terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

[Crítica] Bloody Homecoming


Direção: Brian C. Weed
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 82 minutos
Título original: Bloody Homecoming

Crítica:

A vingança será sangrenta.

Filmes de terror ruins existem aos montes, mas boa parte deles não consegue sequer enganar os espectadores com o trailer. Existem filmes que nós sabemos que será ruim, mas mesmo assim assistimos. Talvez nosso cérebro só precise assistir uma porcaria e criticar todos os aspectos dela mentalmente para dar valor ao nosso precioso tempo. Bloody Homecoming certamente entra nesta categoria. Não havia como prestar, não é verdade? Tudo neste filme grita mediocridade, mas mesmo assim fui até o final para poder falar mal dele em todos os seis parágrafos deste texto. Mas antes de nos aprofundarmos nos defeitos desta produção, devo destacar uma crítica surreal do bloody-disgusting, que não só teve a coragem de falar bem, como também deu 4 caveiras em um total de 5. Isso é vida real? Parece que há gosto para tudo nessa vida.

Na trama, um grupo de adolescentes ansiosamente se preparam para a noite da festa de homecoming na pacata cidade de Winston. Porém, depois de afastados do baile pelo líder do grupo para celebrarem uma festa mais "particular", as coisas saem terrivelmente erradas, e um deles acidentalmente perde sua vida. Ttrês anos depois incidente, o mesmo grupo está prestes a encarar seu último baile, como formandos. Infelizmente, o que deveria representar a celebração do futuro acaba se tornando seu pior pesadelo. Um a um, eles se veem assombrados por um visitante mortal saído do passado. Incapaz de enterrar velhos demônios, parece que finalmente é hora da vingança e alguém está muito a fim de sangue. Antes que a noite acabe, as salas serão tingidas de vermelho enquanto eles são perseguidos, acuados e massacrados por um assassino implacável, selvagem e sedento de vingança. Eles devem impedir seu algoz, ou o baile deste ano será, literalmente, de matar.

Eu sinceramente nem vou cair no óbvio de falar o quanto essa história é clichê. Esse é um pequeno detalhe, e com certeza passou despercebido em um festival de tolices que apareceram na tela. Não tenho problema com um grupo de adolescentes sendo massacrados por motivos aleatórios, mas pelo menos prezo que haja alguma diversão e criatividade nisso. Esse deveria ser o grande problema deste filme, mas o fato é que o orçamento limitado chama muito mais atenção. Em todas as cenas, há uma clara percepção de que estamos vendo algo bastante amador e barato. As mortes, ainda que feitas com efeitos práticos, são fraquíssimas. O diretor se mostrou muito incapaz em contornar o problema financeiro da produção, o que ficou evidente em todas as sequências até os créditos finais.

Antigamente poderia haver muitas desculpas para um filme de baixo orçamento e/ou lançado direto em DVD. Mas o fato é que hoje em dia a situação é completamente diferente. Com a popularização do VOD (Video on Demand) e outras plataformas online, há um investimento maior na qualidade das produções que não passam pelas telonas, algumas conseguindo inclusive ser muito melhores do que alguns filmes que recebem atenção da mídia, como o descartável Ouija - O Jogo dos Espíritos. Além disso, esses novos formatos permitem que diretores novatos mostrem o seu talento, provando que não precisam de um orçamento milionário - apenas uma boa história e talento. É por isso que eu não consigo aceitar a desculpa sobre o baixo orçamento deste filme ter afetado sua qualidade, uma vez que outras produções, como Infectado, conseguiram entregar muito mais com muito menos.

Outro grande problema foi o elenco. Eu nunca vi tantos atores ruins em apenas um filme! Escalaram pessoas completamente estranhas fazendo o papel de populares do colegial. Nenhum deles consegue convencer! Se o diálogo já é péssimo, a ruindade chega a um outro nível quando os atores recitam suas falas das formas mais artificiais possíveis. Será que é tão difícil encontrar atores novatos que consigam segurar os seus papéis clichês em um filme de terror raso? Parece que não houve uma escolha de elenco, como se os produtores apenas tivessem escalado os seus amigos e familiares. Acredito que há muitos atores competentes por aí, que fariam muito melhor - mesmo sabendo estar atuando em um filme meia boca. Por outro lado, atores decentes não conseguiriam salvar esta produção, então os ruinzinhos estão aceitáveis, porque pelo menos podemos rir de suas reações exageradas.

No final, seguindo a tradição de um bom slasher, a revelação do assassino é de cair o queixo (e não estou falando de um jeito positivo). Se você acha que já viu todos os tipos de motivos bestas para matar meia dúzia de adolescentes, esperem até ouvir o que este assassino tem para dizer... Ou melhor, eu espero, do fundo do meu coração, que vocês nunca tenham que ouvir o seu discurso. Esse filme é ruim que dói, praticamente uma tortura para nossa alma. Eu sempre costumo dizer que vocês devem ver com os seus próprios olhos caso estejam interessados, mas filmes como este deixam apenas a certeza absoluta de que não merece ser visto por ninguém. Fala sério, basta ver o trailer abaixo para saber o verdadeiro "terror" que os aguarda.

PS. Chorando de rir das cenas do baile com meia dúzia de pessoas.


Trailer:

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