terça-feira, 10 de março de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 11x14: The Distance


Adeus, Nicole Herman.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Nunca é fácil dizer adeus, nem para pessoas próximas, entes queridos ou mesmo bens materiais que tem um significado especial. Todos temos que concordar que nessa mais de uma década de Grey's Anatomy, o que mais aprendemos foi realmente dizer adeus, adeus a muitos personagens lindos e bem construídos que eram impossíveis de não serem amados, desde aqueles que estiveram por poucos anos aos que estavam lá praticamente desde o início. Mas depois de tanto "tchau tchau" que tivemos que dar, parece que essa lição nunca será realmente aprendida, já que esta tarefa tão dolorosa sempre nos machuca, e parece que ao invés de ficar mais fácil vai ficando mais difícil, pois sabemos que dentro da série nenhum personagem está cem por cento a salvo de ser o próximo a quem teremos que dizer esta palavra tão doída.

Depois da ótima retomada do show depois do hiatus, outra vez o roteiro se apresentou majestosamente com seus momentos perfeitos, chorosos, lindos e que nos aproximam ainda mais daquela trupe de médicos que depois de tanto tempo ainda é capaz de se reinventar e ensinar ao mundo (pelo menos das séries) como um drama pode ser feito com tanta qualidade depois de dez anos no ar.

Agora vamos ser diretos, os momentos dessa semana foram centrados principalmente naquela que foi a deixa do episódio anterior. Tivemos principalmente dois núcleos muito bem trabalhados, o da cirurgia que Nicole dependia para sobreviver e o da Arizona tendo que enfrentar seus próprios medos envolvendo o primeiro voo solo e quem sabe a perda de uma pessoa que havia se tornando uma grande amiga.

Comecemos por Arizona, que desde o início da temporada vem se mostrando uma personagem bem mais querida e acessível para os fãs. Depois de tanto que erraram na hora de escrever sua história, mostrando as vezes uma personagem insuportável (nona temporada) e completamente egoísta e sem um ideal próprio (décima temporada), nestes últimos momentos ela retorna a boa forma, e mostra que mesmo quando um personagem se afunda ele é capaz de voltar aos eixos, não tendo a antiga personalidade, mas mostrando uma nova, que pode ser até mais cativante. Envolve-la na trama de sua tutora doente é mais um mérito desta temporada, já que as duas atrizes tem lá seu (grande) charme e deixam claro que são ótimas juntas, podendo fazer comédia e drama até na mesma cena, arrancando sorrisos em meio as lágrimas. Só em Grey's mesmo.

Se de um lado Arizona enfrentava suas dúvidas interiores, do outro Drª. Herman enfrentava a morte, diretamente, fria e sem piedade, o que foi o melhor do episódio. Amelia mais uma vez se garante como protagonista absoluta, já que tudo estava em suas mãos, e diferente de outros personagens em determinados momentos, ela foi capaz de analisar a situação e dizer que não podia fazer aquilo. Richard (o "paizão") a auxiliou enquanto ela passava por aqueles momentos obscuros interiormente. Incrível visualizar o crescimento dela dentro e fora da sala de operações, é quase palpável o desenvolvimento do medo absoluto para a "super-heroína". Drª. Edwards esteve envolvida também, mas infelizmente até quando ela poderia estar em evidência, preferiram deixá-la em segundo plano.

E depois de todo tempo de cirurgia, e de todos aqueles dias de dúvida sobre a vitória ou não de Nicole sobre a morte, foi encantador como a personagem acordou e como as coisas se sucederam. Infelizmente a vitória não foi completa, e a luta teve um preço, quem sabe, muito alto. Foi com muito pesar que as cenas finais foram se construindo e as lágrimas inevitavelmente escorriam, já que nossa mais nova médica (amada, temos que concordar) infelizmente (e digo isso com a maior tristeza do mundo) ficou cega. Que algo poderia e tendia dar errado, isso era óbvio, já que estamos falando de Shonda, mas depois de todo esse tempo eu tinha esperança de ao menos uma vez, uma vezinha só, tivéssemos um final feliz, para todos os lados. Não foi isso que aconteceu, mas temos que encarar que dramas são construídos assim, e se você quer drama então Grey's tem que ser sua primeira opção.

Por fim, não tivemos que dizer adeus a Nicle Herman realmente, já que ela está viva, e por incrível que pareça feliz, mas acho difícil de estenderem demais sua participação na série. Pode até ser que por algumas outras semanas ela esteja presente para mais interação com a Arizona, e isso pode funcionar muito bem dentro do roteiro. As duas enfrentando juntas essa nova barreira, mas não creio que isso dure muito tempo, até para não desgastar as duas e sua história. Agora é torcer para que as próximos dramas sejam tão cativantes quanto esses que já foram apresentados nesta temporada, porque ainda temos mais dez episódios, e muita morte ainda pode acontecer.

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