segunda-feira, 12 de outubro de 2015

[Crítica] How to Get Away with Murder - 2x03: It’s Called the Octopus


O que você sabe sobre sexo?

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Sabemos que é do feitio da Shonda trabalhar os temas mais diversos que ela consegue em suas séries. Grey's Anatomy é prova disso já que tem a oportunidade de trazer a cada semana novas abordagens para seus personagens. Também sabemos que ela consegue fazer episódios temáticos como ninguém onde um tema central faz com que a vida daqueles seres dentro do show girem durante uma semana envolta daquilo, e por mais que o assunto não permeie completamente todos os cantos da atração, o drama principal e as motivações estão entorno daquilo que foi proposto inicialmente.

E o que falar de quando o tema é sexo? HTGAWM tem elaborado e apresentado questões relevantes sobre o assunto, desde cenas picantes até consequências do seu "uso" no meio profissional. Desta vez Shonda decidiu que tudo giraria entorno do sexo e da vida sexual ativa dos protagonistas. Se isso já era trabalhado anteriormente, desta vez como foco primordial o episódio se tornou muito mais sexy do que qualquer outro, ao mesmo tempo que não extrapola a veia da vericidade e deixa claro que o sexo em si faz parte da vida de qualquer um.

Claro que para carregar o drama, o caso semanal dos advogados seria envolvendo algum possível crime onde o sexo estivesse envolvido. Ao invés de declaram isso da forma mais berrante possível, o roteiro consegue fazer com que o ato sexual esteja envolvido e se torne até uma ferramente do assassinato em questão. Isso o script faz lindamente, pois nada é tão óbvio mas ao mesmo tempo entendemos com certa leveza tudo o que nos é apresentado.

How to Get Away With Murder é com certeza uma das séries mais sexy, e trabalha isso em todos os gêneros não deixando de mostrar pele feminina ou masculina, que é um dos maiores problemas da séries hoje em dia, onde algo é mostrado ao extremo enquanto outros quesitos são esquecidos. É bom saber que nenhum público é deixado de lado e o fato do programa trabalhar tudo isso junto, evidencia a preocupação com seu público.

O mistério central da temporada continua crescendo e era óbvio que mais peças seriam jogadas para o espectador desvendar o que vai acontecer em dois meses no futuro. Assim como na primeira temporada temos apenas alguns lances de imagens e diálogos que não nos fazem nenhum sentido, o que permite que trabalhemos a nossa própria criatividade e imaginação, não deixando isso a cargo somente dos roteiristas.

Em outras questões, a série continua surpreendendo. Percebemos que Ash terá um papel muito mais importante do que teve no primeiro ano, e essa chantagem que ele está sofrendo pode ou não ter a ver com a charada principal, mas que promete render ótimos momentos, isso promete. Liza Weil (Bonnie) tem sido uma ótima surpresa, por justamente apresentar uma atuação impecável e demonstrar várias facetas de sua personagem. Infelizmente a parte de Laurel e Frank que vem sendo trabalhada os torna um pouco chatos ou mesmo inconvenientes em certos momentos. Os dois tem entrosamento, mas o texto e sua relação não favorece a empatia dos dois com o público.

Outro ponto também trabalhado, só que com menos importância foi o caso da Rebecca, o que funciona muito mais do que deixar tudo escrachado como poderia ser uma saída para os roteiristas. Sabemos quem a matou, sabemos que alguém está atrás de respostas e sabemos que tudo isso tende a dar em confusão. Espero que essa calmaria até dure, para que o texto saiba trabalhar o mistério que envolve todos eles e saiba utilizar do timing para prender a atenção do espectador.

Com um ótimo episódio, HTGAWM trabalha esse tabu que é o sexo, e sabe fazer isso de um modo único sem necessariamente expor qualquer um a constrangimentos. Diferente disso, o show o faz do modo mais realista possível, sem colocar o sexo em um pedestal ou mesmo agir como se não fosse parte da natureza humana. Apesar de se tratar de um momento onde é evidenciado que esses quarenta minutos são mais para completar uma cota de temporada, existem pistas importantes e são deixados conflitos para nós mesmos resolvermos. Esse quebra-cabeça que vai nascendo é lindo e complicado, e com certeza vale muito a pena acompanhar.


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