramas e personagens? Esta semana tivemos uma tonelada de coisas novas. No entanto, ao contrário do pavoroso Freak Show, as coisas ainda não saíram do controle - mas vamos ficar de olho atento. Antes de falar sobre o episódio, destaco uma teoria muito interessante que comentaram no texto da semana passada: E se o John for o assassino dos crimes que anda investigando? Considerando que o personagem está cada vez menos são - já tendo começado a série desequilibrado antes mesmo de entrar no hotel - não seria algo realmente improvável. Mas o fato que me chamou atenção foi a participação do personagem em um jantar exclusivo a assassinos. Não havia pensado sobre isso, mas é uma ótima sacada, Allan Costa.

Este sem dúvidas foi um dos melhores episódios desta season até o presente momento. Logo no começo somos bombardeados com uma conexão direta entre esta temporada e a primeira, Murder House. Em flashbacks, vemos a Condessa indo até a casa maldita para ter um aborto. O ator que fez o médico pouco ortodoxo do primeiro ano retorna para o seu papel - e ainda vemos uma foto da personagem da Lily Rabe em sua mesa - sua esposa na trama. Um detalhe pequeno, mas significativo. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a atuação da Lady Gaga esta semana. Pela primeira vez ela teve a oportunidade de mostrar um lado mais emocional, mas sua performance foi abaixo do esperado - pelo menos na cena inicial. Sua interação com o bebê no final do episódio, apesar de não ter sido maravilhosa, certamente superou a sua introdução nesta sexta semana.

O ponto alto do episódio foi a relação amorosa entre a Liz Taylor e o Tristan (Oi?). Em um primeiro momento, eles dois na cama foi como um tapa na minha cara. Não por causa da relação em si, mas porque eles estavam trocando juras de amor apaixonados, mas sequer os vimos piscar um para o outro nas semanas anteriores. Fiquei um pouco desconfortável, porque queria ter visto o desenvolvimento desse romance. Ryan Murphy introduziu, desenvolveu e matou a relação em apenas 42 minutos - o que é muito pouco para nos atingir de forma eficiente. Queria ter visto  mais deles dois juntos, queria ter acompanhado essa relação por mais tempo. Adoro um relacionamento com final trágico, mas fui tudo tão rápido que não deu tempo para eu me apegar devidamente aos dois como amantes apaixonados. A trama é boa, mas faltou profundidade.

Liz Taylor já figura entre uma das minhas personagens favoritas. Suas cenas e os seus dilemas nesta semana foram sensacionais. Ainda que o "eu te amo" possa ter parecido precipitado aos nossos olhos, Denis O'Hare soube vender muito bem os seus diálogos. Mesmo chateado com a falta de um desenvolvimento, não pude deixar de desejar o bem para a personagem, especialmente depois dela falar sobre o Tristan com tanto carinho. Toda a ingenuidade da Liz foi de cortar o coração, especialmente enquanto falava sobre os seus sentimentos com a Condessa. Por mais que eu pensasse que tudo poderia terminar bem, não pude me enganar e sabia que a Condessa não iria aturar essa situação. A personagem foi cruel, a cena foi impactante e de partir o coração. Um dos melhores e mais inusitados momentos desta temporada, de fato. Poderia ter doído mais se soubéssemos sobre os dois semanas antes, mas não posso dizer que não foi triste de qualquer jeito.

Dentre todos os plots apresentados nesta temporada, o da atriz Angela Bassett certamente é um dos menos atraentes aos meus olhos. Sei que é necessário a Condessa ter uma antagonista, mas toda aquela trama de vingança é fraca e clichê demais. Bassett é uma atriz excelente, e o sua participação na trama merecia ser melhor trabalhada. Sua Ramona consegue ser tão irritante quanto o John. A missão da personagem esta semana era de matar as crianças das Condessa, o que não a ajuda em termos de carisma. Depois de não ter conseguido encontrar os vampirinhos, Ramona vai até o quarto 33, onde o bebê deformado da Condessa fica. Não sei nem o que sentir com essa cena, porque tudo estava errado e quase nada fez sentido. Espero que a Ramona rode muito em breve, ainda mais agora considerando que os rostos conhecidos tão começando a cair.

Dentre outros momentos aleatórios que mal merecem uma menção, temos as turistas loiras que foram assassinadas no primeiro episódio da temporada. Elas voltaram como espíritos, assombrando os corredores do hotel. Não entendi muito bem qual o propósito final delas. Matar, transar ou assustar? Talvez um pouco dos três. Será que as veremos mais algumas vezes ou elas se foram para sempre? O Blaine de Glee também está lá enchendo o saco depois de morto, mas o seu personagem é tão maçante que deveria ter se resumido apenas a uma participação especial mesmo. Temos muitos personagens e subtramas para lidar ao invés de darmos ouvidos para os mortos. Ah, o roteiro lembrou que a Alex e o John têm uma filha e logo deram um jeito de despachar ela da trama para se livrarem desse furo na história. Enfim, vamos esperar pela próxima semana e torcer para que o enredo pare de jogar coisas no nosso colo. Espero também mais conexões com Murder House - ou qualquer outra temporada, para falar a verdade. Alguns estão dizendo que poderemos ver o anticristo que ficou sob os cuidados da Constance. Seria uma ótimo oportunidade para a Jessica Lange fazer uma participação especial.
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. A Condessa grávida tava tão diferente da Condessa atual. O jeito de falar, um olhar mais ingênuo..
    Gaga fazendo um ótimo trabalho, como de costume ;*

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  2. Eu acho q a avó da menina(Mãe da Alex acho) tem alguma conexão com as outras temporadas, porque por enquanto apareceu somente a silhueta dela em um dos episódios, e eles nunca fazem isso sem significado :p de resto a temporada ta melhorando.

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