sexta-feira, 9 de outubro de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 12x02: Walking Tall


Cheiro de novidade no ar.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Início de temporada é sempre aquela coisa: temos o estabelecimento de algumas tramas que envolvem os nossos amados médicos e que conduzirão pelo menos parte da trama do ano. Shonda sempre acertou a mão em criar momentos cômicos e dramáticos dentro de um mesmo ambiente e sempre soube conduzir a história de uma forma brilhante. Claro, as vezes ela deu uma derrapada (como no início da sétima temporada e parte da décima) mas sempre conseguiu se estabilizar e mostrar que Grey's tem conteúdo e o mais importante, tem motivos suficientes para continuar no ar depois de tanto tempo.

Essa semana o quadro proposto era Bailey finalmente assumir o poder do hospital. Vamos combinar que ela está lá desde o início e com certeza é uma das personagens mais queridas pelo público, apesar de algum tempo para cá ela meio que se perdeu na sua personalidade e a "nazista" se tornou algo mais fraco dentro do roteiro e permitiu-se ser uma protagonista mais secundária, com menos tempo em tela, e isso me entristeceu bastante. Agora que a mesma tem a oportunidade de voltar a ser aquilo que já foi um dia, mais uma vez Shonda dá uma pequena derrapada, mas que se justifica, pois tudo é explicado no término dos quarenta minutos. 

O episódio gira principalmente entorno de Miranda e como ela encara o trabalho, o ambiente profissional, os desafios propostos e principalmente seus colegas de profissão. Esses que por um acaso já haviam até esquecido como ela fora um dia e encaram todas as suas "ordens" com certo receio. Graças ao bom Jeová, Weber estava lá para sempre ser o verdadeiro "chefe" já que o mesmo sempre teve os melhores conselhos e soube administrar a situação, tanto do ponto de vista daqueles que estavam recebendo as ordens como de quem estava ordenando. Seus diálogos em todos as cenas foram os melhores, motivacionais e bem dirigidos para emocionar tantos os personagens como os telespectadores. 

Foi muito interessante ver também a relação da nova chefe com Meredith, que dessa vez esteve mais em segundo plano. As duas sempre tiveram seus momentos no decorrer das doze temporadas, desde uma ótima relação até situações de mais tenção entre as duas. Temos que lembrar também que Grey não é mais uma interna aprendiz, ela está no mesmo patamar que Bailey, e isso torna todas as suas interações muito mais complexas. Não podemos esquecer também os outros núcelos, que foram tratados de forma mais leve até agora.

Callie está começando um novo envolvimento, o que preocupa Arizona. Sinceramente não vejo a hora das duas se tocarem e voltarem a ficar juntas, se é que isso pode acontecer, mas torço para que sim. Jo e seus internos fizeram parte do lado mais cômico, e aquele novo aprendiz se apaixonando pela residente é meio uma história reclicada e acho que só vai servir para momentos engraçados mesmo. April e Jackson também começaram aquela discussão sobre seu relacionamento e se ele existir ainda é uma possibilidade. Sinceramente o Jackson está insuportável com essa história, e April ainda mais por parecer uma mulher obcecada e não entender todos os sinais que seu marido dá, sinais diretos com palavras de negação. 

No final, depois de tantos desafios que foram apresentados, Miranda foi humilde e madura o suficiente para ver o que estava fazendo de errado e aceitar os conselhos daquele que sempre será o chefe. Tudo deu certo dessa vez (que milagre) e o fato dela ter aprendido com os erros e admiti-los para os outros, mostra um lado da personagem que nem sempre foi muito bem explorado. Dessa forma, Grey's ensina mais uma vez como se faz drama, e como se faz comédia e não deixa a desejar em nenhum momento. 

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