terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

[Crítica] Glee - 6x06: What the World Needs Now


A desconstrução de uma personagem.

Review: 
(Spoilers Abaixo)

Sempre amei Glee e após todos esse anos a única verdade é que está mais que na hora da série terminar. Após o seu término, o que posso afirmar é que sempre lembrarei da série com carinho, mas terei que admitir que Glee está, pelo menos nesses últimos anos, longe de ser verdadeiramente uma série empolgante com as melhores histórias e personagens. Nestes últimos dias eu vinha analisando a série com um olhar mais crítico, tentando deixar meus sentimentos de lado, e o que eu percebi é que esta série é com certeza umas das mais incoerentes que já assisti, com situações completamente fora do comum e com alguns dos personagens mais voláteis da história.

Introduzido o assunto, neste episódio (nesta temporada para ser mais exato) Glee mostrou que seus personagens são os seres mais "contraditórios" que existem, e que nem mesmo a principal protagonistas está a salvo da síndrome "do personagem irreconhecível". [Criei esse nome só pra esse texto mesmo. Se refere aquele personagem que inicia de um jeito e evolui ao ponto de não ser mais o mesmo pelo qual nos apaixonamos lá no início. Em algumas séries isso da certo, Friends é um exemplo disso, mas em Glee isso simplesmente não funciona].

Quando pensei em como escrever esse texto e apontar todos as minhas decepções com esta última temporada percebi que só poderei dar a palavra final quando a série realmente terminar, antes disso, posso apenas torcer para que a qualidade dos episódios suba, e que não continuem com estes temas bobinhos que a série vem tratando de uns tempos para cá.

Que Glee tem os personagens que mais mudam de pensamento isso não há dúvida. Seria exaustivo citar exemplos, mas todos tem que admitir que, quando não é troca de casal, é troca de objetivos e sonhos, e isso não havia atingido sua maior estrela, até agora. [Rachel como professora não está colando nem um pouco para mim].

Rachel. Minha amada Rachel, a personagem que amei em sua primeira performance. Mostrou, pelo menos para mim, que para ser protagonista não é necessário ser o lado bom da história. Infelizmente e com muito pesar, a personagem desde metade do quinto ano da série, está entrando em um lupin sem volta, onde ela se torna quase como uma outra personagem. Após o início da quarta temporada, Rachel mudou seu guarda roupa, mas continuou sendo aquele ser que amamos e mesmo após a morte do seu amado, ficou claro que ela era consistente o suficiente para sofrer do seu modo, mas desistindo jamais. Pois bem, após a metade da quinta temporada ela enlouqueceu, percebeu que o que tinha não era mais o bastante, correu atrás de algo incerto, se deu mal e agora se encontra abatida o suficiente para duvidar de si própria. Ela voltou para a escola porque era tudo o que restava pra ela, mas sinceramente essa trama de Rachel fragilizada está sendo o pior de tudo, e envolver Sam na história está sendo um tiro no próprio pé da série, dos personagens e das tramas.

O que salvou o episódio (mais uma vez) foram as subtramas, que na verdade renderam os melhores momentos. Santana e Brittany mais uma vez mostraram que são o casal que realmente dá certo. Santana mostrando que por mais que seja aquela pessoa durona, algumas coisas são impossíveis de não atingi-la. Já Brittany rendeu os melhores diálogos com o retorno da Abuela e da tentativa de que ela entendesse os sentimentos de uma pela outra. Ela fez de tudo para mostrar que o relacionamento dela e da Santana não era "errado", era simplesmente o mais puro "amor verdadeiro" e após falhar, ela soltou o verbo para cima da velhinha, o que já era merecido desde a terceira temporada.

Considerações finais:
1º Esse quase triângulo amoroso Rachel, Sam e Mercedes me fez querer parar de assistir o episódio;
2º essa amizade forjada entre Mercedes e Rachel também não colou. O fato da Mercedes querer ajudar se tronou muito forçado. Quem deveria dar apoio a Rachel era o Kurt, que nem abriu a boca no episódio inteiro. O que pareceu é que queriam dar falas para a Mercedes, mas não tinham nenhum outro núcleo para encaixar a personagem;
3º Rachel tem que se reconstruir como pessoa. O roteiro não está favorecendo a personagem;
4º PRA MIM, e episódio com as músicas mais fracas.
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