sexta-feira, 22 de maio de 2015

[Crítica] Nightlight


Direção: Scott Beck & Bryan Woods
Ano: 2015
País: EUA
Duração: 85 minutos
Título original: Nightlight

Crítica:

Cinco amigos. Um jogo. Zero chances de sobreviver.


Todos estamos cansados de saber que o estilo found footage já foi explorado até a exaustão, mas isso não impede de novos títulos se aproveitando da técnica de serem produzidos. Acontece que, em um momento em que já vimos de tudo, precisa muito mais do que uma câmera tremendo e um ambiente escuro para nos deixar perturbados. Nenhum filme consegue se destacar copiando o que já foi feito milhares de vezes, especialmente este tipo de filme, que tende a esquecer até mesmo dos exemplares significativos. Então o que eu devo pensar sobre Nightlight? Será que ele foi lançado em um momento ruim ou o filme simplesmente não presta? Acredito que seja um pouco dos dois. Vamos entender melhor essa história?

Na trama, acompanhamos o mito da floresta Covington, que durante anos foi um lugar macabro, e que supostamente levou jovens problemáticos ao suicídio. Mesmo com a morte de um colega, cinco amigos não se intimidaram e decidiram passar uma noite na floresta. Apenas com lanternas, eles decidem se divertir no local trágico, fazendo jogos e contando histórias de terror, mas não demora muito até eles perceberem que não estão sozinhos e que há coisas na floresta muito além de suas imaginações. Agora, separados e desconfiados, o grupo tentará sobreviver a um mal que não se pode ver, enquanto este mesmo mal os atinge de diferentes formas. Eles terão que entender o que está acontecendo rapidamente, antes que se tornem parte da própria floresta... para sempre.

Em primeiro lugar, apesar de ter começado este texto falando sobre found footage, não há nenhum adolescente estúpido carregando uma câmera para todos os lados neste filme. Acompanhamos toda a história pelo ponto de vista de uma lanterna (!), e, ainda que possa parecer original, não faz a menor diferença no final das contas. Com lanterna ou câmera, temos os mesmos clichês que encontramos em um found footage comum. Mesmo a lanterna sendo uma fonte de luz, os protagonistas não parecem nada interessados em mantê-la fixa para saber o que está acontecendo a sua volta, o que é bastante questionável. Então, no final das contas, não há qualquer relevância para este ponto de vista incomum. Por que tentar algo diferente se você vai se prender em conceitos ordinários?

Curiosamente, o filme até começa bem - tirando aquele prólogo medonho (não estou falando no bom sentido). Os personagens são realmente ridículos, infantis e sexualizados, mas esses personagens, em sua grande maioria, não estão lá para lamentarmos suas mortes, mas sim para assisti-las. Então achei aceitável a introdução dos adolescentes, inclusive da protagonista que parecia ter um arranhão de profundidade a mais do que os outros (estava óbvio que ela não pertencia àquele grupo). Afinal de contas, você não cria um filme sobre jovens estúpidos indo para uma floresta maldita à noite e espera que nós iremos nos sensibilizar com sua jornada, não é verdade? Sendo assim, a primeira parte do filme faz um trabalho aceitável, e até consegue trazer algum suspense com um jogo bobo.

Infelizmente, as "sombras na floresta" conseguem nos cansar rapidamente. Sem contar que os personagens se separam a cada cinco minutos - sem qualquer motivo -, além de agirem extremamente estranho. De fato, as duas personagens com maior tempo em tela passam diversos momentos da história dormindo no meio do nada (!!). Se você morrer de medo de cochilos satânicos na floresta, este definitivamente é o filme certo para você. A história do filme em si não é muito original. Floresta do suicídio? Há outros filmes de terror com esta mesma temática, que inclusive são inspirados em uma premissa real. Para os que não sabem, no Japão há uma floresta chamada Aokigahara, também identificada como Mar de Árvores, que é conhecida pelo alto número de suicídios que acontecem na região. Estima-se que as autoridades recolhem mais de 100 corpos do local todo ano.

Essa é uma premissa assustadora, especialmente se levarmos em conta as lendas locais, que acreditam que espíritos e entidades demoníacas estejam ligados com esses acontecimentos. Não seria assustador ver pessoas sendo atormentadas por uma floresta viva cheia de mortos? É uma pena que o roteiro de Nighlight tenha jogado este conceito fora para se concentrar em apenas um específico espírito raivoso. E o pior, em momento nenhum há justificativas para o espírito de tal personagem estar perseguindo o grupo. Mas isso não impede a protagonista de ter certeza do que está acontecendo a sua volta. Enfim, espero que este filme afunde no esquecimento, porque ele é uma perda de tempo completa. Basicamente nada vale a pena, e as poucas coisas que poderiam ter sido aproveitadas são logo destruídas pelo roteiro sem noção.


Trailer:

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