segunda-feira, 20 de julho de 2015

[Crítica] Scream - 1x03: Wanna Play a Game?


"A verdadeira pergunta é: 'Quem será o próximo?'"

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Caro leitor que está acompanhando a série, eu tenho apenas uma pergunta para você: como não amar? Depois do piloto fraquíssimo (na minha singela opinião), parece que a série se reinventou no episódio seguinte, apresentando claramente uma história consistente e agora nesta terceira semana mais uma vez o programa nos deixa sem folego. Eu realmente não estava colocando muita fé em uma série da MTV que deveria homenagear minha franquia de filmes preferida, mas como não devemos julgar um livro pela capa, ou neste caso, uma série pelo piloto, venho mais uma vez por meio desta crítica dizer que o show calou novamente minha boca, e mostra que a aposta alta (e arriscada) da MTV está mais que certa e trazendo bons resultados, já que estamos recebendo um produto final muito além do que, pelo menos eu, imaginava.

Pra início de conversa, não vamos negar que aquela história de Brandon James era a mais clichê possível, e qualquer ser humano comum, com um pingo de criatividade poderia criar um mistério de fundo como esse, já que praticamente metade dos filmes de terror e séries tem essa mesma história: o menino deformado criado isoladamente, apaixonado pela rainha do baile que em um momento de fúria mata todos os seus amigos, como prova de um amor insano. Isso até então havia sido uma decisão medíocre do roteiro, já que não passa de uma fórmula que os filmes Pânico sempre parodiaram, mas que aqui está dando mais que certo e ainda por cima, a narrativa parece estar rendendo um bom plano de fundo, para aumentar o ar de suspense e o número de suspeitos.

No início dos quarenta minutos temos mais uma vez uma cena de abertura com um assassinato, só que desta vez é apenas um flashback do que aconteceu vinte anos trás e realmente foi uma decisão acertada, já que não poderiam haver mais assassinatos semanais sem que a polícia percebesse que algo está muito errado. E isso é um ponto que me frustra, já que no mundo fictício das séries e filmes (levem como exemplo Pretty Little Liars e os próprios filmes Pânico), a polícia sempre age de forma retardada, nunca conseguindo nem ao menos se aproximar de um suspeito ou sempre chegando pós o banho de sangue. Convenhamos que na vida real não é bem assim, já que são pessoas treinadas e inteligentes que exercem essa função em uma investigação criminal, mas que aqui parecem nunca saber o que está acontecendo e o que fazer. Claro que isso é uma resposta fácil do roteiro para o assassino sempre ter aqueles longos minutos de perseguição em uma festa e poder matar um número vantajoso de jovens bêbados em alguma comemoração sem sentido.

Nesta semana os personagens começaram a se dar conta de que está acontecendo alguma coisa fora do comum e até um embate entre Emma e sua mãe (vulgo Daisy) aconteceu sobre o passado que qualquer um desejaria esquecer. Eu pensei que isso demoraria mais a acontecer, e acho que por ter partido logo neste início, não houve nenhum grande diálogo revelador ou que pelo menos sustentasse algum mistério, apenas as duas se enfrentam e discordam de como devem agir. Outro fato importante é esta questão levantada desde o primeiro episódio sobre um "esquema" (não sei se essa é a devida palavra, mas é a que melhor se enquadra) entre Will e Jake e que com certeza cria certa confusão na cabeça do espectador. Já sabíamos que envolvia vídeos de Nina, e descobrimos que envolve dinheiro e que a própria Nina e seu namorado Tyler faziam parte do grupo. Ainda não está muito claro o que realmente os quatro realizavam juntos, mas coisa boa dali não vai sair.

Desta vez o assassino deixou bem claro que não está para brincadeira, deixando mais que óbvio a sua existência, se é que ainda restavam dúvidas. Maggie em sua autópsia provou que Rachel não se matou e que seu corpo pendurado no ventilador era apenas para despistar. Felizmente com isso a polícia consegue ver as coisas mais claras, mas temos que concordar que suspeitar de Tyler sem cabeça já não estava mais dando certo. O assassino usou o telefone do garoto para chamar a atenção de Riley e Brooke já que Emma disse que não iria mais jogar com ele. Felizmente ela alertou as meninas, mas como nestes casos os adolescentes sempre querem resolver tudo sozinhos, nem todos acreditaram que aquilo era uma isca.

Angústia aqui, angústia ali, nossa heroína em um papo super descontraído com o assassino via SMS é obrigada a escolher entre as duas amigas, e isso com certeza foi o ponto alto do episódio. Brooke simplesmente desaparece por causa de uma suposta mensagem do professor safado, e Riley ainda se encontra na delegacia quando Emma tenta entrar em contato. Era óbvio que Brooke ainda não seria a vítima da vez (ela está nas fotos do elenco, ou seja, ela durará mais algum tempo), e a julgar pela situação, onde uma se encontra na delegacia e a outra sumida, não é surpresa pra ninguém quem a protagonista iria escolher.

Enquanto a polícia toda se reunia para ser deixada com a cara na poeira, Riles recebe uma mensagem do amigo dizendo para encontrar ela atrás da delegacia, e nossa querida japa nerd não pensa duas vezes a vai atrás do amigo. Dali pra frente foi só gritaria e desespero. Para uma primeira perseguição do elenco principal, foi algo muito bem feito e construído, com direito a quem estar assistindo respirar mais devagar e pesadamente. Ela tenta fugir pela escada e acaba sendo esfaqueada três vezes em lugares estratégicos. Em outras palavras ela não morre necessariamente pelas mãos do assassino, já que após os cortes, ele a deixa lá para morrer. Sinceramente isso foi a maior crueldade, mas de um modo positivo. Nos filmes o nosso amado ghostface sempre teve a certeza que sua vítima estava morta, atravessando a carne inúmeras vezes até que não se fosse mais possível ouvir nenhum suspiro de vida, e diferente disso, o assassino da série apenas a deixa lá, para literalmente sofrer até morrer, agonizando de dor. Noah entra em contato com ela numa vídeo chamada mais é tarde demais, e em uma referência a A Culpa das Estrelas damos adeus ao primeiro rosto que estamos familiarizados dentro do quadro de personagens.

É claro que assistimos tudo isso pelos motivos já citados: queremos ver essas pessoas que gostamos sendo mortas, mas não neguemos que realmente dói dizer adeus, e olha que estamos recém no terceiro episódio. Devo dizer também que eu gostava da relação geek romântica da Riley com o Noah, mas era óbvio que ela seria uma das primeiras a se despedir de nós. Pelo menos após a morte da japa a polícia vai entender que Tyler não tem nada a ver com a história e que o mesmo está bem morto desde o primeiro episódio. E pela promo do próximo, teremos muito suspense e sustos, e mais uma vez os adolescentes tentarão resolver tudo sozinhos, o que com certeza não dará certo, e mais sangue jorrará na tela e não é dúvida que amaremos isso.
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Comentários
1 Comentários

Comentário(s)

1 comentários:

  1. Sinceramente, fiquei triste pela Riley ter morrido já kkk que coisa, eles realmente fizeram com que eu me apegasse a ela em apenas tres episódios '-' mas enfim, a série está legal de acompanhar, queremos confirmação de temporada nova rápido! kkk

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