sábado, 4 de julho de 2015

[Crítica] Scream - 1x01: Red Roses (Series Premiere)


E que seja dada a largada para o banho de sangue.

Review: 
(Spoilers [e muito sangue] Abaixo)

Sim, meus queridos, estou de volta! Agora para adicionar mais uma série na grade do blog, e não é nada mais, nada menos que uma das séries que eu mais aguardei a estreia desde que fiquei sabendo da existência do projeto (agora só falta Scream Queens, cujo as críticas semanais também serão de minha responsabilidade). Logo de cara, devo falar desde agora que Scream é de longe minha franquia de filmes preferida, e sempre que posso estou revendo os filmes. E já que pelo jeito um Scream 5 não irá acontecer tão cedo, nada melhor que acompanhar a série que está sendo baseada nessa franquia de extremo sucesso que domina o meu coração.

Vamos do início, pra ser sincero esperava bem mais deste primeiro episódio. Entendo que o elenco todo não poderia ter sido assassinado nesses quarenta minutos, mas temos apenas uma única morte e não sei se isso foi uma decisão muito acertada. Além disso, se alguém leu alguma coisa sobre a cena de abertura, que prometeram uma reformulação do icônico começo do primeiro filme, e esperava algo grandioso (assim como eu) deve ter ficado com a cara na poeira. A abertura, que é marca registrada da franquia, foi algo bem monótono e deve ter desagradado a maioria. Não existe suspense, não existe terror e não existe o elemento surpresa. A escolhida para inaugurar o banho de sangue não se sai bem no seu papel, e já apresenta aquele velho clichê da menina-que-cai-durante-a-perseguição. Sem falar na revelação da máscara (que ainda estou inconformado por terem mudado) que não agrega em nada, e não se compara como foi no primeiro Pânico.

Após esse "encabeçamento", temos a introdução dos personagens que farão parte da lista do assassino, e logo de início temos uma ideia de quem vai continuar ou não para uma possível segunda temporada. Temos a menina inteligente, o jogador de futebol, a loira promíscua, o nerd, o aluno novo misterioso, os figurantes que morrerão logo e mais algumas peças que são características nos filmes de terror desde os anos 80 – só que agora dentro de uma série. O pontapé inicial, que parece sustentar a trama dos assassinatos, é uma cena de beijo da Audrey que foi vazada na internet. Sinceramente essa coisa de beijo lésbico e não querer se assumir até faria sentido na década de 90, mas estamos em 2015. Alguém fala para os roteiristas que isso já é algo batido e sem grande relevância. Os jovens deram atenção demais pra isso, com cochichos e risadinhas, mas temos que concordar que nos dias atuais isso não é algo que possa destruir uma pessoa, quem dirá motivar um assassino.

Um fato que me incomodou é esse mistério do menino deformado que supostamente está morto. Trama mais "chupada" dos filmes antigos é impossível. De fato, todo seu plot respira Sexta-Feira 13. É óbvio que tinham que criar alguma obscuridade, e alguma história de fundo para a cidade, até para que haja um número maior de suspeitos, mas as cenas de flashback são realmente forçadas. De novo aquela velha história do menino 'feio' obcecado pela rainha do baile que apanha dos jogadores de futebol e decide matar todo mundo. Também era óbvio que a protagonista seria filha da pessoa que passou por todo aquele horror vinte anos atrás e teve que trocar de nome por todos os motivos que se pode imaginar. Olha, com tantas histórias de pessoas malucas que saem matando sem nenhuma razão, poderiam ter criado um drama que fosse nesse nível, alguém que mata por matar, pelo prazer do sofrimento alheio, que é realmente louco, pirado, psicótico, mas preferiram não apostar e seguir a linha mais segura, onde o assassino sempre tem uma história e seus motivos morais para matar um bando de adolescentes.

Não vamos esquecer do maior problema da série: as atuações. Jesus, nunca vi tantas atuações ruins. Nunca assisti nada da MTV, mas não creio que seja de um nível tão baixo. Sorrisos mais que falsos, lágrimas forçadas, diálogos estranhos que não condizem com a realidade dos adolescentes deste século. E nem os atores mais velhos – no caso, os adultos – se salvam. Na verdade, é a mãe da Emma que apresenta a interpretação mais fraca. Não posso esquecer de Brooke (torcia para que fosse minha personagem preferida), marcada por um estereotipo que raramente sai impune nesse tipo de história, que apresenta uma das piores performances. Ela não se sustenta como uma vadia, e aquela voz sussurrada dela não causa nada além de irritação no telespectador.

Outro momento constrangedor é aquele diálogo sobre filmes e séries de terror onde o assunto surge do nada durante a aula e claramente sentimos aquele texto pronto, como se o personagem tivesse imaginado e esperado por aquele momento oportuno para falar tudo em perfeita contextualização. Pânico sempre soube medir a metalinguagem, nunca exagerando, mas sempre brincando com os clichês do gênero, e a série até o momento não demonstrou isso, exagerando nas referências e mostrando que os personagens não assistem muitos filmes de terror. Apesar disso, a metalinguagem sobre a impossibilidade de se realizar um slasher como uma série de televisão foi interessante.

Minha crítica se baseia em um mundo onde comparo a série e os filmes, então alguém que nunca tenha assistido as quatro películas deve ter uma opinião diferente da minha – e eu entendo completamente. O programa vai mais para o lado das séries adolescentes, uma trama mais jovem, e não sei se isso agradará aos fãs de longa data dos filmes, mas isso nós vamos ver mais para frente, não é verdade? A série não mostrou ainda ao que veio, mas estamos falando apenas do primeiro episódio. Algo que sempre me chamou atenção em séries de terror é o fato de me apegar aos personagens, tornando suas mortes bastante dolorosas de se assistir. E sabemos que isso vai acontecer.

E se você pensa que o assassino esteve fora do alcance todo o tempo, engano o seu. Ele obviamente aparece na abertura, mas também espreita a Audrey e sua namorada, que estavam conversando na varanda – algo que não deve ser muito bom para elas. Agora é esperar e ver se os próximos episódios levantarão a história, porque certamente ainda é muito cedo para ter uma noção do quadro completo. O final, com aquela ligação para a protagonista, traz uma nostalgia incrível para os fãs da saga cinematográfica. Muito legal ver que o assassino não vai ficar apenas aterrorizando pelo whatsapp ou snapchat.  Sem contar aquela cena de encerramento que deixa um gostinho de quero mais, mas que com certeza não servirá para nada além de uma falsa pista. Enfim, espero que seja algo bem aproveitado e bem trabalhado, e que principalmente consiga honrar lindamente os filmes.
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Bom eu assistir os filmes scream e descordo um pouco com sua ideia,eu acho que esse foi um bom episodio e começou bem a serie e as atuações foram digamos medianas nada mais que isso

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  2. Apesar da crítica boa, eu discordo da maioria das suas criticas kkkk Eu realmente esperava mais da cena de abertura, porém achei que o episódio até que fluiu bem. Fiquei com uma tensão em várias partes esperando que alguem iria novamente ser assassinado e isso é dificil de acontecer comigo kkkk as atuações não tão grande coisa mesmo, mas até agora ok pra mim. Só achei forçado a histórinha do rapaz deformado.. de resto acho q a série está de certa forma honrando o filme original.. sei la.. curti..

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