domingo, 23 de agosto de 2015

[Crítica] Scream - 1x08: Ghosts


O fantasminha camarada.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

É sempre bom quando algum show dá uma revigorada e inovada, ainda mais quando aos poucos vai decepcionando os telespectadores. A qualidade subir é algo que sempre esperamos e torcemos para que aconteça, e realmente essa semana, com todos os erros (e foram muitos) a série teve a oportunidade de mostrar novos horizontes e não é que conseguiu!

Se lá no início da temporada o luto foi aprofundado de modo satisfatório, apresentando novas perspectivas sobre um grupo de adolescentes que estão sendo, um a um, mortos por um assassino, nesta semana, Scream nos mostrou um outro lado da história: o medo. E não simplesmente o medo de ter a carne atravessada inúmeras vezes por um objeto cortante até que nossa vida seja arrancada de nós; muito além disso, tivemos o medo psicológico, o medo da própria perda, o medo de enlouquecer e o medo do que podemos descobrir sobre a nossa verdadeira história. Claro que a representante para isso foi a protagonista Emma, já que os outros tiveram seus núcleos particulares explorados, o que favorece o elo deles com os espectadores, já que com um número reduzido de personagens, se envolver com eles se torna um processo muito mais fácil.

Começando por Emma, que foi a parte central do episódio. Após toda aquela confusão no boliche e a perda brutal de seu atual/ex namorado, a menina simplesmente deu uma pirada, e se antes isso não caberia muito dentro do roteiro, a hora mais acertada foi esta. O fato é que ela é o centro do universo (pelo menos daquele universo) e tudo o que acontece gira e girará entrono dela. É fácil identificar isso pelos motivos do assassino e dos assassinatos, já que a mocinha sempre tem sua parcela de culpa, vamos dizer assim, sobre aquilo que está acontecendo. Ou seja, não são assassinatos aleatórios, e o mascarado sempre coloca o poder nas mãos de Emma, pelo menos é isso que ele quer que ela pense. Ela sempre tem a palavra final, e o malfeitor faz com que ela acredite que as mortes são sua culpa, diretamente, já que ela decide quem vive e quem morre, um jogo que deixaria qualquer um doido.

Tivemos nesse núcleo o desenvolvimento de alguns mistérios, algumas pistas e, como anteriormente citado, o medo da personagem. A todo momento a menina passava por momentos de ansiedade e insanidade, já que mesmo morto, Will estava lá para atasanar a vida da coitada. Ela o viu constantemente devido a privatização do sono e o choque recente de ver o garoto partido ao meio. Tudo isso poderia ser uma grande enrolação para encherem os quarenta minutos, mas é graças a isso que a mente da final girl começa a funcionar de um jeito que jamais vimos antes. O cérebro é uma máquina formidável e este ofereceu algumas respostas para que nós e as vítimas possamos entender tudo o que aquela teia-de-aranha na verdade é. Finalmente tivemos algumas soluções, como Daisy contando seus segredos mais profundos sobre seu relacionamento com o pai de Emma e com Brandon James. Ela admite ter tido um filho, o qual ela nem sabe o sexo, e a dúvida que fica é que se essa criatura desamparada não está na cidade para se vingar pelo abandono - Alguém mais se lembra de Roman em Pânico 3? Os suspeitos de serem essa pessoa formam uma lista longa, mas o caminho que o roteiro deixa para quem assiste é que pode ser Piper ou Kieran, mas também não duvidaria do Sr. Branson.

Brooke teve também bastante tempo para brilhar, já que mais uma vez tivemos algumas respostas. Soubemos pelo Prefeito Quinn em pessoa o que aquele vídeo significava, ou pelo menos o que ele quer que Brooke acredite. Claro que seria uma saída meio óbvia e sem culpa direta, já que não podemos ter tantos assassinos em uma série, e apesar da resolução fácil, é algo satisfatório. A rapariga para afogar as mágoas decidiu procurar pelo professor, e em um dos momentos mais toscos do episódio, onde naquela famosa frase do "vou ver que barulho é esse" Brooke é deixada por alguns instantes sozinha no teatro e é atacada pelo maníaco. Um ataque rápido, sem uma grande perseguição e sem nenhuma grande expectativa. Ela é cortada, mas logo a polícia chega, junto com o Sr. Branson que é preso. Não sei qual o objetivo dos roteiristas, mas espero que eles não sejam tão óbvios.

E decididamente a dupla Sherlock e Watson da série se envolve em outra investigação. Desconfiar do professor tudo bem, até porque o show vem apresentando ele como um suspeito em potencial, mas em que universo um professor assassino guardaria as provas do crime na sala de aula? É sério isso? Não tinham orçamento para uma locação diferente? É mais que óbvio que aquilo foi plantado e é mais que óbvio que a história do pedagogo que matou uma aluna que era sua amante, tenderá dar em nada, apenas para confundir os personagens, porque nós espectadores estamos bem cientes dessas jogadas e twists do script, coisa que não surpreende mais ninguém.

Agora  faltando apenas dois episódios, minha maior preocupação é se realmente teremos alguma cena de perseguição memorável, o que há a possibilidade de acontecer já que a série tem estrutura para isso. Vamos aguardar pela grande revelação, já que não estamos em PLL (onde demoramos seis temporadas para descobrir quem é Big -A), e já no final da primeira temporada ficou prometido que as máscaras irão cair. Espero que não seja óbvio e que algo bom para uma season two seja deixado no ar.
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