sábado, 10 de outubro de 2015

[Crítica] Scream Queens - 1x04: Haunted House


Happy Chanelloween.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

O que falar dessas referências e críticas aos tempos modernos e as "ações humanitárias" das celebridades? Apenas que A-M-E-I. Ryan sempre soube utilizar de um roteiro ácido cheio de pitadas de humor negro em todas as suas séries, essas que nem sempre tiveram uma proposta assim. Agora que ele pode usar disso visivelmente e livremente, Scream Queens se tornou um material tão cheio de referências e pequenas (grandes) alfinetadas, que a série se garante como um ótimo entretenimento por causa disso. Claro que a história e os personagens contam, mas assistir um episódio com uma cena de abertura com "Chanelloween" já vale os quarenta minutos fácil.

O episódio beirou praticamente a perfeição, e diferente do seu antecessor, este soube equilibrar os momentos cômicos e humorados com os momentos de tenção e terror. Mas vocês tem que entender que a série não se enquadra no gênero horror, e até nas situações em que os sustos estão presentes, alguma saída engraçada é dada, e isso faz com que tudo funcione de um modo muito mais brilhante.

Nessa semana tivemos o desenrolar do mistério que provavelmente faz parte das motivações do assassinos, e tivemos também a introdução de novas charadas que permearão os personagens no decorrer da temporada. Grace e Pete fazem parte do núcleo Scooby-Doo e os dois se empenham até agora em desvendar tudo o que está acontecendo na casa das KKT. Infelizmente, se tratando de um mundo onde aquilo realmente possa acontecer, os dois saem prejudicados pelas situações que os envolvem. Até mesmos suas piadas são as mais deslocadas e menos oportunas, fazendo com que as descobertas e pistas sejam irrelevantes já que é difícil comprar que os dois são os únicos sãos no meio daquilo tudo.

Como estamos falando de Scream Queens, era óbvio que em meio a assassinatos, teríamos alguma trama que acabaria em uma festa. Zayday e Chanel estão começando a colocar as garras de fora para se enfrentarem para presidente da fraternidade e isso significa, com certeza, que as duas precisam dar uma festa por qualquer motivo aparente. Tudo funciona muito bem nos momentos onde os corpos são revelados como em um bom filme de terror da década de 80/90 e o fato dos jovens menosprezarem o que acontece ao seu redor só evidencia uma crítica a vida nos dias de hoje, onde aquela situação mirabolante e exagerada não passa do reflexo da vida cotidiana no nosso mundo real.

Não posso me esquecer de bater palmas de pé para dois pontos que a série apresentou nessa semana. Primeiro tenho que enaltecer a rainha Hester e suas ações com Chad, que foram fáceis as melhores do roteiro e as mais engraçadas. Os dois tem um nível de química incrível e Lea está arrasando em sua atuação que é impossível reconhecer uma Rachel Berry. Ela é louca, psicótica, e impossível de não se amar. Seus momentos em tela geram a maior quantidade de risadas e seu texto é tão afiado e magnético que é impossível desgrudar os olhos da tela quando a mesma está em cena.

Outro ponto, este que eu tinha medo que Ryan errasse a mão, é o fato de trabalharem um feminismo escrachado mirabolante. Ryan já havia dito que as meninas do show não seriam o tipo que esperam o príncipe encantado vir salvá-las e se isso até então não tinha se confirmado, agora fica estampado em nossas testas. Aquela cena de todas as Chanels brigando com dois garotos por serem incrivelmente inconvenientes e machistas, foi impagável. Elas realmente mostram do que são capazes e tudo o que posso dizer é que Red Devil terá trabalho para matá-las e se por um acaso tentar pegar o bando junto, é capaz dele se dar muito mal. Todas as Chanels foram impecáveis neste cenário, e a cena vale ser vista e revista um milhão de vezes.

Várias pontas soltas foram deixadas para semana que vem, o que é mais que justo, assim o telespectador se mantém interessado e a ansiedade torna a ação de assistir o episódio muito mais interessante. Denise continua sendo a caricatura mais pertinente na comédia, e agora a mesma achou alguém para disputar as melhores risadas: Lea. Se o texto continuar assim, a série poderá focar-se de um modo nunca visto no trash, com as autocríticas e tudo mais. Ryan tem acertado a mão, vamos ver se continua e melhora, como tem acontecido.

Com ótimos quarenta e dois minutos, Scream Queens se reencontra e equilibra o ritmo frenético com as ótimas risadas. Vamos ver o que acontece com Zayday desaparecida, o mistério da Gigi e do possível bebê e quais serão os próximos pescoços degolados. Até agora, apesar de não ter uma audiência muito chamativa, SQ é uma ótima pedida. Pode não agradar os fanáticos do horror, mas mantém um lado cômico tão gostoso e um humor negro tão impecável que é impossível de se abandonar. E acho que vou começar a me chamar de Chanel #7.

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