quarta-feira, 4 de março de 2015

[Crítica] Glee - 6x09: Child Star


Os novatos também sabem falar.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Isso mesmo queridos leitores, os novatos tem falas e mais importante, tem histórias (se boas ou ruins, isso será mais para frente) para contar. Nesta semana não tivemos o retorno de nenhum integrante antigo (amo como a série brinca com isso, já que sempre que alguém volta, as músicas geralmente são destinadas a esta pessoa ou pessoas) e os atuais integrantes do Glee Club tiveram a oportunidade de realmente ter alguma relevância na trama, já que até então eles se limitavam a pequenas tiradas, como os antigos integrantes menos importantes.

Deste modo, não tivemos grandes avanços nas tramas dos "verdadeiros" protagonistas da série, desta vez realmente foi o momento dos novatos brilharem. Agora algo tem que ser dito, se as tramas foram as melhores isso já é algo para se duvidar.

Vamos começar pelo mais interessante (ou menos desinteressante, como preferirem), a trama envolvendo Jane, Mason e sua irmã Madison. Desde aquela troca de olhares no terceiro episódio, algo ficou no ar para a dupla Jane e Mason, e neste episódio o menino estava desesperado para conseguir um encontro com sua colega de classe. Só que ele não contava que sua irmã estaria a todo tempo querendo interferir neste relacionamento, que a mesma não acreditava que poderia dar certo. Interessante que somente Mason parecia estar interessado em alguma coisa, já que Jane a todo momento parecia indiferente com a situação. No fim é nos revelado os motivos pelos quais Madison tenta a todo custo proteger seu irmão, algo que realmente não foi surpreendente no roteiro já que existiram outras situações iguais anteriormente na série.

Agora da parte ruim tivemos a história boba de superação envolvendo Roderick e Spencer. Olha, para mim, colocaram o tema mais tosco para essa "amizade" ser construída, envolvendo novamente reciclagem de plots antigos. Roderick não conseguir subir na corda é algo completamente compreensível, mas o fato de em menos de uma semana ele se reinventar e não só conseguir subir em um cabo de aço para salvar certo personagem e ainda por cima com aquelas falas em seus pensamentos foi algo extremamente desnecessário. Novamente optaram pelo caminho mais fácil, onde os personagens se ajudam, um para mudar seu condicionamento e imagem física, e o outro por causa de um interesse amoroso.

Tivemos a adição de duas personalidades no clube, o que já estava mais que na hora de acontecer. A série está em sua reta final e o número de integrantes do Glee é insuficiente para as competições acontecerem. Pelo menos incluíram dois verdadeiros personagens, e não figurantes como aconteceu na temporada passada. O primeiro é o interesse de Spencer, Alistair, um cabeludo dos mais egocêntricos indiretamente, já que ele passou o episódio inteiro ignorando Spencer para no final arrancar um beijão. Olha, acho que foi a parte mais original do roteiro nesta semana.

O segundo novo integrante é Myron, que foi realmente uma surpresa, e uma grande adição ao grupo já que o garoto de 13 anos (acho eu) é um talento nato, superando até alguns dos outros integrantes. Mas como nada é perfeito, a personalidade do menino não ajuda muito, ele faz o tipo engraçado, mas irritante. Estamos em Glee e como tudo tende a ser exagerado e estereotipado, o garoto é o típico menino mimado, rico, e convencido, só que tudo isso ao extremo. Em compensação foi muito legal ver Sue sofrer um pouco. Sem contar que não faz muito sentido ele estar no New Directions.

No geral o episódio foi bom, mas essas infinitas tramas tiradas lá do início da série, que não são verdadeiras cópias, mas repaginações de situações já vistas antes, incomoda um pouco, já que nos faz perguntar onde a criatividade dos roteiristas se perdeu (eu sei a resposta, no término da terceira temporada, a melhor). Outro ponto um tanto quanto duvidoso foram as performances do episódio. Spencer teve um solo, e devo ressaltar que esta foi de longe a performance mais travada e um tanto forçada que eu já vi na série. Tudo aconteceu em três ambientes: o corredor, o ginásio e a sala do coral, e em nenhum momento ele convenceu, principalmente na sala do coral, onde era visível que ele seguia um roteiro e marcações, visivelmente mostrando quanto o ator não estava à vontade, já que ele deixou a desejar até na dublagem da música. Break Free da Ariana também foi uma decepção, já que tudo estava muito descoordenado e desorganizado, a câmera se mexia a todo momento, acho eu que com o propósito de não pegar todos os erros. Mas também tivemos ótimos momentos, como a Don't Stop Believin' da nova geração, de longe a melhor performance foi Cool Kids (e nessa Spencer estava melhor, assim como em Uptown Funk). Outras surpresas ficaram a cargo de I Want to Break Free por Mason que arrancou suspiros de todo mundo e Lose My Breath por Myron, que foi uma das melhores interpretações, mostrando que o menino tem, tanto aptidão para a dança quanto para os vocais, espero que ele seja aproveitado nos próximos (e últimos) episódios.

Considerações finais:
1º Myron foi infinitamente melhor que Spencer em quesito apresentação e cantoria;
2º Spencer tinha se apresentado como um gay "diferente" no início da temporada, mas o roteiro fez com que o personagem se perdesse em apenas um episódio;
3º Depois de 2 anos estou finalmente começando a gostar da Kitty;
4º Apesar do episódio ter sido relativamente bom, não superou seu antecessor.
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