sexta-feira, 4 de setembro de 2015

[Crítica] Scream - 1x09/10: The Dance / Revelations (Season Finale)


Bem-vindos ao ato final.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Não, gente, eu não matei o Giovanni para assumir as críticas de Scream. Vocês acham que eu seria tão sangue frio? Talvez. Mas alguém no grupinho de amigos da Emma certamente é. Eu, como grande fã da franquia, não poderia ficar nos bastidores enquanto nossos queridos protagonistas são perseguidos na famosa festa que fecha o terceiro ato, não é verdade? Quem conhece os filmes sabe que esta festa é mais do que um acontecimento, é um símbolo. Presente no primeiro e quarto filmes, é justamente nesse recinto de "comemoração" que os últimos sobreviventes caem frios no chão, levando ao inevitável confronto da mocinha com o assassino. Na série, a grande questão era: quem permaneceria em pé para a segunda temporada?

Mas, antes de poder falar sobre a Season Finale em si, vamos dar uma rápida olhada para o nono episódio - que apesar de se chamar The Dance, tem grande parte da sua narração fora do baile da escola. O episódio não teve grandes acontecimentos além de preparar o terreno para o último da primeira temporada. Há o xerife capturado, mas até mesmo o seu desfecho vem a ocorrer no episódio seguinte. De fato, essa pré-finale se tratou do roteiro dar sua última cartada. Algumas pequenas pistas foram lançadas, colocando o filho do xerife do centro das suspeitas dos espectadores. Mas quem realmente caiu nessa? Quero dizer, ele era um bom suspeito... até o enredo colocar desesperadamente o foco nele. Faltando apenas um episódio para o fim deste ciclo, acredito que os melhores suspeitos são aqueles que permanecem fora dos holofotes.

Depois de ouvir diversas teorias absurdas, não fiquei realmente triste quando a revelação se mostrou exatamente aquilo que eu esperava. Pode não ter sido a reviravolta do ano, mas certamente fez sentido. Para ser justo com a série, é muito mais difícil surpreender ao longo de dez horas do que em um filme com pouco menos de duas. Durante o terceiro ato dos filmes, por diversas vezes, nem notamos a ausência de certo personagem. As coisas ficam tão frenéticas que só conseguimos prestar atenção na luta pela sobrevivência dos personagens principais. No entanto, na série, tivemos bastante tempo para montar teorias - uma linha do tempo aceitável -, descartando suspeitos a cada semana. Não demorou muito para descobrir que a Piper para a assassina, assim como também não foi difícil saber os seus motivos. Quem prestou atenção em sua história triste sobre o seu pai deve ter matado a charada facilmente, principalmente depois da revelação que a Daisy teve um filho com o Brandon.

A cena final com o desmascaramento pode não ter deixado muitas bocas abertas, mas certamente conseguiu divertir os seus espectadores. Amelia Rose Blaire deu um show de psicopatia em suas cenas finais. Seu monólogo também foi ótimo, e algumas das falas ainda remeteram aos filmes. Piper esteve deliciosamente instável durante todo o momento, o que refletiu positivamente em sua performance. Adoro quando o assassino se mostra completamente doente após a revelação, mesmo tendo conseguido se comportar de forma exemplar o tempo inteiro antes disso. É como se eles não conseguissem se conter com o resultado do seu próprio "trabalho". Óbvio que ela não fez isso tudo sozinha, e antes que pudesse dissertar sobre uma tal "surpresa", recebeu um tiro da Audrey. Não é muito difícil juntar uma coisa com a outra. Audrey foi misteriosamente atacada durante o episódio, mas a edição cortou a cena. Mais tarde ela só aparece dizendo que "apagou". Talvez uma desculpa mais esfarrapada que a do Jake, que estava andando livre pelos arredores da casa.

