quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Crítica] Z Nation - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2014
Emissora: SyFy 

Crítica:

It's a man eat man world.


Dentre todas as apostas da SyFy, esta certamente era a mais duvidosa. Quando foi anunciada, virou piada na internet e alvo de comentários maldosos relacionando a série com The Walking Dead. É claro que a emissora tentou aproveitar esse sucesso absurdo que os zumbis têm feito nas telinhas, lançando sua própria produção pós-apocalíptica. O resultado, porém, não poderia ter sido mais surpreendente - positivamente falando. Z Nation tinha tudo para ser uma imitação descarada da série da AMC, mas conseguiu se destacar entre os mortos, com seu próprio ritmo e personalidade.

Nesta série de ação e terror, humanos lutam para sobreviver a um apocalipse zumbi que atingiu os Estados Unidos há três anos. Um grupo é encarregado de levar um sobrevivente da praga de Nova York para a Califórnia, onde há um laboratório que testará o sangue dele para uma possível cura. No entanto esse sobrevivente guarda alguns segredos obscuros, que não está disposto a compartilhar. A jornada do grupo até a Califórnia não será fácil, e está repleta de obstáculos mortais. Zumbis são os menores dos problemas quando aberrações climáticas aparecem em seus caminhos, assim como outros grupos de sobreviventes, que estão determinados a viver - mesmo que para isso tenham que tirar outras vidas.

Tenho que confessar que eu estava mais do que pronto para odiar esta série. Comecei a acompanhar sem qualquer expectativa, cheio de recalque no coração. Como esperado, o primeiro episódio foi tão ruim que eu quase desisti de acompanhar toda a temporada. Para minha sorte, a diversão começa a partir do segundo episódio, com cenas exageradas, extremamente falsas e até mal feitas. E, apesar de tudo isso soar negativo, devo confessar que é um verdadeiro show de bizarrices para os espectadores. Não tem como não ficar impressionado com a já clássica cena do sino passando por cima dos zumbis. É o tipo de cena que nós assistimos surpresas, com um sorriso no canto nos lábios e um só pensamento: "Ah, não, eles não tiveram a coragem de fazer isso". Sim, eles tiveram.

Se em um primeiro momento nós não nos importamos com ninguém, não demora muito para alguns personagens se destacarem. Os primeiros a ganharem o meu coração foram o Doc, 10K e a Addy, mas os outros também acabaram chamando atenção no decorrer da temporada. Isso é muito importante para uma série, porque se o espectador não se identificar com os personagens, como ele terá saco de acompanhá-los toda semana? Esse é o mal que assombra a série Helix, também da SyFy. Infelizmente, se tratando de uma trama pós-apocalíptica, sabemos que nem todos conseguirão viver até a segunda temporada. É neste ponto que Z Nation realmente surpreende. Pelo menos em dois momentos da história, o roteiro decide eliminar alguns dos personagens mais improváveis, mostrando que ninguém realmente está seguro nesta série.

Mesmo sendo uma série envolvendo zumbis, eles não são os verdadeiros destaques pela maior parte do tempo. Em cada episódio, vemos o grupo enfrentar alguma ameaça diferente. E essa ameaça está quase sempre relacionada com os vivos. Temos que tirar o chapéu para a incrível diversidade de inimigos que os nossos heróis enfrentam cada semana. Somente neste primeiro ano já tivemos canibais, religiosos loucos, motoqueiros, famílias homicidas e muitas outras loucuras que combinam perfeitamente com o tom trash da série. E o mais curioso é que todas essas situações são apresentadas, desenvolvidas e concluídas em um mesmo episódio, sem tempo para enrolações. The Walking Dead, por exemplo, desenvolveria cada um dessas ameaças em grandes arcos de episódios, como tem feito desde o começo da série.

Apesar dos elogiosos, confesso que detesto as cenas envolvendo o Cidadão Z. Ele é completamente deslocado do restante da história, e os episódios que ele tem mais cenas do que o comum costumam ser os mais chatos. O roteiro também se perde quando tenta aprofundar os seus personagens, com direito a drama desnecessário e alguns flashbacks ridículos. Essa ladainha não combina com o tom divertido da série. Eu sei que os personagens precisam ter profundidade, mas há maneiras muito mais eficientes para isso. Coloque-os em uma cena foda, com um diálogo cretino, e pronto; já ganhará os nossos corações. Enfim, entre vivos e mortos, temos uma série que de tão ruim é ótima. A produção técnica é horrível, assim como a atuação exagerada, mas no final das contas tudo se junta em uma mistura imperdível de absurdos divertidos. É interessante ver que Z Nation conseguiu construir sua própria identidade, terminando o seu primeiro ano com alguns ganchos interessantes para sua segunda temporada. Agora só espero que a série volte logo, ou alguém vai ter que me dar misericórdia.
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Comentários
1 Comentários

Comentário(s)

1 comentários:

  1. o blog anda lento demais com as criticas. e o ep 9 do ARQUEIRO? cadê? na boa, aconselho excluírem o BLOG!

    VERGONHOSO essa lentidão!

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