domingo, 17 de maio de 2015

[Crítica] Mystery Girls - 1ª Temporada


Status: Cancelada
Duração: 22 minutos
Nº de episódios: 10 episódios
Exibição: 2014
Emissora: ABC Family

Crítica:

Investigar é difícil.

Em um período relativamente entediante - que é quando a maioria das séries fazem sua tradicional pausa -, busquei por outras opções para passar o meu tempo. Meu humor pedia por uma comédia, e acabei me deparando com a desconhecida Mystery Girls, que foi ceifada sem piedade pela ABC Family em 2014. Apesar da série em si não ser muito chamativa, ela marca o reencontro das atrizes Tori Spelling e Jennie Garth, que, juntas, estrelaram a série clássica Barrados no Baile (ou simplesmente Beverly Hills, 90210). Considerando que são apenas 10 episódios, achei que valeria a pena assisti-la rapidamente e trazer uma sólida opinião para vocês - que provavelmente nunca ouviram falar sobre ela. Será que essa série vale a pena ou é apenas mais uma vítima de sua emissora que merece ser esquecida em seu cancelamento cheio de pontas soltas?

A trama gira em torno de duas atrizes, Holly e Charlie, que fizeram um grande sucesso em sua série Mystery Girls, no qual as garotas eram detetives que resolviam mistérios. Vários anos depois do término do programa, Charlie largou Hollywood para se tornar uma dona de casa e mãe de família, enquanto Holly luta para manter a sua relevância no cenário atual da mídia. Depois que um caso envolvendo um assassinato as força a se unirem, elas percebem que juntas podem resolver mistérios reais - e não apenas em episódios de uma série de TV. Agora, abrindo uma agência de mistérios, as duas irão trabalhar juntas para resolver os problemas de seus clientes, enquanto contam com a assistência de seu assistente, Nick, um fã nostálgico do programa cancelado das duas. Para essas duas, não existem pontas soltas, apenas mistérios resolvidos.

Tenho que confessar que apesar dessa série ser extremamente boba, é exatamente disso que eu estava precisando quando a encontrei. Não é o tipo de série que vai te fazer rir descontroladamente, ou que tenha qualquer compromisso com a realidade. Estamos falando de uma trama envolvendo uma patricinha e uma dona de casa resolvendo mistérios, pelo amor de Deus! A maior sacada de Mystery Girls é fazer uma boa metáfora entre a vida das personagens e a de suas intérpretes. Convenhamos que nenhuma das duas conseguiu emplacar a carreira após o término de Barrados no Baile, e os roteiristas aproveitaram para fazer piada sobre isso, refletorizando os mesmos problemas em suas personagens principais. As piadas envolvendo atores famosos e algumas outras sobre os bastidores de Hollywood também são válidas, tornando-se alguns dos melhores momentos da série.

Ironicamente, a ABC Family exibiu os episódios na ordem errada. O episódio Piloto, que deveria ter sido o primeiro, foi transmitido na quarta semana da série. Então vocês podem imaginar o desinteresse dos espectadores, considerando que nem mesmo sua emissora dá a mínima para o seu programa. O pior é que o Piloto deveria ser obrigatoriamente o primeiro mesmo, uma vez que estabelece todo o plot para o desenvolvendo de toda a temporada. Não tem como esse episódio vir depois de qualquer outro, porque é nele que nasce a agencia de mistérios comandada pelas protagonistas. Então caso haja o interesse de acompanhar a produção, comece pelo quarto episódio, e só então passe a acompanhar a série em sua ordem normal.

Como eu já fiz questão de adiantar, essa não é uma comédia que se destaca dentre algumas das produções atuais, como Mom. Tudo é bastante clichê e, na maioria das vezes, só soube que estava acontecendo uma piada por causa das risadas de fundo. Há esses momentos tão trash que acabam me fazendo rir involuntariamente. Não sei se isso pode ser considerado positivo, mas devo dizer que tive alguns bons momentos nestes 10 episódios, seja rindo com a série ou rindo dela. E mesmo que suas piadas não sejam as mais hilárias ou originais, os seus personagens são muito carismáticos. O destaque mesmo fica por conta do Nick, o assistente, que rouba a cena e diva orgulhosamente sempre que aparece (e ele aparece o tempo inteiro).

Infelizmente, a série amargou uma audiência muito baixa, resultando em seu cancelamento. Porém, ao contrário do que se poderia esperar, o Series Finale não deixou nenhuma ponta solta. De fato, há todo um clima de resolução no episódio. Todas as tramas levantadas no decorrer desta curta temporada foram concluídas, seja a apreensão do assassino que movimentou o episódio Piloto, seja a concretização do romance entre a Holly e o detetive bonitão. Tenho certeza que essa série não é para todos e eu acredito que o meu texto tenha deixado isso bastante claro. Talvez minha perspectiva tivesse sido mais pesada caso eu encarasse esta série em um outro momento da minha vida, mas sua proposta trash foi justamente o que eu estava precisando quando a encontrei. Não esperava muita coisa e não me arrependo de tê-la acompanhada. Acredito que ela ainda tenha conseguido superar minhas expectativas porque achei que ficaria muito sem nenhuma resolução, e acabei me deparando com um desfecho sólido, que encerra com dignidade a história de sua série.
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