quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

[Crítica] Grey's Anatomy - 11x11: All I Could Do Was Cry


"Ele apertou meu dedo. E então ele soltou."

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Quais os motivos que nos fazem acompanhar uma série? No meu caso a resposta são os personagens. Quais os motivos que nos fazem amar uma série? Para mim, seus personagens e suas tramas bem construídas. Em outras palavras essas duas perguntas poderiam ser respondidas com "Greys Anatomy" como exemplo mais fiel e verdadeiro possível. Outras milhares de séries tem em seus mundos um ambiente onde o espectador não se importa muito com as subtramas ou personagens secundários. Já em Grey's temos o inverso disso, onde até mesmo um personagem de apenas um episódio pode se tornar o mais inesquecível possível e o mais insubstituível. Agora reflita: se com personagens de um episódio em Grey's já nos importamos, imagina aqueles que estão lá a mais de uma década, e aqueles que foram sendo adicionados ao decorrer das temporadas e representam uma boa parte da história?

Com essa pequena introdução eu quis me referir como é difícil dizer adeus a esses personagens semanais, mas dizer adeus para aqueles que estão lá há anos é uma tarefa quase impossível. Não minha gente, ninguém do elenco principal morreu ainda nesta temporada (enfase no ainda, porque tem muita coisa pra acontecer) mas neste episódio, parte de uma mãe foi arrancada. Na verdade quem já podia se declarar mãe, no momento mais comovente da temporada, apenas pode se chamar esposa. Shonda mais uma vez mostrou como se faz um drama, mas um drama choroso, aquele que deve ser assistido com uma caixa de lenços do lado. Depois de bombas, acidentes de barco, tiroteios e quedas de aviões, você deve imaginar "o que mais pode acontecer na vida destes (amados) médicos?". Novamente o roteiro nos brindou com algo que pode ser chamado de tragédia no mundo da série, pelo menos.

Diferente de tudo o que já aconteceu externamente, desta vez o desastre veio de dentro. Algo que era impossível de ser revertido; uma catástrofe já "programada" e avisada. Tudo o que April e Jackson podiam fazer era esperar, torcer por um milagre, no caso de April, mas nada além de esperar. Não vou dizer que tivemos as decisões mais acertadas, mas neste tipo de situação é compreensível que algumas coisas sejam fora do comum mesmo. Lindo como todos os personagens se mostraram solidários com a situação e a única lá que poderia realmente dizer pelo que April estava passando era a Amelia, mas a personagem se deteve em dar espaço ao casal, e mostrando que as vezes o isolamento é o melhor remédio.

Mais lindo que isso somente a cena de Jackson deixando de lado a experiência médica de sua vida e colocando crenças religiosas que nem são suas para obter certas respostas para sua esposa e sobre a situação. Realmente o ator foi magnífico, e teve os melhores momentos, deixando sua companheira de cena até um pouco para trás.

No final, como sabemos que Grey's é sinônimo de drama pesado, não tivemos um final feliz. Apenas a dura e crua realidade de que uma família nasceu e morreu de certo modo. As questões novamente levantadas sobre religião e como o ser humano é perante Deus foram muito bem encaixadas, levantando inúmeras indagações, sendo a mais pertinente "Eu mereço isto?".

No restante tudo nos "conformes". Apesar do maior chamativo ser a trama Japril, este episódio foi bastante equilibrado por outras ótimas tramas. Agora que esta fase da história do casal está terminada, quero muito ver como será a vida daqui para frente, quais os problemas que os dois vão enfrentar e como essa perda vai interferir no geral.
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário