quinta-feira, 12 de novembro de 2015

[Crítica] American Horror Story - Hotel | 5x04/05: Devil's Night / Room Service


A imortalidade não precisa ser solitária.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Vocês não acharam que tinham visto o último de mim, não é verdade? Depois de umas pequenas férias, estou de volta. E agora no comando de um hotel. Giovanni não aguentou a pressão da administração. Digamos que o emprego estava tirando a vida dele. O fato é que ele estava detestando essa temporada e cada semana era uma tortura. Quem acompanhou minhas críticas do passado sabe que eu não tenho medo de ser abusado e mostrar o demônio dentro de mim em relação à série. American Horror Story sempre tem os seus bons momentos, mas em outros ela pisa feio na bola. Um grande exemplo disso é Freak Show, que começou razoavelmente bem, mas saiu completamente dos trilhos a partir da sua segunda metade. É por isso que, mesmo gostando dessa temporada, não abaixo a guarda. Afinal de contas, sabemos que o jogo ainda pode virar.

Começando na ordem, temos o quarto episódio, Devil's Night, onde os espíritos dos maiores seriais killers de todos os tempos se reúnem para um jantar pra lá de especial. Não tenho muito o que dizer sobre além da excelente participação de Lily Rabe. Gosto de ver que a atriz continua fazendo parte da série, mesmo que não seja uma peça importante do enredo. Suas participações especiais - inclusive na temporada anterior - são sempre maravilhosas e bem-vindas. Nesta quinta temporada ela realmente se superou. Quero dizer, eu nem a reconheci à primeira vista. Sua caracterização, sua voz e trejeitos... tudo mudou de uma forma assustadora. Em uma mesa repleta de assassinos célebres - como Jeffrey Dahmer -, era de Aileen Wuornos que não conseguíamos tirar os olhos.

Essa cena do jantar foi alucinante - e não só porque estávamos acompanhando as coisas pela perspectiva drogada do John -, mas pelo fato de ser um show de bizarrices, especialmente quando os "pratos" começaram a serem servidos. Extremamente doentio! Aliás, por falar no John, compartilho da opinião de vocês: que personagem chato (a âncora da temporada). Ele só se torna um personagem melhor quando compartilha a cena com a sempre ótima Sally. Os dois têm uma química interessante, mas o John definitivamente precisa de uma reviravolta em sua vida. Quero dizer, até mesmo a sem sal da sua esposa conseguiu um plot melhor agora que aderiu à imortalidade. Talvez o personagem tenha que provar um pouco mais do lado negro da força, e aceitar de uma vez por todas que existem todo tipo de merdas sobrenaturais acontecendo ao seu redor. Não posso deixar de elogiar a performance do Evan Peters, que finalmente teve a chance de sair do lugar comum.

O episódio da semana passada, Room Service, ficou na diva Liz Taylor, uma personagem que eu estava curiosíssimo para saber a origem. Não poderia ter ficado mais satisfeito com o desenvolvimento do personagem, assim como sua ligação passada com a Condessa e sua ligação atuação atual com a Iris. Achei que a personagem da Kathy Bates seria um pé no saco com todo esse drama desnecessário com o seu filho, mas agora que ela se transformou em uma vampira, consigo vê-la com outros olhos. Seu desempenho neste quinto episódio foi ótimo, desde sua conversa sincera com a Liz até o momento em que ela se autoafirma e diz para si mesma que não aceitará mais ser tratada como um lixo. Adorei ver o seu ataques aos dois jovens metidos, mas suas mortes poderiam ter sido um pouco mais brutais. Eles reclamaram tanto que eu gostaria que morressem da forma mais dolorosa possível.

Eu sempre disse que um dos principais problemas com essa série era o seu enredo conturbado. Por vezes, o roteiro parece quebrado, com um excesso de subtramas e personagens que não vão a lugar algum. Tive medo que isso também acontecesse nesta temporada, que continuou a acrescentar novos personagens com o passar das semanas. O resultado, no entanto, tem sido coerente. Algumas subtramas ainda parecem irrelevantes, mas tenho certeza que serão desenvolvidas em algum ponto. Dá para sentir mais confiança no roteiro, porque ela tem amarrado bem suas pontas, além de fazer um ótimo trabalho desenvolvendo os seus personagens. Muitos estão reclamando da performance da Lady Gaga, mas eu estou adorando. Ainda não conhecemos o íntimo da sua personagem, por isso ainda estou curioso para ver a interpretação da Lady Gaga em alguma cena mais desafiadora. Por enquanto ela tem se encaixado perfeitamente, com seus carões, voz doce sussurrada e seus figurinos arrasadores.

Destaque para a sequência bizarra que acontece na escola, onde as crianças começam a se transformar e matar os adultos. Mais um momento bizarro para os vários já apresentados esta temporada. Me pergunto como o roteiro vai desenvolver essa trama - ou até mesmo qual o seu propósito. Será que estamos diante de um apocalipse vampírico? Acredito que não, mas estou doido para ver a reação da Condessa. Aliás, eu tenho visto diversos comentários comparando esta temporada com a primeira, Murder House. De fato, o tom das duas temporadas é parecido - e algumas "regras" sobrenaturais também são compartilhadas - por exemplo, todos que morrem em um determinado lugar ficam presos nele. Não vejo grandes problemas nisso! Hotel pode ter algumas similaridades, mas com certeza tem sua própria personalidade. Estou muito empolgado com este quinto ano e espero que a qualidade não caia nas próximas semanas. Até o próximo episódio - que promete mostrar algo épico.
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1 comentários:

  1. Minha teoria é q o John é o serial killer por trás dos assassinatos, uma coisa tipo "fiz e não lembro" pq além de ele ser meio desequilibrado antes mesmo de ir pró hotel, ele n iria ser convidado pra um jantar de assassinos notórios só pelo fato de estar dormindo por lá perto.

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