terça-feira, 7 de abril de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 11x18: When I Grow Up


-"Sou tão abençoada." -"Realmente quero dar um soco na sua cara agora."

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Imprevisibilidade. Esse sempre foi o forte de Grey's Anatomy, desde seu início, justamente por acontecer tantas loucuras que não esperamos neste tipo de série. Não há como negar que a cada season finale esperamos uma "bomba" já que é normal da Shonda fazer alguma coisa que vai nos deixar tão chocados que a espera para a próxima temporada sempre parecerá uma eternidade. Isso se intensifica quando colocamos em evidência que jamais algum personagem estará a salvo de ser o próximo a nos deixar, ou por um adeus (foram poucas vezes) ou por motivos de força maior, a morte (inúmeras e dolorosas vezes).

Infelizmente nesta semana, tivemos tudo baseado na previsibilidade, e não me entendam mal, o episódio foi ótimo, deixando claro que folego é o que não falta para esta série, mas com muito pesar, depois de tantos anos, é inevitável que algumas situações se tornem previsíveis para o espectador. Ou seja, esperávamos e já sabíamos o desfecho da história, antes mesmo da metade do episódio, o que não o tornou chato, longe disso, apenas não foi como algo que explodiu em nossos rostos, ou que chocasse, mas sim uma situação mais branda.

Meredith, mais uma vez em sua boa forma, mostrou que independente de sua situação, ela sempre será uma personagem querida. Tivemos um ÓTIMO diálogo inicial dela com Pierce, onde ela apontou todos os motivos pelo qual sua felicidade transparecia. "Abençoada" foi a palavra em questão, e dentro do cenário, fez o maior sentido possível. Depois de tanto tempo onde ela se encontrou no limbo emocional e as vezes profissional, ver ela declarando que tudo está ocorrendo bem é até emocionante de se ver.

Derek esteve também incrível, diferente daquele do início da temporada. Suas cenas com Amelia e suas atitudes foram as mais positivas, e apesar de não crer que isso dure muito tempo (conhecemos o Derek né?!) esta retomada ao hospital, nesta fase do show foi muito bem acertada, já que ninguém queria esperar que ele retornasse só na temporada seguinte, ou menos em uma season finale para ser quem sabe uma vítima de alguma possível tragédia. O crescimento do personagem é visível, evidenciando o que o torna feliz, e como o mesmo disse, ele não necessariamente mudará o mundo, mas se contenta com uma pessoa de cada vez. O que mostra como depois de tantos anos, ele consegue ainda se reinventar, mesmo que as vezes o roteiro não dê essa oportunidade.

E por incrível que pareça, Stephanie teve algum destaque. Não se enganem, ela não participou de algum grande caso cirúrgico, basicamente sua história girou em torno dos momentos de solidão que ela vinha passando, estes que não foram resolvidos. Ela quase acabou se envolvendo com um aluno do ensino médio que acompanhava uma turma em uma pequena excursão pelo hospital, e devo admitir, que shippei forte os dois, pelo menos até saber a idade do rapaz. Pena da Edwards que mesmo quando se dá bem, se dá mal.

Referente ao caso da semana, este caracterizou a previsibilidade. Dois policiais, irmãos, foram atingidos em um assalto a um banco, e com muita melancolia, os dois lamentavelmente faleceram, e a grande questão foi que o jovem que afligiu os disparos também foi atingido e por consequência precisava de um fígado para poder sobreviver. Era óbvio que no fim das contas e após aquela história sobre o garoto problemático, a mãe dos dois policiais acabaria cedendo, assim como em uma forma de redenção interior, pelo bem maior, e entregaria o órgão ao jovem necessitado. Miseravelmente alguns pontos de Grey's serão assim até o final, já que algumas regras que a própria série criou nestes casos, jamais será quebrada. Por exemplo, seria um abalo verdadeiramente maior se não houvesse esta rendição no final, porque encaremos a realidade, não é toda a pessoa, por mais boa que esta seja, que após ter seu filho arrancado de si, esteja disposta a doar um órgão do mesmo para aquele que foi responsável por tamanha desventura. Seria notável acompanhar um caso que terminasse da forma mais desastrosa possível.

Por fim, tivemos após bastante tempo, uma pequena homenagem ao Sloan, este que dentre todos os falecidos é sempre o menos citado, não sei porque, já que ele foi um dos que mais durou dentro da série. Apesar de achar interessante como tudo ocorreu, não gostei muito como Jackson quis se tornar um Mark 2.0, mas tudo é explicado no final com uma conversa sincera entre ele e April. Callie é outra que também está dando os primeiros passos para uma vida de solteira, isso desde semana passada, com uma história cômica, mas desta vez parece que será tratado de um jeito mais sério, apesar de eu não ter gostado muito que possivelmente será com uma pessoa do sexo masculino com quem ela se relacionará. Sempre entendi a bissexualidade da personagem, não me entendam mal, mas prefiro que ela se relacione com uma mulher, e principalmente que ela e Arizona reatem em um futuro não tão distante (quem sabe na próxima temporada).

P.s.: Não sei vocês, mas senti que Amelia pode ter alguma trama envolvendo algum vício no futuro, já que ela declarou que está começando a se apaixonar por Owen e que isso pode destruí-la. Não assisti PP, mas acharia significativo este tema dentro de GA.
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