segunda-feira, 12 de outubro de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x03: I Choose You


"Sou uma mulher, ouça-me rugir".

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Decisões permeiam a vida de todo mundo. Desde aquelas mais simples do tipo "qual roupa usar" ou se você for médico e estiver em Grey's Anatomy, do tipo "qual vida salvar". Sim meus queridos, Shonda não tem dó daqueles sobreviventes e se possível sempre os colocará em meio a situações desse tipo, para não somente dificultar a vida deles como facilitar a saída de lágrimas dos nossos olhos. Grey's sempre esteve repleto de situações como essas, onde o médico ou alguém que está ligado a tal circunstância, tem que tomar uma decisão única que pode mudar a vida de uma pessoa, ou neste caso, de uma família inteira.

Justamente por GA sempre ter a oportunidade de trabalhar em cima de casos semanais, a série tem a chance de mostrar histórias deste tipo, com certos pontos em comum, mas que no final, cada uma é unica, com personagens próprios e desfechos singulares. Ou seja, escolher entre um e outro nestas horas já aconteceu um milhão de vezes em Grey's, mas como os doutores e os pacientes encaram suas responsabilidades e como estas escolhas acarretam traumas nas suas vidas, GA é a única que consegue sempre inovar e nunca, jamais, por mais que tenhamos situações parecidas, sentimos que já vimos aquilo ali. Conclusão: choramos em todas estas ocasiões.

Esta semana Alex teve um ponto crucial na história e foi ele que fez a maior parte da trama da grande decisão. Estou gostando muito como a temporada tem trabalhado todos os seus personagens, dando tempo de todos ficarem em evidência sem necessariamente algum se sobressair demais sobre outro. Alex foi um que não teve muita coisa pra contar no ano passado, mas que agora, sua relação com Jo, seu ambiente profissional e até mesmo como o personagem se desenvolveu no decorrer dos anos, faz com que a empatia com o protagonista seja muito maior do que foi um dia.

Outro tema em evidência também (que pelo o que eu notei, várias séries estão trabalhando em cima, pelo menos as que eu assisto) foi o feminismo e como a mulher é vista dentro de seu ambiente de trabalho. O tema levantado não necessariamente esteve como "feminismo" durante os quarenta minutos e entendemos melhor sobre ele mais no final do episódio. A situação em questão era o salário de Meredith e como Miranda queria que a mesma fosse atrás do que acreditava. Apesar de pouco trabalhado, o roteiro deu a devida atenção, sem ser algo muito em pauta mas também não muito mascarado.

Temos que apontar também a relação de April e Jackson que desde metade da temporada passada dava sinais de desgaste. Após todo aquele drama de Jackson não aceitar que sua esposa se juntasse ao exército, April retorna e começam a trabalhar uma possível separação para os dois. Sinceramente esperava mais nessa parte do texto, já que Shonda sempre soube criar conflitos amorosos, mas agora, não sei se é porque o tema já é batido ou outro motivo qualquer, as cenas dos dois são as mais deslocadas. Neste tipo de drama é comum torcermos por algum e termos alguma preferência, mas os dois personagens tem agido de tal forma que é impossível ficar do lado de um deles. Porque se você escolher estará escolhendo entre uma louca psicótica possessiva ou a um homem escroto que se acha no direito de dar a todo instante novos ultimatos, o que torna tudo aquilo um pouco irrelevante.

No final, depois de muitos estudos e muitas ligações, Alex mostrou um amadurecimento incrível e foi capaz de realmente tomar uma decisão, mas acima disso, foi capaz de lidar com as consequências, sabendo quais eram seus limites como médico e ser humano. Trabalhar isso, junto com a história da gravidez da Jo foi o único pecado, já que enfraqueceu um pouco o ritmo. Por falar nisso, Jo tem sido bem chata de uns tempos para cá.

Não posso me esquecer também dos beijos ardentes de Maggie e o interno que não me lembro o nome. Sinceramente adorei tudo ali, desde suas falas de como ela se via dentro daquele mundo e como desistia das coisas, até chegar a conclusão que era um ET. A personagem tem grande potencial e isso é comprovado desde sua entrada no show. Espero que a mesma receba mais textos assim (cômicos) que trabalhem um lado melodramático perfeito que a atriz consegue passar.

Novamente, Grey's Anatomy faz história e mostra que uma série com casos da semana pode ser tão relevante e interessante quanto qualquer outra. Essa proposta de temporada mais leve tem funcionado muito bem, e deixa até a vida do espectador mais tranquila, já que sempre temos medo de saber quem será o próximo médico que Shonda cortará. Se a temporada continuar com esse ritmo e com histórias tão relevantes assim não precisaremos de mais uma queda de avião ou tiroteio para que o telespectador continue interessado, basta apenas tramas assim que se sustentem por si só e saibam o rumo que estão levando.
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