quarta-feira, 21 de outubro de 2015

[Crítica] How to Get Away with Murder - 2x04: Skanks Get Shanked


A vida não é só feita de vitórias.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

How to Get Away with Murder sempre soube trabalhar os dois lados da moeda: culpados e inocentes. Desde sua primeira temporada a série apresentou casos em que o acusado era inocente e em outros casos o acusado realmente tinha cometido o crime. Mais importante que isso, apresentou também casos falhos onde a defesa tinha que rebolar para achar um jeito de livrar a cara do acusado e acima disso, mostrou que nem sempre era possível ganhar.

Esse episódio é justamente sobre perdas, tanto na vida profissional quanto na pessoal. O time de Annalise tinha como dever no caso apresentado tentar livrar a cara de uma jovem que efetivamente havia cometido um assassinato, era óbvio que a defesa tentaria achar mil e umas desculpas para tal ação e foi incrível assistir como esse plano não deu certo. A história tenta majestosmanete criar a dúvida na cabeça do espectador, que é obrigado a entrar naquele mundo e analisar todas as pistas. O roteiro foi tão bem escrito que em muitos momentos nos perguntamos em quem acreditar e a Shonda é tão rainha que sempre, mesmo sabendo das respostas, saímos com a cara quebrada com tantas reviravoltas e situações muito bem boladas.

Outro ponto alto desta semana foi o impasse pessoal da nossa amada advogada protagonista. O fato é que ela foi confrontada pela mulher de Nate e a mesma fez o pedido mais controverso possível. Foi incrível ver como Annalise reagia as situações em que ela foi colocada. Primeiro o pedido para que ela arranjasse os remédios para a outra se suicidar, depois ela ver que aquilo poderia realmente aliviar tanto a vida de Nate quanto a sua e também tem a velha história do certo ou errado que é sempre muito bem trabalhado pela série. O amadurecimento da protagonista neste episódio foi incrivelmente bem feito, evidenciando a diferença entre a vida pessoal e profissional da mesma. Enquanto na primeira ela coloca todas as cartas na mesa e reflete sobre suas decisões, na segunda o seu maior interesse é defender aquele que a contratou, independente dele ser culpado ou não, e isso esclarece o motivo dela nunca perguntar se o seu freguês é ou não um assassino. Temos que ressaltar que Viola Davis continua impecável, essa mulher é simplesmente incrível.

Nestes quarenta minutos pudemos ver além da evolução de Annalise, a evolução de outros dois personagens muito importantes: Connor e Michaela. O primeiro desconstrói toda a sua personalidade egocêntrica da primeira temporada, onde o mesmo só pensava em si mesmo e com quem transava. Desde sua história com Oliver até agora onde ele trabalha a questão da justiça e do fazer o certo, Connor tem se apresentado muito maduro, o que o fez entrar em conflito com Annalise, que apesar de ter rendido uma ótima cena, ele ficou muito cabisbaixo e não deu um pio, e vamos dizer que ela tem tanto culpa quanto ele na morte de Sam.

A segunda, Michaela continua crescendo absurdamente dentro do seu próprio texto, e se antes ela era a chorona e desesperada do grupo, agora ela vem se tornando fria e calculista o que realça a maturidade que a personagem veio ganhando no decorrer do show. É incrível que ela consegue trabalhar o lado pessoal onde ela começa a adquirir poder sobre ela mesma e o lado profissional, onde ela consegue transpirar o quanto é dona de si mesma e sabe o que está fazendo.

Por outro lado, Wes continua sendo o pior da atração, enquanto Laurel e Frank persistem nesse jogo de "gato e rato" que ainda não mostrou ser capaz de manter um elo melodramático com o telespectador. Sobre o mistério, o que posso dizer é que ele continua a crescer e relato mais uma vez como é difícil esperar uma semana por um novo capítulo. A ansiedade está muito grande, diria que maior do que a do primeiro ano.

Com mais uma semana de tirar o folego, HTGAWM é a melhor série em seus gênero dos últimos tempos. Tem suspense, tem drama, tem comédia, tem assassinatos, ou seja, tem tudo o que o público quer e não só os possui como trabalha todos esses itens de forma única e jamais parece algo forçado. Com mais um caso que causa a instigação no público, como também gera reflexões sobre a vida das pessoas nos dias de hoje, a série não só mantém sua qualidade excepcional como também a eleva.
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