segunda-feira, 2 de março de 2015

[Crítica] The Coed and the Zombie Stoner


Direção: Glenn Miller
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 91 minutos
Título original: The Coed and the Zombie Stoner

Crítica:

Sexo, drogas e mortos-vivos.

Depois de anos produzindo tranqueiras direto para o mercado de vídeo - além de fazer cópias descaradas de baixo orçamento de grandes produções -, a produtora picareta, The Asylum, alcançou um enorme sucesso com a franquia Sharknado. Ao contrário do que se pode esperar, o filme que conta a história sobre um tornado de tubarões em nada se difere da qualidade dos outros lançamentos da produtora. De fato, seus filmes são todos conhecidos pelos defeitos de suas produções, e apesar disso parecer ruim para a grande maioria das pessoas, existem verdadeiros apreciadores deste tipo de produção, que se divertem horrores assistindo as asneiras que são jogadas na tela. The Coed and the Zombie Stoner é apenas mais uma delas.

A história gira em torno de uma jovem estudante de fraternidade, que por ventura é uma brilhante cientista. Ela acaba se apaixonando por um garoto novo na faculdade, mas não demora muito para perceber que ele é um zumbi. Inevitavelmente - e por acidente - o garoto morto-vivo espalha o seu vírus pelo campus, trazendo um verdadeiro apocalipse zumbi na faculdade. Logo, a garota por quem ele se apaixona descobre uma forma de reverter os efeitos do vírus, e a resposta para tudo voltar ao normal está na... maconha. Agora, os sobreviventes terão que se manter juntos e extremamente chapados para conseguir salvar o campus... Antes que seja tarde - ou eles estejam doidões - demais.

Como vocês podem imaginar, este filme é uma verdadeira piada. E ao contrário do que se pode esperar, é justamente isso o salva e diferencia esta produção do restante dos filmes produzidos pela Asylum. Geralmente, mesmo contando com roteiros extremamente ridículos, os diretores insistem em manter um tom sério e entediante - o que é algo extremamente cansativo quando você se depara com tantas coisas ridículas acontecendo na tela. Neste caso, o quadro geral é um pouco melhor: os envolvidos neste filme sabem que estão conduzindo uma porcaria. Sendo assim, eles se entregaram de corpo e alma para que o resultado fosse o mais trash possível. Não me levem a mal... Não estou dizendo que este é um bom filme (muito pelo contrário), mas não posso deixar de dizer que tive bons momentos com ele.

Esqueçam o gênero terror! Em todos os quesitos remetidos a este gênero este filme falha miseravelmente. É muito melhor encarar esta produção como uma sátira aos filmes de zumbis, especialmente Meu Namorado é um Zumbi - que parece ter sido o foco de piada do enredo. Ironicamente, ao assistir a relação dos protagonistas, o primeiro filme que passa na nossa cabeça é Crepúsculo - que é outro filme que recebeu atenção dos roteiristas na hora da construção da história. Junte tudo isso com muitos peitos e drogas para todos os lados e você tem o resultado esperado para este filme. Obviamente nem tudo funciona, além de vários momentos que causam muita vergonha alheia - que poderiam ter sido consertados facilmente.

Estava mais do que óbvio que os efeitos visuais seriam ridículos, mas estes produtores sequer se esforçaram para fazer algo minimamente decente. Há uma sequência em especial, onde acontece um massacre no jardim de uma casa, que é muito, muito mal feita. Os efeitos conseguem ficar abaixo até do que a Asylum entrega em seus outros filmes. E é uma pena, porque se o diretor tivesse investido em um gore decente, o filme teria um valor muito maior. Sem contar que seria muito divertido assistir aqueles jovens morrendo das formas mais violentas e sem noção possíveis. Então se não há cenas sangrentas, os espectadores terão que se contentar com todas as cenas de nudez - o que basicamente engloba todas as meninas do elenco.

Eu nem preciso dizer que este filme não é recomendado para todos, não é verdade? Ainda que eu tenha escrito duas linhas positivas sobre ele (o que é surpreendentemente muito), não é uma produção que irá agradar a todos. É aquele típico "tão ruim que é bom". Neste caso, "bom" é uma palavra forte, mas pelo menos eu consegui me divertir. Sabia exatamente o que esperar desta bobagem, até porque, não tem como criar expectativas com um filme onde a maconha se torna a cura para reverter zumbis, então não tem como reclamar muito. Destaque para os atores, que são tão ruins que dói e parecem que foram todos especialmente selecionados para que fossem confundidos com atores pornôs. Tive que pesquisar alguns deles para ter certeza absoluta que não eram (e ainda tenho minhas dúvidas). Enfim, é um filme para quem está interessado em bobagens, não para quem gosta de filmes com zumbis.


Trailer:

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