quinta-feira, 5 de março de 2015

[Crítica] The Following - 1ª Temporada


Status: 2ª Temporada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 15 episódios
Exibição: 2013
Emissora: Fox

Crítica:

"Nevermore".


Apesar de atualmente a série The Following ter perdido grande parte do seu público e ter virado uma espécie de "piada" para o segmento policial, houve tempos em que ela fora muito bem recebida pelos críticos de plantão. De fato, esta série esteve na grade do Meu Mundo Alternativo nos seus dois primeiros anos, através de críticas semanais, e agora ressurge no formato de críticas de temporadas completas. Confesso que o roteiro tenha abandonado completamente sua proposta inicial no decorrer da história, mas até consigo admirar essa audácia dos roteiristas, que estão sempre tentando mostrar algo "novo" para os seus espectadores - mesmo que nem todas as suas decisões tenham sido coerentes.

Na história, Joe Carroll é um assassino diabólico que admira a obra de Edgar Allan Poe - mesmo que em sua tentativa como escritor, ele tenha falhado miseravelmente perante aos crítico. Algum tempo depois de ter sido preso, Joe usa a tecnologia e sua inteligência para criar um culto de serial killers, todos ligados uns aos outros e espalhados por todo os Estados Unidos. Para impedi-lo, há o ex-agente do FBI Ryan Hardy, que o caçou e o capturou no passado, e é forçado a voltar ao trabalho após sua fuga de prisão. Agora, com Carroll solto e em busca de vingança, Ryan terá que escolher muito bem os seus aliados - uma vez que Joe tem seguidores infiltrados por toda a parte - para impedir que Carroll reescreva a história, tornando-se o autor de sua própria sádica história.

Lembro de ter adorado os dois primeiros episódios desta série. Eles eram sombrios, cruéis e muito bem planejados. Nós, espectadores, ficamos chocados com as reviravoltas que os roteiristas colocaram no nosso caminho. Sem contar que, depois das primeiras revelações, todos - tanto os personagens quanto os espectadores - ficaram com aquele ar de desconfiança em torno de vários dos personagens que apareceram na tela. Quais deles eram seguidores do Joe Carroll? Em quem nós podíamos confiar? Estava óbvio que os roteiristas podiam usar dessa premissa para chocar o seu público com as reviravoltas mais ousadas. Infelizmente, o recurso só foi uma surpresa apenas a curto prazo. Não demorou muito para esse "jogo" ficar cansativo, com alguns seguidores sendo introduzidos só por ser conveniente para o enredo.

Apesar da história ser bastante sutil no começo, optando por não revelar muitas coisas, da metade para o final da temporada, o enredo se perde completamente em um excesso de personagens sem importância e explicações "manjadas", usando e abusando do já comentado recurso "fulano é um seguidor". Joe Carroll, por exemplo, se inicia como um excelente vilão. James Purefoy, seu intérprete, entrega uma interpretação digna e, em um primeiro momento, consegue nos deixar arrepiados. Infelizmente, assim como todos os elementos do roteiro, o vilão não consegue se sustentar no decorrer de sua história. Enquanto estava misterioso, Carroll era eficiente em seu papel. Mas foi só ele começar a deixar claro os seus objetivos que toda a premissa da série acabou caindo por terra. Como um assassino em série tão influente se baseia em objetivos tão pífios? Sem contar que depois de um tempo até o espectador fica se perguntando o motivo do personagem ter dezenas de seguidores, já que, uma vez desenvolvido, Joe Carroll não tem nada de especial.

A maioria dos seus seguidores são completamente descartáveis, o que é uma pena, já que vários deles poderiam sustentar suas próprias tramas. O destaque fica mesmo por conta do triângulo amoroso formado por Emma, Jacob e Paul. Em um primeiro momento, o roteiro apresenta bastante ousadia ao formar um vínculo entre eles três - especialmente entre os dois caras. Mas como tudo nesta primeira temporada se desgasta com facilidade, os roteiristas logo desperdiçam a trama que levantaram para seguir por caminhos menos interessantes. E o pior, estes são alguns dos únicos seguidores que realmente têm algum destaque. Todos os outros são tratados como lixo - tanto pelo enredo quanto pelo Joe Carroll. Quando algum deles começa a se destacar, o roteiro o corta da história.

As referências às obras de Edgar Allan Poe são interessantes, principalmente nos primeiros episódios - que é quando o autor está realmente em pauta. É uma pena que essa proposta foi sendo esquecida com o passar dos episódios, chegando a desaparecer completamente no segundo ano. Apesar do texto ter ficado extremamente negativo, a série tem os seus méritos. O personagem Mike Weston, interpretado por hsuhsau, é uma das melhores coisas desta trama. Ele é carismático e, muito provavelmente, o favorito de boa parte dos espectadores. É claro que a série poderia ter tido um desempenho muito melhor se o roteiro tivesse sido pensado com mais cuidado. Não tem como levar a sério uma história em que o FBI é feito de bobo em todos os episódios, sem qualquer progresso para capturar o vilão. E a coisa só piora quando fica claro que Joe Carroll nem é tão engenhoso quanto o roteiro quer aparentar que ele seja. No final das contas, a única coisa a se questionar é: vale a pena seguir por mais um ano? Talvez.

Confiram, também, as críticas semanais desta temporada:

1. Pilot (Series Premiere) | 2. Chapter Two | 3. The Poet's Fire | 4. Mad Love | 5. The Siege | 6. The Fall | 7. Let Me Go | 8. Welcome Home | 9. Love Hurts | 10. Guilt | 11. Whips & Regret | 12. The Curse | 13. Havenport | 14. The End Is Near | 15. The Final Chapter (Season Finale)
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