De fato, havia muita gente na casa para só a Brooke ter tido um contato com o assassino. Resultando em uma das melhores cenas da temporadas - e que talvez mais aproxime a série da pegada dos filmes -, tivemos mais uma perseguição à rainha da série. Não posso deixar de enfatizar o quanto eu gosto da personagem. Desde o começo as pessoas vêm torcendo contra ela justamente por ela ser o clichê da "vadia loira sem coração melhor amiga da protagonista". Mas não demorou muito para ela quebrar a cara de todos, desconstruindo o seu status, mostrando-se muito mais sobrevivente do que a própria protagonista da série. Quantas vezes ela foi perseguida mesmo? Teve mais contato físico com o assassino do que qualquer outro personagem. Confesso que fiquei sem respirar durante toda a sequência de sua perseguição. A cena no freezer foi angustiante demais, apesar do roteiro não ter pensado com muito carinho em uma forma de enfiá-la lá dentro.

Gosto de vários personagens, mas, sejamos francos, isso é um slasher - ou deveria ser -, então a quantidade de personagens vivos no final foi uma grande decepção. Personagens como Jake ou Mr. Branson certamente não mereciam continuar respirando para um segundo ano. A série decepcionou em termos não só de mortes, mas também de perseguições. A maioria dessas cenas envolveram a Brooke, mas até mesmo essas foram rápidas demais. As vítimas estão dando mole demais para o assassino, e é neste momento que sentimos falta da agilidade dos personagens dos filmes. Eles realmente estavam determinados a sobreviver, correndo para todos os cantos e jogando coisas no Ghostface. A série ficou devendo isso. Quanto a falta de mortes, acredito que o roteiro, além de querer os rostos conhecidos para a segunda temporada, também queria que considerássemos todos como uma possibilidade de estar atrás da máscara. No final, obviamente tirando a Brooke, qualquer um deles poderia ser o assassino.

Em contrapartida, apenas quatro personagens não poderiam estar ajudando a psicótica da Piper: Emma, Brooke, Noah e Daisy. Ainda que tudo aponte para a Audrey como a ajudante, não podemos excluir nenhum dos outros. Ou vocês acham que o roteiro teria dado a identidade do assassino de mão beijada? Afinal de contas, o segundo ano precisa estruturar o seu próprio mistério. Pelo fato de ter queimado as cartas que recebera da Piper, a Audrey obviamente estava conectada a tudo isso de alguma forma. A grande questão é: quão conectada? Ela chegou a vestir a roupa do assassino? Chegou a matar um dos seus amigos? Acredito que o roteiro possa nos surpreender com essas questões. Nas últimas cenas, Audrey queima as cartas, acabando assim com a sua conexão com os crimes. Isso indica que ela não quer mais fazer parte disso, então como as mortes voltarão a acontecer?

Enfim, vamos torcer para que a segunda temporada preencha essas lacunas e que a série aprenda com os seus erros, e apresente alguns elementos que nós, fãs, estamos morrendo para assistir. Espero que eles chutem o balde e nos surpreendam na próxima vez. A audiência da série não foi lá essas coisas, caindo semana após semana, então seria interessante para eles fecharem a trama em grande estilo. Outro desejo meu é que o assassino foque também nos outros personagens. Brooke tem uma linha fixa em casa, faça-a usar! Agora que os segredos de família da Emma foram expostos, seria interessante se o vilão não fosse tão obcecado por ela. Chega de protegê-la até o final, Sidney não chegou até o terceiro ato porque foi poupada, mas sim porque soube ser uma sobrevivente. Bem, pessoal, a jornada até aqui foi falha, mas certamente foi divertida de acompanhar. Torcemos por melhoras, tememos pelos nossos sobreviventes e nunca, jamais, quebraremos as regras.
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Comentários
1 Comentários

Comentário(s)

1 comentários:

  1. Gostei do final, apesar de já desconfiar que a Piper fosse a assassina. Assim como você, minha personagem preferida é a Brooke e espero que ela continue até o fim da segunda temporada; aquela cena no freezer foi agonizante demais! Mas também gosto da Audrey, Noah, Emma e Daisy!
    No geral, a série foi maneira de se acompanhar e espero que no ano que vem melhore mais e mais!

    PS. Acompanho o blog já tem um tempo, mas é a primeira vez que comento. Parabéns pelas críticas!

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