quinta-feira, 5 de março de 2015

[Crítica] The Following - 2ª Temporada


Status: 3ª Temporada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 15 episódios
Exibição: 2014
Emissora: Fox

Crítica:

Obsessão é uma assassina.


Teria sido muito fácil para os produtores encerrarem a história no último episódio da primeira temporada. Depois de um verdadeiro confronto entre o mocinho e o vilão, Joe Carroll acabou levando a pior, e, se não fossem os últimos minutos, a trama poderia ter se encerrado tranquilamente. Com um sucesso moderado de audiência, The Following viveu para desenterrar mais psicopatas dos lugares mais improváveis (ou não), dando continuidade ao reino de terror de Joe Carroll. Mas a grande pergunta que pairava no ar até o lançamento deste segundo ano era: Estaria o vilão realmente morto? Não precisava assistir ao primeiro episódio desta temporada para saber a resposta, não é verdade?

Assim como todos os vilões dignos, Joe Carroll se recusa a permanecer morto. E ele não é o único! Ryan também permanece firme e forte, combatendo tudo o que colocam a sua frente. A trama deste segundo ano se passa um anos depois da suposta morte de Carroll, que é marcada por um gesto de homenagem por parte dos seus seguidores remanescentes. A proposta que assombra o FBI é que Joe pode estar "morto", mas o seu legado viverá para sempre. Se pararmos para pensar, não é uma trama ruim e poderia funcionar muito bem sem o seu líder. A ideia de que mais e mais psicopatas saírem pelas ruas para fazer o que bem entenderem em nome de Joe Carroll é assustadora. Seria interessante se o roteiro mostrasse que as ideias de Joe desencadearam um efeito em cadeia em todos os psicopatas em potencial, que agora se veem livres para seguir os seus passos e deixar sua própria marca no mundo.

Infelizmente este é apenas um conceito - que foi terrivelmente desperdiçado pelos roteiristas. Como já disse, Joe Carroll está muito bem vivo. Ao contrário do que se poderia esperar, esse retorno dos mortos dele conseguiu prejudicar bastante o desenvolvimento da história. Por mais quinze episódios, estaríamos fadados a acompanhá-lo. Só que agora ele não é mais o temido Joe Carroll, mas sim um fracasso. É como o próprio personagem diz em certo ponto: fracassou como assassino, líder, marido, pai e escritor. O mundo não precisava do retorno de um derrotado, mas sim do legado dos seus ideais. A credibilidade da história se perde ainda mais quando ele consegue, de uma forma mirabolante, dar a volta por cima. Uma semana após ter sido tratado como um cachorro. Não tem como levar isso a sério, não é verdade?

Eu até gostei bastante da ideia de apresentar um novo culto. A história poderia se aprofundar em novos grupos, com diferentes e ainda mais bizarros rituais - com valores culturais diferentes. Em um primeiro momento, aquele grupo de capas vermelhas pareciam assustadores - como se tivessem em um nível bem mais sombrio de psicopatia. Até mesmo o Joe Carroll ficou com medo em certo ponto! É uma pena que não demorou para o roteiro transformá-los em amebas, dispostas a seguir um novo líder sem nada questionar. É extremamente falso, porque, a essa altura do campeonato, Joe não aparenta ter carisma nenhum, quanto menos influência em um grupo completamente diferente do que ele estava acostumado. Sei que toda a proposta original do roteiro era de como o Carroll conseguia dissimular as pessoas facilmente, mas isso deixou de ser possível a partir do momento que passamos a conhecê-lo.

As coisas ficam um pouco mais positivas, porém, com a introdução de Lily Gray e sua família. Acredito que a matriarca tenha carisma suficiente para carregar toda essa temporadas nas costas - sem precisar dividi-la com o infame Joe Carroll. Ela representa o sangue novo que a série estava precisando desesperadamente. Infelizmente, o roteiro força a barra para aproximá-la do vilão da primeira temporada, por motivos que até hoje me parecem ilógicos. Mais uma vez, o roteiro descaracteriza uma ótima personagem em potencial através de objetivos fúteis. Pelo menos os seus filhos, Mark e Luke, permanecem bem desenvolvidos por todo este segundo ano. Eles são, disparados, a melhor coisa que já aconteceu nesta série. A performance de Sam Underwood (que já havia vivido um outro psicopata na série Dexter) foi sólida, dando vida a dois personagens distintos de uma forma convincente.

No final das contas, temos mais um ano razoável de uma história que parece já estar se estendendo bem mais do que era previsto. Mesmo com os números caindo bastante no decorrer desta temporada, a série conseguiu ser renovada para um terceiro ano - que deverá investir em uma trama nova, considerando a forma como a Season Finale desta temporada terminou. É a chance dos roteiristas de começarem do zero, apresentando uma nova proposta e trazendo uma nova roupagem para a série - sem a preocupação de introduzir os seus personagens principais, como as estreantes. Provavelmente será uma grande oportunidade para a série sair da fraca sombra de Joe Carroll e procurar por sangue novo. O que não falta são histórias de psicopatas para se inspirar. Só resta agora saber se o enredo conseguirá fazer essa oportunidade valer, ou estaremos condenados a ver a história se repetir.

Confiram, também, as críticas semanais desta temporada:

1. Resurrection (Season Premiere) | 2. For Joe | 3. Trust Me | 4. Family Affair | 5. Reflection | 6. Fly Away | 7. Sacrifice | 8. The Messenger | 9. Unmasked | 10-11. Teacher's Pet/Freedom | 12-13. Betrayal/The Reaping | 14. Silence | 15. Forgive (Season Finale)
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