quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

[Crítica] The Taking of Deborah Logan


Direção: Adam Robitel
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 90 minutos
Título original: The Taking of Deborah Logan | The Taking

Crítica:

O mal vive dentro de você.

Enquanto os produtores acharem que é mais inteligente - e lucrativo - fazer os seus personagens gravarem o tempo inteiro os mortais acontecimentos a sua volta ao invés de correr, nós continuaremos sendo bombardeados com filmes found footage. Mas enquanto algumas pessoas estão extremamente cansadas deste estilo desgastado, outras gostam bastante deste tipo de filme. E não é para menos! Apesar de, atualmente, existir um mar de produções ruins neste subgênero, há aqueles raros filmes que pensam em entregar um pouco mais do que a já esperada câmera balançando. E The Taking of Deborah Logan consegue ser uma dessas produções, entregando tensão acima do que estamos acostumados a ver nos filmes lançados nos últimos anos.

Na história, Mia Medina finalmente encontrou o tema perfeito para o filme de sua tese de doutorado sobre a Doença de Alzheimer. Por meses, câmeras irão gravar o cotidiano de uma mãe, Deborah Logan, e sua filha, Sarah. Mas conforme os dias progridem, coisas estranhas começam a acontecer em torno de Deborah que não são compatíveis com quaisquer conclusões sobre a doença de Alzheimer. Torna-se evidente que há algo além do Alzheimer, que assumiu o controle da vida de Deborah - um mal muito pior do que a debilitante doença com o qual ela foi diagnosticada. Agora, Mia transformará seu documentário em uma busca pela verdade sobre o que realmente está acontecendo com Deborah Logan, temendo que suas revelações estejam muito além do que uma simples câmera poderia captar.

Esse é mais um dos poucos filmes de found footage que consegue se destacar em meio a tantas produções clichês recentes. Porém, diferente do bem-sucedido Infectado - que apostava em um novo ângulo sobre um tema popular -, a abordagem sobre possessão através das lentes de uma câmera em primeira pessoa não é novidade para ninguém, já que tivemos diversas outras produções que se aventuraram neste subgênero, como Filha do Mal, O Último Exorcismo e The Possession of Michael King. O diferencial deste filme é a atenção do roteiro em acrescentar elementos inesperados e muito bem construídos na trama, apresentando a doença de Alzheimer como fachada para a possessão da personagem principal.

A excelente produção do filme merece destaque, porque é incrível o processo de degradação pelo qual a protagonista, Deborah Logan, é submetida. Apesar de começar o filme com uma aparência normal, a drástica mudança física pela qual a personagem passa no decorrer da história é chocante. A maquiagem está assustadoramente convincente. Aliás, quem também merece destaque é a própria atriz que interpreta a personagem título, Jill Larson (Ilha do Medo). Ela rouba todas as cenas em que aparece, carregando todo o filme nas costas. Nenhum dos outros personagens têm carisma ou são desenvolvidos o suficiente para podermos nos importar com eles. E o contrário acontece com o drama envolvendo a protagonista, porque torcemos pela Deborah, apesar de sermos aterrorizados psicologicamente por ela.

Outro fator que gostei bastante nesta história é que ela não mascara falta de conteúdo com uma câmera tremendo. Este subgênero é conhecido por deixar os espectadores cheios de perguntas no ar conforme os créditos finais começam a subir, mas isso não acontece neste filme. Nós somos conduzidos no meio da investigação dos personagens, e descobrimos, junto com eles, o que realmente está acontecendo com a personagem central da trama, e o que contribuiu para a sua possessão. E o melhor de tudo é que o enredo entrega uma explicação digna e original, que certamente não é óbvio desde o começo da história.

É óbvio que eu recomendo este filme. Além de tudo o que já falei, também devo acrescentar a excelente direção, que conduz sua história com uma tensão que não é comum em quase todos os filmes lançados na última década. O único comentário negativo que tenho a fazer é sobre os últimos minutos, que caem um pouco no clichê da câmera sem foco e tremendo horrores. O desfecho poderia ter sido mais estabilizado e menos corrido, mas essa sequência final definitivamente foi salva por uma das cenas mais perturbadoras e bem feitas de todo o filme. Tenho certeza que irá gelar a espinha de todos! Fico muito feliz quando encontro um bom exemplar dessas produções em primeira pessoa, porque elas me motivam a encontrar futuros lançamentos que poderiam cair no esquecimento, mas tem o potencial para surpreender todos vocês.


Trailer:

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Comentários
1 Comentários

Comentário(s)

1 comentários:

  1. Tambem gostei muito desse filme, concordo e faço-me minhas as suas palavras, é um ótimo foundfootage assim como (infectado).
    Tambem gostei da atriz, suas cenas são boas. o final realmente deveu pq tentou levar pro cliche. mas até que foi bom.

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