segunda-feira, 13 de abril de 2015

[Crítica] Lobos


Direção: David Hayter
Ano: 2014
País: França | Canadá
Duração: 91 minutos
Título original: Wolves

» Será distribuído pela Califórnia Filmes, direto em DVD, com o título Lobos, uma tradução literal do título original.

Crítica:

Liberte a besta.

Acredito que ainda não está na hora de sair na rua, afinal de contas, ainda é lua cheia no nosso mundo alternativo. E, se Sinistro – A Maldição do Lobisomem - título horrível, caso me perguntem - soube se beneficiar de uma trama que dava destaque ao caráter científico por trás da maldição, Wolves não consegue fazer o mesmo, limitando-se ao que já era esperado. Nem todas luas cheias podem ser de sangue, não é verdade? Apesar disso, confesso que algumas pessoas até irão curtir a história, caso não esperem por muito. Mas caso você já esteja cansado dessas histórias manjadas envolvendo lobisomens, assistir este filme pode parecer mais como um desafio.

O filme segue a história de Cayden Richards – um garoto jovem, bonito de dezoito anos de idade. Depois de descobrir que é um lobisomem e perder o controle na lua cheia, matando os seus pais e colocando em risco da vida da namorada, o jovem Cayden é obrigado a cair na estrada. Ele acaba encontrando uma cidade isolada para caçar as verdades a respeito de seus ancestrais. Sua sorte, porém, só piora quando ele bate de frente com o líder do local, Connor, um lobisomem experiente com seguidores leais. Apesar de querer viver em paz, Cayden acaba cruzando com os interesses de Connor ao se apaixonar por Angelina - que já está prometida com o líder dos lobos. Agora, os dois irão entrar em uma luta mortal, não só pela garota, como também pelo comando da cidade. O confronto sangrento, no entanto, pode levar a revelações inesperadas sobre o passado que o jovem tanto busca...

Tudo em torno deste filme grita por clichês e sua história também não parece nada envolvente. De fato, há diversos outros filmes independentes de lobisomens que apostaram neste formato “gangue” para os lobos, uma metáfora interessante para o fato deles andarem em bandos, mas que infelizmente é sempre mal desenvolvida. Neste filme, isso não é diferente, apesar de prometer ser o grande atrativo da história. O grande fato, se é que vocês me permitem, é que os produtores apostaram mais na sensualidade dos lobisomens do que trazer uma legítima trama desses seres.

Sim, eles tentaram fazer o seu próprio Crepúsculo com pelos, uma ideia que já nasceu para ser fracassada. Além do protagonista bonitinho, ainda temos o vilão bombado – que saiu diretamente do sexo selvagem de Game of Thrones. Para te falar a verdade, considero o Jason Momoa um bom ator, mas não foi por causa disso que os produtores o escalaram. Apesar de já ter nascido com uma aparência digna de um lobisomem, tenho certeza que ele foi contratado para fazer cara de mau e trazer um ar vilanesco sexy. E como os produtores são espertos, se o seu tipo não é o cara bruto, eles também têm uma versão limpinha de um herói de bom coração, que, por acaso, é levemente musculoso.

Para completar o quadro brilhante, também há o amor proibido entre o casal principal, que terão que enfrentar o mal para poderem ficar juntos. Não é emocionante? Na verdade, não. Esperava muito mais desse filme! Queria que ele passasse desses conceitos estereotipados, mas com uma trama completamente desinteressante, a única coisa que os envolvidos poderiam investir é uma romantização banal em torno dos lobisomens. Pelo menos a produção deste filme não é das piores. A caracterização dos lobisomens está boa, assim como a maioria dos efeitos. Apesar disso, sou moralmente obrigado a dar um destaque negativo em torno das cenas do protagonista cruzando o estado em sua moto. Pensaram que seria uma excelente ideia usar um fundo computadorizado, e o resultado final ficou escroto demais.

Enfim, eu tenho certeza que este texto ficou bastante negativo, mas o fato é que o filme provavelmente poderá servir como um quebra-galho para quem não está esperando muita coisa e não tem mais nada para assistir. Acho muito difícil, no entanto, considerando que há pelo menos duas outras produções recentes envolvendo lobisomens que merecem ser conferidas, o já citado Sinistro – A Maldição do Lobisomem e o super trash WolfCop. Não há muito mais o que dizer sobre este filme. Por não trazer nada de diferente, é um fato que ele está condenado ao esquecimento.


Trailer:

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