segunda-feira, 2 de março de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 11x13: Staring at the End


Brindemos a perfeição em 45 minutos.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Por início quero declarar mais uma vez meu amor incondicional por Shonda Rhimes. Vamos dizer que depois de onze anos a série tem em sua mitologia tantos elementos que a tornam magnífica e vocês não podem descordar que muitos shows deixaram suas petecas cair e entraram em uma espiral de mesmice muito antes de atingirem esses anos de estrelato, até porque são raras, hoje em dia, séries com essa quantidade de temporadas que ainda apresentam uma boa qualidade em seus episódios. Mesmo essa linda mulher já ter matado ou se despedido da maioria dos meus personagens preferidos, não posso dizer que deixei de amá-la, mesmo com aquele pequeno rancor. Entretanto ela sempre mostrou o timing perfeito, matando aquelas personificações que já tinham contado e montado uma bela história, ou seja, ela nunca foi injusta em suas escolhas ou mesmo precipitada.

Agora que esta série está a mais de uma década na TV seria compreensível a perda de qualidade (como já aconteceu em alguns momentos), mas devo dizer que estou impressionado com os rumos que Grey's Anatomy está tomando, e digo isso positivamente. Shondinha tinha prometido uma temporada voltada para Meredith, e isso realmente aconteceu até o hiatus de fim de ano, mas depois da pausa a série vem mostrando em cada episódio histórias de outros personagens, equilibrando bem a quantidade de tramas. É inegável que a primeira fase da atual temporada foi a mais morna, provavelmente por causa das brigas toscas e sem sentido entre Meredith e Derek, com alguns dos piores diálogos, apenas mostrando que os roteiristas queriam brigas entre o casal, mas agora que outros plots estão em maior destaque e desenvolvimento, em si, a décima primeira temporada deu um up e está se mostrando uma das melhores

E que episódio choroso esse em... Tivemos em tela um dos melhores episódios da temporada, ocupando meu top 3. O destaque foi todo para da Drª. Nicole Herman, Arizona e Amelia, e isso foi suficiente para um episódio que beira a perfeição. Fomos brindados com algumas das melhores cenas dramáticas do atual ano e com os melhores diálogos entre os personagens. Posso afirma que o roteiro desta semana só recebeu acertos, com nenhuma ponta nem, ao menos, meio solta.

Começando pela aula que o espectador recebeu de Amelia. A personagem realmente mostrou a que veio e devo dizer que se antes eu tinha dúvidas sobre sua importância na série, essas dúvidas foram totalmente sanadas. Suas explicações sobre como um tumor age e como ela deveria agir para lidar com aquele quebra-cabeça rendeu com certeza os melhores momentos. Lindo sua analogia sobre a vida.

Do outro lado tivemos uma Nicole teimosa, deixando claro em suas cenas junto com Arizona que tudo o que ela sentia era medo, medo da própria esperança, e como aquilo poderia terminar com ela. Tivemos essa trama envolvendo uma paciente grávida, o que colocou em perspectiva aquela antiga questão médico/paciente e como uma pessoa age em cada posição. Arizona é outra que vem crescendo magnificamente no roteiro. Nas duas temporadas passadas, a personagem mostrou um comportamento muito aquém daquele de seus primeiros anos, e agora o que me parece é que vou voltar a amar a personagem como em suas primeiras temporadas.

A construção da amizade das duas personagens está sendo algo muito bom de se ver em tela. Pode ser pelo incrível entrosamento das atrizes, mas como seus momentos vieram se construindo desde o início realmente deixa claro a inteligência dos produtores e o cuidado deles por esta dupla. Em poucos momentos tivemos cenas e diálogos realmente muito dramáticos entre as duas, mas isso foi o inteligente, já que uma pegada na mão ou uma lágrima derramada enquanto a outra está virada de costas pode ser muito mais interessante e "choroso" do que longas conversas.

Se fica algo claro para mim é que Nicole pode ou não ser a próxima morte do roteiro, claro que não chocará tanto quanto de personagens que estão lá a mais tempo, mas nem por isso eu não vou morrer de tanto chorar se eu tiver que dizer adeus para esta nova personalidade que veio me conquistado a cada semana. Como o próprio nome do episódio diz esse é o começo do fim, mas espero que seja alguma jogada apenas dramática, e que não necessariamente mais um médico querido tenha que nos deixar.
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