sábado, 26 de setembro de 2015

[Crítica] Fear The Walking Dead - 1x04: Not Fade Away


Confie em seus instintos.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Com um pequeno atraso, estamos de volta com mais uma semana apocalíptica. Mas, o que parecia ser o começo do domínio errante, se tornou em uma controlada ação militar (whaaat?). Era óbvio que, após o desfecho do episódio anterior, a trama se seguraria um pouco. É uma pena, porque pensei que teríamos uma tensão crescente até a Season Finale. Se os zumbis finalmente ficaram em evidência no episódio The Dog, aqui eles não fazem parte da ação. O roteiro dá lugar para o desenvolvimento dos seus personagens e os seus respectivos plots. Acredito que essa sensação de segurança irá explodir em um descontrole a tempo de movimentar o último episódio da temporada, deixando-nos em um verdadeiro caos - esperando pelo segundo ano.

Vamos começar logo falando sobre o personagem que menos gosto: Chris. Tomei uma antipatia pelo personagem desde o segundo episódio, mas o sentimento ainda não se dissipou do meu peito. Quero dizer, eu sou uma boa pessoa de coração mole, mas parece que o roteiro está me atacando de propósito para que eu o odeie para sempre. Esta semana ele não fez muito, só ficou encarregado de uma narração, alguma gravação aleatória e sem sentido e, por último, criar a semente da discórdia entre outros personagens. Dando um rolé em cima da casa (!), Chris acaba vendo luzes fortes de uma casa ao longe - uma espécie de comunicação, que coloca em xeque todas as informações concedidas pelos militares. Nós sabíamos desde o começo que era uma pessoa, de fato. Mas um personagem comum não poderia dizer o mesmo. Aliás, ele poderia ter confirmado isso sozinho - como a própria Madison fez -, fazendo contato de noite, eliminando assim qualquer possibilidade de ser reflexos do sol.

A Madison é uma personagem que continua subindo no meu conceito. De longe uma das pessoas mais fortes que esta série já apresentou. Vejo suas atitudes ousadas e coerentes, e fico doido para saber como ela se sairia no mundo pós-apocalíptico que conhecemos em The Walking Dead. Quanto mais a Madison sobe, mais o seu marido, Travis, desde no meu conceito. Provando ser tão irritante quanto o seu próprio filho, essa atitude de "paz e amor" dele, querendo ser amigo de todos, simplesmente não me desce. Espero que morra brutalmente em algum ponto, ou que pelo menos sofra uma transformação com o passar das semanas (quem sabe uma perda chocante?). Mas, voltando a falar da Madison, ela teve a coragem de ir além da zona isolada, testemunhando cadáveres pelas ruas - alguns contaminados, outros não.

Então, considerando que ela tem motivos suficientes para não confiar nos militares, o seu surto no final do episódio quando eles levaram o seu filho foi extremamente justificável. Talvez a única pessoa que a Madison pode contar seja o Daniel, que já percebeu que as regras sociais não se aplicam a sua nova realidade. Enquanto isso, durante todo o episódio, Nick esteve relaxando na piscina. Eu sinceramente pensei que eles não voltariam a abordar o seu vício tão cedo, principalmente depois dele ter passado o inferno tentando ficar limpo. Seu deslize foi o suficiente para ele ser levado para o isolamento, então sua recaída fez sentido para que o enredo pudesse mandá-lo para lá. Tudo muito conveniente para causar uma tensão maior nesses episódios finais.

Apesar de continuar sem muito destaque, Ofelia se mostrou em um relacionamento com um dos militares. Não vimos acontecer, não vimos como começou, apenas fomos apresentados a eles dois como um casal formado. Mal nos importamos com ela, quem dirá ele - ou até mesmo os dois como um casal. Até que se prove o contrário, são todos futuras vítimas. Claro que posso estar enganado, afinal de contas, diria exatamente o mesmo da Carol Peletier da série original, e hoje em dia ela é uma das minhas personagens favoritas. Não existem personagens fracos, existem personagens mal escritos. E uma das coisas que eu mais gosto da série original é que eles conseguem fazer bom proveito de alguns dos seus personagens. Há uma enorme evolução desde suas introduções. É uma pena que isso só acontece com poucos, e a maioria tem o seu potencial cortado pelo próprio roteiro.

Enfim, gente, a série começou há pouquíssimo tempo, mas já está quase enfrentando o seu fim. Só restam mais dois episódios para fechar este primeiro ano, então eu espero muito que o enredo acelere sua trama, apresentando alguma tensão palpável até a Season Finale. O episódio dessa semana foi mais parado que os outros, mas achei essa pausa aceitável, ainda mais por ter aproveitado para introduzir conflitos que certamente serão aproveitados nessa reta final. No entanto, o penúltimo episódio tem basicamente a obrigação de elevar a tensão para o inevitável desfecho. Os produtores disseram que Rick estaria no coma até o final dessa temporada, então quer dizer que a segunda já começará com o apocalipse que nós passamos a conhecer? Espero que não. Quero testemunhar as coisas com calma, saber todos os detalhes que condenaram a humanidade.

Só que não é preciso ser um gênio para saber os meios que levaram a nossa queda, não é verdade? Se os militares fossem menos babacas e fizessem jogo limpo, talvez não perdessem o controle da situação. Os outros personagens não se sentem mais seguros. Estão com medo. E pessoas com medo são capazes de qualquer coisa...
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