sexta-feira, 31 de julho de 2015

[Crítica] Scream - 1x05: Exposed


"Os Usurpadores": nova novela da tarde.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Não está sendo fácil. Depois de um piloto relativamente fraco, dois episódios incríveis de tirar o folego e um que tentou explorar novos horizontes para uma série de terror teen, nesta semana tivemos uma pequena grande queda na qualidade da série, já que muita coisa do desenvolvimento do episódio anterior se perdeu. Alguns rumos se desviaram, e até os personagens acabaram por parecer uma bagunça, já que agem completamente diferente de um dia para o outro. Entendo que os episódios são escritos por roteiristas diferentes, mas o mínimo que se espera é uma certa continuidade no roteiro, e se isso não for possível, que pelo menos o ritmo seja satisfatório, o que também não aconteceu.

Hoje apontarei os piores erros que o show vem cometendo desde a sua estréia, estes que ficam mais evidentes nos quarenta minutos desta semana. Um dos piores erros que uma série ou filme de terror pode cometer é não aprofundar seus personagens, porque assim, quando eles são descartados, não conseguem comover nem um pouco o telespectador. Sexta-Feira 13 é uma prova disso, que a cada filme o que mais fazemos é torcer para que todo o elenco seja assassinado do modo mais brutal e mirabolante possível. E se esse método funciona em um filmes de terror com cerca de vinte mortes por sequência o mesmo não se aplica a Pânico ou pelo menos a série de terror Scream, que tem tempo de sobra para aprofundar as caricaturas que estão para serem assassinadas. Infelizmente isto não vem acontecendo.

Depois do ótimo episódio onde não houveram mortes mas o luto foi aprofundado assim como as facetas de uma personalidade adolescente, desta vez o script preferiu seguir o caminho "personagem óbvio" onde os esteriótipos que antes haviam sido moldados de forma diferente voltam a estaca zero. Ou seja, tudo aquilo sobre cada um ter inúmeros sentimentos, mais uma vez é esquecido e os clichês do gênero estão de volta, em outras palavras, cada qual está lá apenas para comprovar os mesmo rótulos antes criados: a menina boa, a promíscua, o misterioso, o valentão, o nerd, etc. Não se preocupando que isto apenas afasta não somente os protagonistas da realidade como do próprio público. Conclusão: não nos importamos com eles, não torcemos por eles e apenas imaginamos como será divertido assistir a morte dos mesmos.

Will e Jake são de fato o maior problema, e não vejo a hora dos dois terem a garganta cortada (e quem assistiu o trailer da Comic-Con sabe que não será na garganta, mas sangue irá jorrar). Eles não tem carisma suficiente e tudo o que conseguem causar é repulsa em quem assiste. Aquela história de chantagem vem se ampliando de modo que vamos sabendo mais os motivos e os podres dos personagens, em contrapartida, é difícil torcer para alguém que parece não se importar com o evento recente onde uma amiga foi assassinada. Dentro deste meio soubemos mais o que os garotos tem contra o prefeito, e isso rendeu alguns momentos de revelação, mas nada surpreendente. E o feito de Jake tentar culpar o Will pela usurpação apenas demonstra velhos truques já utilizados em mil e umas outras obras, onde já sabemos que isso vai dar confusão, mas no fundo, tudo acabará em nada.

Emma... O que  falar da personagem mais passional do mundo ficcional. Ela simplesmente vê tudo jogado na sua cara e age como se estivesse tudo bem. Vamos apontar: ela teve uma suposta amiga assassinada, depois recebeu ameaças diretas e teve sua casa invadida. Em seguida é obrigada a escolher a morte para uma de suas amigas, sem contar o fato de ter um vídeo íntimo viralizado, sendo da sua primeira vez e por fim descobriu que seu namorado apenas iniciou uma conversa com ela por causa de uma aposta. Devemos dizer que do modo que a mesma vem agindo, parece que nada está acontecendo. Também não estou dizendo que ela deve se descabelar e enlouquecer, mas como está sendo apresentado -tudo bem, tudo O.K., soa forçado e sem grande relevância.

Também tivemos aquela velha jogada onde temos inúmeras falsas pistas. O modo como Kieran vem agindo, o fato do professor estar envolvido e por aí vai. Sabemos que tudo isso é para despistar o espectador, mas esta fórmula está tão cansada que fica complicado de engolir, ainda mais que já sabemos que tudo isso tende a dar em nada. Outro ponto que me incomodou bastante foi esse romance precoce de Emma e Kieran; se beijaram e depois a menina se permitiu a ir a um lugar distante com o moço sem nem saber o que estavam indo fazer. Francamente, sair com um total estranho quando estamos sendo obrigados a escolher quem vive e quem morre não me parece uma atitude muito inteligente.

Outro aspecto que me chateia é que este episódio é bem aquele tipo que serve para encher o total de uma temporada, mas Scream terá um total de dez episódios apenas, não sei se esse método (de encher linguiça) deve ser utilizado neste caso, já que não é tanto tempo assim para a história ser contada, só espero que não seja desperdício de tempo. E o assassino, além do mais, não deu muito as caras, mas espero que na semana que vem ele esteja presente e pronto para levar mais uma alma, porque está mais que na hora de dar uma agitada e diminuída nesta série.
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