domingo, 10 de maio de 2015

[Crítica] Agent Carter - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 8 episódios
Exibição: 2015
Emissora: ABC
Título no Brasil: Agente Carter

Crítica:

Depois de sua primeira investida nas telinhas, com a série Agents of S.H.I.E.L.D., a Marvel volta a investir no formato semanal, reforçando não só o seu universo compartilhado, como também dando destaque a personagens que não haviam sido completamente explorados. Desta vez foi a Agente Carter que teve o prazer de ter sua trama narrada em uma emissora aberta. A personagem sempre foi muito carismática, mas não conseguiu se afastar da sombra "par romântico de um herói" no filme Capitão América: O Primeiro Vingador. Corrigindo isso, agora temos uma aventura só dela, trazendo não só novos elementos à mitologia construída pela "casa das ideias", como também consolidando sua primeira produção encabeçada por uma personagem do sexo feminino.

A série se passa em 1946, quando Peggy tenta se ajustar ao emprego administrativo na SSR (Reserva Científica Estratégica) e à vida de solteira, depois de perder o amor de sua vida, Steve Rogers, o Capitão América. Mas tudo muda, quando um velho conhecido, Howard Stark, é acusado de ter liberado suas armas de destruição em massa no mercado negro. Peggy, a única pessoa em que ele confia, deve localizar os responsáveis, livrar-se das armas e limpar o nome dele. Se for pega fazendo essas missões secretas para Stark, Peggy poderia ser considerada uma traidora e passar o resto de seus dias na prisão, ou pior. Enquanto mergulha mais fundo em suas investigações, ela pode descobrir que as pessoas para quem trabalha não são quem parecem ser — e pode ainda questionar se Stark é tão inocente quanto diz.

Obviamente, a narrativa se passa depois dos eventos do primeiro filme protagonista por Steve Rogers, no já citado Capitão América: O Primeiro Vingador. Em um primeiro impacto, é interessante perceber que, apesar de ter sido uma personagem importante no filme, seu papel pouco contribuiu para sua carreira como Agente. Mesmo tendo um grande potencial, Peggy se vê condenada a fazer café para os seus colegas de trabalho, porque, naquela época, a igualdade de sexos era uma realidade distante. Gostei muito de como a trama fez questão de abordar o assunto à medida em que mudava a perspectiva dos personagens secundários em relação a protagonista conforme a personagem os surpreendia a cada missão. Peggy começou sua série oprimida pelos seus colegas de trabalho e, ao final da temporada, se viu em um patamar completamente novo, onde o sexo realmente não importava.

Tenho certeza que muitas pessoas ficaram com um pé atrás em relação a qualidade desta série. Afinal de contas, a primeira tentativa de Marvel não começou muito bem, só mostrando ao que veio nos episódios finais de sua temporada de estreia. A boa da verdade é que Agent Carter é uma série maravilhosa, com uma produção de qualidade - que dá muita atenção à belíssima caracterização da época -, e que consegue trazer boas cenas de ação com um clima cômico leve - nos quais as piadas se encaixam bem nos diálogos, ao contrário do clima "engraçadinho" forçado que nos deparamos nos primeiros episódios de Agents of SHIELD. Hayley Atwell não poderia oferecer uma performance melhor na pele da Agente Carter. Além de um ótimo timing para comédia e ser carismática, ela detona nas cenas de combate. Nota-se que ela ganhou uns quilos a mais desde o primeiro filme do Capitão América, deixando-a ainda mais maravilhosa.

Muitos não sabem, mas a trama central desta primeira temporada é uma adaptação de uma das principais histórias do Homem de Ferro, intitulada Armor Wars, na qual o herói tem que caçar pela sua tecnologia roubada. Além disso, fortalecendo o universo unificado da Marvel, há diversas conexões entre esta série e outros lançamentos cinematográficos. Um dos exemplos é o cientista que apareceu no primeiro episódio, Anton Vanko, que é o pai do vilão principal de Homem de Ferro 2, Ivan Vanko. A organização Leviathan, no entanto, é que desperta maior curiosidade neste primeiro ano. Este arco faz alusão à história de origem da vingadora Natasha Romanoff, conhecida como Viúva Negra, que nos quadrinhos foi treinada, desde criança, pela KGB para se tornar uma assassina.

Agent Carter, apesar de ser uma ótima série, não conseguiu conquistar um grande público. Para nossa sorte, a emissora ABC a renovou oficialmente para a segunda temporada, dando a chance dos roteiristas desenvolverem os pequenos ganchos deixados por este primeiro ano. É esperado que a próxima temporada tenha uma encomenda limitada de episódios, assim como esta primeira - que foi exibida durante o período de pausa de Agents of SHIELD. Enfim, queridos, nós já podemos comemorar, uma vez que a Peggy viverá para protagonizar mais uma missão. E eu tenho certeza de que suas histórias são apenas as primeiras de uma longa parceria de super-heróis na televisão, principalmente porque a Marvel já fechou contrato de quatro novas séries com a gigante Netflix.
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