sábado, 26 de setembro de 2015

[Crítica] How to Get Away with Murder - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 15 episódios
Exibição: 2013-14
Emissora: ABC

Crítica:


Depois de manter duas séries de sucesso no ar, Grey's Anatomy e Scandal, Shonda assinou uma nova produção para fechar as noites de quinta-feira com o seu nome. A emissora ABC aproveitou o bloco e criou o #TGIT (Thank God It's Thursday, em tradução livre, "Graças a Deus é Quinta-Feira"). Como não poderia deixar de ser, o bloco da Shonda foi um sucesso e todas as suas séries mantiveram altos números de audiência. Inclusive, a premiere de How to Get Away with Murder se manteve como uma das maiores estreias da Fall Season de 2014 - pelo menos até a monstruosa Empire ser lançada na TV americana. Então, estão prontos para aprenderem a sair impunes de um assassinato?

Na trama, um grupo de ambiciosos estudantes de Direito se inscrevem para as aulas de Annalise Keating, uma rigorosa e brilhante professora de defesa criminal. Como de costume, ela separa alguns pontos sortudos para a acompanharem de perto, sendo eles: Wes, Connor, Michaela, Laurel e Asher. Logo, todos eles se verão envolvidos em uma trama de assassinato que vai agitar toda a universidade e mudar o curso de suas vidas. A vítima atende pelo nome de Lila, sendo a principal suspeita pelo assassinato a sua melhor amiga, Rebecca. Quando Wes se envolve romanticamente com Rebecca, ele convence Annalise a pegar o seu caso, sem saber que ela pode estar muito mais envolvida na história do que podia imaginar. Agora, todos escondem segredos e ninguém está disposto a ir pra cadeia, mas só um deles pode ter matado Lila. Qual deles poderia ser?

Adoro uma boa trama de mistério! Histórias envolvendo "quem é o assassino?" nunca cansam, apesar da revelação final quase sempre ser decepcionante. O enredo dessa série é inteligente na forma em que nos apresenta sua história. Utilizando de uma linha do tempo não convencional, acompanhamos os eventos que levaram a um assassinato, ao mesmo tempo em que recebemos flashes do que acontece depois deste crime. Não sabemos de muito, apenas que os alunos da Annalise estão envolvidos de alguma forma, mas isso é apenas a ponta do iceberg em uma trama cheia de reviravoltas onde qualquer um pode ser o culpado de um ato terrível. Gosto como o roteiro consegue nos fazer suspeitar de vários dos personagens, ainda que tenha tendência de nos fazer acreditar nas opções mais óbvias.

Não podemos falar sobre os atores e personagens sem primeiro dar o devido destaque à Viola Davis, que interpreta a misteriosa Annalise Keating. A série tem outros atores fortes, inclusive os adolescentes, mas nenhum deles consegue ofuscar a grande estrela da série, a Sra. Davis. Iniciando a trama extremamente inabalável, nós vamos descobrindo mais camadas da personagem no decorrer das semanas. Conforme as investigações revelam fatos que a perturbam intimamente, testemunhamos o poder de interpretação da Viola Davis quando a confiança de sua personagem é quebrada. Ela interage muito bem com os outros, mas nenhuma outra interação conseguiu ser tão poderosa quanto as cenas divididas com a veterana Cicely Tyson, que interpretou sua mãe. Certamente um episódio bombástico, cheio de revelações do passado.

Dentre os alunos da Annalise, o maior destaque fica por conta do Connor. De longe um dos personagens mais interessantes da série. Até gosto de sua relação com o Oliver, mas acho que o relacionamento deixou o personagem um pouco mais preso, afinal de contas, divertido mesmo era ver o Connor usando todas as suas armas para conseguir as informações que queria. Michaela também traz bons momentos neste primeiro ano da série, principalmente envolvendo a sua terrível sogra. Por outro lado, Wes é um dos alunos que mais recebe destaque por parte do roteiro, mas é um dos personagens mais desinteressantes da história. Todo o seu drama é chato, assim como o seu relacionamento com a Rebecca. Só sobra então Laurel, que apesar de inteligente ficou presa em um plot clichê tendo um caso com um dos ajudantes da Annalise, e o Asher, que nunca está no centro da ação, servindo mais como alívio cômico da atração.

Não posso me aprofundar muito da trama em si para não soltar spoilers, mas posso adiantar que a revelação da identidade do assassino não é das mais surpreendentes. Raramente são, não é verdade? Ainda mais quando nós temos quinze horas de material e diversos meses para pensar e investigar. O roteiro basicamente passa por todas as etapas comuns deste tipo de trama, levantando as suspeitas, apontando para o suspeito óbvio, complicando a investigação e, por fim, se garantindo de uma série de reviravoltas que irão resultar na inevitável revelação. Apesar de tudo, fiquei extremamente satisfeito com o resultado desta primeira temporada. Uma série inteligente, ágil e moderna. Novos crimes estão por vir, assim como novos álibis terão que ser forjados. Já estão preparados para a segunda temporada ou vocês já pegaram prisão perpétua?
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