segunda-feira, 31 de agosto de 2015

[Crítica] Fear the Walking Dead - 1x02: So Close, Yet So Far


O caos se espalha mais rápido que a infecção.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Essa semana eu me dediquei inteiramente ao mundo pós-apocalíptico. Com o embalo dessa série, tratei logo de colocar The Walking Dead em dia, o que resultou na crítica da segunda metade da quinta temporada que publiquei para vocês. Confesso que estava bastante ansioso para conferir mais um episódio de Fear the Walking Dead, e isso não poderia ser um sinal mais positivo. Antes de falar sobre o que aconteceu essa semana, no entanto, vamos parar um segundo para comentar sobre a audiência da série. O primeiro episódio estreou com 10,1 milhões de espectadores (com um índice demográfico de 6.3), quebrando o retorno de maior estreia não só da emissora AMC, como da TV a cabo em geral. Para vocês terem uma ideia, o primeiro episódio de The Walking Dead conseguiu 5,4 milhões de espectadores (atualmente o recorde da série está na casa dos 17,3 milhões).

Focando no episódio em si, essa semana tivemos um grande avanço em termos de "queda da sociedade". O primeiro episódio focou no silêncio, nas ruas vazias - uma espécie de presságio que havia algo muito errado. Este segundo segue o caminho contrário, trazendo o povo revoltado para as ruas em resposta às mortes causadas pelos policiais. Trazer o caos à tona foi um passo inteligente na iminente dominação global pelos zumbis. O povo reage com violência àquilo que eles não conseguem entender. Ao invés de sentar e tentar investigar exatamente o que está acontecendo, eles se unem no centro da cidade para "protestar", agilizando assim a propagação da infecção. O povo desinformado agindo sem entender o que está acontecendo é exatamente o que esse vírus precisava para se espalhar.

Nossos heróis, no entanto, lutam para manter a calma e entender o que está acontecendo ao seu redor. No primeiro episódio eles já entenderam basicamente tudo, mas novas informações continuam a surgir diante deles. A mais importante delas é em relação à mordida. O namorado da Alicia foi mordido e a Madison e o Travis rapidamente relacionaram isso como um meio de infecção. O fato do traficante ter se transformado sem ter sido mordido parece tê-los confundido, mas acredito que não irá demorar para eles terem certeza do que estão lidando. Um dos passos mais importantes, acredito eu, é entender que essas pessoas não estão mais vivas. Testemunhar a transformação é um passo importante que os personagens provavelmente terão a chance de acompanhar nas próximas semanas.

Considerando os personagens, Madison teve uma das sequências mais legais do episódio. Em busca de remédio para o seu filho na escola, ela se depara com um infectado. Rapidamente, vimos todos os processos sociais até o inevitável desfecho. Primeiro Madison tentou conversar, argumentar, se defender e, por mim, partir para o ataque. Estamos no começo do apocalipse, então as pessoas não pegam suas espadas e partem a cabeça dos outros naturalmente. Essa humanidade ainda está dentro de todos eles, e é justamente isso que os torna tão interessantes. Assim como o Rick, veremos esses personagens abandonarem suas vidas cotidianas e serem jogados em um inferno onde eles terão que fazer o que for necessário para sobreviver.

A família do Travis ganhou mais destaque neste episódio, mas ainda não senti nenhum vínculo com eles. De fato, torci o tempo todo pela morte daquele filho "revolucionário" dele. Espero que morra até o final da temporada, afinal de contas, baixas têm que acontecer na série. E a dinâmica da família principal, encabeçada pela Madison, é tão interessante que eu não quero que eles sejam perdidos logo no começo da história. Eles têm um elemento humano e carismático que é difícil encontrar em outras famílias. Estão sempre juntos, ajudando uns aos outros. Longe de serem perfeitos, eles enfrentam problemas da vida real no meio de um vírus zumbi que está varrendo as ruas. Não tem como não simpatizar com o seu drama. Essa semana, aliás, conhecemos um pouco mais da filha, que agora sem namorado, terá mais chances de interagir com o seu irmão - suas melhores cenas.

Apesar de todos os pontos positivos e a forma correta como o roteiro está desenvolvendo o começo do fim, sinto que estamos presos com essas famílias, limitados com apenas suas visões. O caos está tomando conta das ruas, mas estamos presos dentro de casa com o personagens. Gostaria de ver o pânico comendo solto pelas ruas, os transformados encontrando suas primeiras vítimas. Talvez a solução mais interessante seria a introdução de um prólogo, mostrando cenas com desconhecidos em ambientes diferentes. Imagine o começo de um episódio mostrando a infecção tomando conta de uma boate? Seria incrível. Talvez esses inícios isolados pudessem até trazerem alguma conexão com a ação principal mais tarde. Nada que altere a trama, mas um sobrevivente ou transformado no final de cena, mostrando as consequências da cena inicial. Por último, confesso que também sinto falta de uma abertura. A abertura de The Walking Dead é sensacional, além de trazer uma identidade para a série. Uma possível abertura para esse show poderia seguir o mesmo caminho que a série-mãe, mas também deveria ter sua própria personalidade e trilha sonora. Talvez o segundo ano tenha uma boa abertura, vamos torcer! Por enquanto é apenas isso, vamos aguardar a próxima semana, que é quando a infecção chegará em nossas casas...
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