quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Crítica] Helix - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2014
Emissora: SyFy

Crítica:

Brinque de Deus. Pague o preço.


Eu realmente não tenho um bom histórico quando se trata de séries da SyFy. Nos últimos anos, a emissora lançou diversas produções que pareciam interessantes, mas que acabaram se tornando grandes decepções. Em 2014, no entanto, houve com um ar de renovação, e me interessei não só por uma, mas por três novas séries do canal: Helix, Dominion e Z Nation, sendo esta primeira a que mais poderia sair da zona de conforto da SyFy, tendo a chance de entregar uma produção mais séria e sofisticada. Das três, Dominion eu sequer consegui terminar o primeiro episódio (o que é uma pena, considerando que eu adoro o filme em que a história é baseada), Helix conseguiu dar um verdadeiro tiro no pé, e, surpreendentemente, Z Nation foi a estreia mais divertida que a emissora já apresentou em anos (contraditoriamente, essa tinha mais chances de ser a pior, porque antes mesmo de começar já era comparada ao fenômeno - superestimado - The Walking Dead).

Na trama, que se passa no Ártico, o Dr. Hiroshi Hatake, cientista chefe da base de pesquisas científicas da ILARIA, envia um pedido de ajuda à cientistas do CDC (Centro de Controle de Doenças), que são convocados para conter um surto causado por um vírus até então desconhecido. No decorrer de todo procedimento, porém, são revelados segredos que podem mudar a vida de todos eles, ao passo que mortes e conflitos internos entre os personagens se estabelece num clima de tensão. Isolados no meio do nada, cercados de gelo e em quarentena, esses sobreviventes são obrigados a colaborar entre si se quiserem permanecer vivos. Na mesma medida, o vírus mostra uma resistência muito grande, comportando-se como se, de alguma forma, pudesse ser capaz de pensar.

Eu adoro esse tipo de história! Então é claro que eu fui obrigado a conferir esta série, torcendo para que o seu enredo tivesse o melhor desenvolvimento possível. Não teve. Todo o conceito inicial é desconstruído logo nos primeiros episódios. E isso é algo que não precisava acontecer. A trama parecia consistente, e não havia a menor necessidade de acrescentar diversos plots sem graça e nonsense para completar a estrutura da série. Se pelo menos nos três primeiros episódios o roteiro consegue segurar a ideia inicial, os episódios seguintes quebram completamente a dinâmica, apresentando diversas situações absurdas. Ainda assim, consegui terminar esta primeira temporada, mesmo que não tivesse nada na série que me motivasse a isso.

São tantos pontos negativos que eu sequer sei por onde começar. Digamos que, como a história se torna uma grande bagunça, é muito triste ver que o elenco não consegue segurar seus personagens com seus carismas, porque isso é uma coisa que nenhum deles tem. Não há nenhuma presença nesta série com quem o público possa se identificar completamente. Talvez a mais interessante seja a Dra. Sarah Jordan, que está muito doente. Se pelo menos o roteiro focasse nisso ao invés de tentar aprofundar os seus sentimentos pelo protagonista da série, ela conseguiria se destacar muito mais. Os dois atores não têm a menor química juntos. Vê-los tentar interpretar qualquer cena romântica chega a doer os olhos de tão ruim. Aliás, todo o drama do protagonista, seu irmão contaminado e sua ex-mulher consegue ser ainda pior. De fato, um dos piores plots da temporada. Todos os três têm o carisma de uma porta.

A personagem mais carismática e original é cortada logo nos primeiros episódios, o que já pode ser considerado o maior erro da série. E, como estamos falando de uma série da SyFy, não poderia faltar os manjados e mal feitos efeitos visuais. Até que a produção técnica não está tão ruim, mas certamente poderia ter menos macacos computadorizados e mais contaminados devidamente maquiados aterrorizando as instalações. De fato, mais uma vez, tenho que ressaltar que o roteiro é um dos maiores pontos negativos da série. O grande problema é que ele se aprofunda cada vez mais em situações complicadas das quais ele não consegue trazer uma explicação convincente. Se uma pessoa assistir ao primeiro episódio e depois ao último, vai perceber que a situação final pouco remete à proposta inicial do enredo, o que é triste, já que a história poderia ter sido trabalhada de diversas maneiras que seriam muito mais satisfatórias do que o resultado final.

Enfim, eu tenho certeza de que muitas pessoas gostaram da série, até porque, ela foi renovada para uma segunda temporada. Eu não me imagino voltando para o segundo ano porque acompanhar este primeiro até o final já foi uma tortura, mas já disse que não voltaria em outras produções antes e mudei de ideia, então nunca se sabe. A grande questão é que não voltarei a assistir tão cedo, porque não me senti nenhum pouco instigado com os ganchos deixados no final da série. Como poderia ficar curioso se já havia deixado de me importar diversos episódios antes da Season Finale? Sei que a crítica ficou extremamente negativa, mas esta é a minha opinião sincera. Não recomendo para ninguém, mas certamente não julgarei quem quiser conferir com os seus próprios olhos.
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