sexta-feira, 6 de março de 2015

[Crítica] Frankenstein vs. A Múmia


Direção: Damien Leone
Ano: 2015
País: EUA
Duração: 114 minutos
Título original: Frankenstein vs. The Mummy

» Será distribuído pela Focus Filmes, direto em DVD, com o título Frankenstein vs. A Múmia, uma tradução literal do título original. A única reclamação por aqui é o fato de terem se dado ao trabalho de lançar essa tosqueira ao invés de investir em filmes bons ainda inéditos no Brasil.

Crítica:

A batalha épica começou.

Apesar de não ter um segmento muito recorrente, eu adoro crossovers - que é quando duas franquias ou personagens de filmes distintos dividem a tela. Há um bom motivo para não existir muitas produções deste estilo. Primeiro temos que considerar os direitos autorais, e segundo que os produtores, atualmente, estão inebriados com essa onda de reboot. Então eles prezam muito mais por recomeçar suas franquias do que gastar dinheiro ligando-a com outras. E é justamente por essa falta que eu dei uma chance para este filme, que gritava para todos os ventos que seria uma verdadeira bomba, mas eu, esperançoso, quis acreditar que poderia me divertir minimamente ao assisti-lo.

A história gira de dois professores, Naihla e Victor, ambos com ambiciosos planos para seus futuros. Enquanto Naihla acaba de retornar de uma escavação - da qual conseguiu encontrar uma múmia -, Victor parece estar perto de completar o seu objetivo: trazer à volta um cadáver. Infelizmente, nenhum dos dois planos saem como o casal esperava. A múmia, depois de experimentar sangue, acorda de seu sono profundo por causa de uma maldição, enquanto o morto-vivo que Victor conseguiu reanimar não parece realmente disposto a cooperar - e tem um gosto especial por sangue humano. Agora, com essas duas criaturas mortais atacando na faculdade, talvez a única chance de sobreviver seja fazendo uma destruir a outra...

Como vocês podem reparar nas informações técnicas acima, este filme tem quase duas horas de duração, o que é extremamente incomum para um filme de terror que obviamente não tem grande nível. Por um fração de segundo, até pensei que o roteiro poderia ser melhor desenvolvido do que essas produções porcas lançadas todo o mês. Ledo engano. A história em nada justiça todo esse tempo, conseguindo matar o espectador... de tanto tédio. Demora praticamente uma hora até as criaturas do título realmente voltarem à vida, o que é uma grande decepção, uma vez que, neste primeiro tempo, somos obrigados a acompanhar cenas tediosas, de personagens tediosos que em nada convencem em seus papéis.

Confesso que eu cheguei muito perto de desistir, mas como já tinha visto a parte mais chata, decidi enfrentar o resto para pelo menos poder extravasar todo a minha ira nesta crítica. A produção deste filme é fraquíssima, assim como sua história, que demora um século para ligar as tramas que levaram à ressurreição das duas criaturas, mas no final das contas não faz sentido algum. O diretor comete o pior dos erros que um filme deste tipo poderia cometer: levar sua trama a sério. Quero dizer, com uma arte de DVD e um título tão cretino e comercial, o mínimo que esperamos é algo divertido, violento e com muito trash, remetendo diretamente às produções corajosas dos anos 80. Pelo menos este poderia ter sido o melhor quadro possível para o resultado deste filme.

Infelizmente, somos obrigados a enfrentar monólogos chatíssimos de atores fracos que não convencem nem em seus papéis de professores, quanto mais de cientistas. Aquele ator, Max Rhyser, que interpreta o Victor Frankenstein (Mary Shelley, cujas palavras estamparam a tela na primeira cena deste filme, deve ter se revirando no caixão) não poderia ter sido uma escolha pior para o papel. O cara parece tudo, menos o que ele deveria estar interpretando. Ashton Leigh, que interpreta a mocinha, ainda que também não seja um encaixe perfeito para sua personagem, se destaca dentre os outros nomes no elenco. E o que dizer das duas criaturas? Nem vou ser muito exigente, porque vocês já devem ter uma ideia do que esperar deste filme agora. Diria que a múmia até que ficou convincente - ainda mais por causa da mobilidade da face -, mas o Frankenstein poderia ter sido muito melhor. Basicamente ele era um fortão, cuja cor do corpo não correspondia com a cor de sua cabeça.

Para não dizer que nada merece destaque, tenho boas coisas a dizer sobre o gore. Demora bastante para acontecer alguma coisa que preste, mas pelo menos algumas mortes conseguem se destacar por causa da violência. E o melhor disso é que o diretor usou de efeitos práticos. Nada daquela porcaria computadorizada e mal feita (ufa!). Por fim, devo alertar, para aqueles que estão esperando algum comentário sobre briga entre as duas criaturas, que a luta só acontece nos últimos dez minutos de depois e mal consegue durar cinco. É no mínimo decepcionante, considerando que é na proposta deste confronto que todo o filme se vende. Enfim, um filme para passar longe! Uma duração muito grande para uma história rasa nunca é uma boa combinação.


Trailer:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Eu concordo kkk chega ser ridiculo, mais como voce tbm amo filmes trash, porem esse lixo nem se compara .. muito sabia suas palavras

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  2. Esse filme e muito bom só que no final o victor morre

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