segunda-feira, 17 de novembro de 2014

[Crítica] V/H/S: Viral


Direção: Justin Benson, Gregg Bishop, Aaron Moorhead, Marcel Sarmiento e Nacho Vigalondo.
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 82 minutos
Título original: V/H/S: Viral

Crítica:

O caos se tornará viral.


Pessoas que gostam de filmes envolvendo contos de terror certamente têm que conferir esta franquia. Independente da qualidade, sempre há pelo menos um conto no meio dessa mistura que irá causar uma boa impressão (como Amauter Night no primeiro filme, e Safe Haven no segundo). E, depois que a segunda parte conseguiu superar a primeira, a expectativa para esta terceira - e, suspostamente a última da franquia - estava nas alturas. Infelizmente, na tentativa de diferenciar dos demais, o roteiro acabou desagradando, sem contar que a falta de um segmento bombástico também pesou no resultado final dessa produção.

Como sempre, não há uma história definida, já que ela é toda dividida através de pequenos segmentos. No entanto, ainda há uma narrativa principal - responsável por ligar todas as outras. Neste caso, a história segue uma perseguição policial atrás de caminhão de sorvete tem chamado a atenção da maior área de Los Angeles. Dezenas de adolescentes obcecados pela fama lotam as ruas com suas câmeras de vídeo e telefones, teimando em capturar o próximo vídeo viral. Mas há algo muito mais sinistro ocorrendo nas ruas do que uma simples perseguição policial. Um efeito sonoro é emitido para todos aqueles obcecados em capturar as imagens obscenas sem nenhum outro fim que não seja diversão ou empolgação. Logo, eles perceberão que eles próprios são as estrelas do próximo vídeo, um no qual enfrentarão a sua própria morte.

O título do segmento principal chama-se Vicious Circles, e falha miseravelmente ao conectar todos os outros. É, de longe, o segmento mais chato de todo o filme. Não há qualquer expectativa da perseguição de carros - ou então do adolescente que consegue ser mais rápido com uma bicicleta do que os próprios carros de polícia. O pior de tudo é que este segmento se encerra da mesma forma entediante que começou, deixando um gosto amargo no final da exibição do longa. Não entendo mesmo porque os roteiristas não voltaram para a casa amaldiçoada. Sinto que eles perderam muita oportunidade de desenvolver aquela locação, que parecia ainda guardar muitos outros mistérios.

O primeiro conto desta terceira parte da franquia chama-se Dante the Great, e conta a história de um mágico e sua capa maldita devoradora de pessoas. A história é OK, assim como os efeitos visuais - que são as melhores partes do filme. Os truques de ilusionismo são bem interessantes, mas eles continuam presos em uma história ordinária. Não estou dizendo que este segmento é ruim, mas também não tem nada de especial. O destaque negativo fica por conta do fato de que o diretor abandona o found footage durante o confronto final. Isso é no mínimo inadmissível, traindo completamente a proposta de toda a franquia.

Parallel Monsters, o segundo segmento desta terceira parte da franquia, se tornou o meu favorito deste filme. Caso tivesse sido introduzido no segundo filme, não teria muito destaque, mas como a qualidade desta sequência é absolutamente questionável, Parallel Monsters acabou chamando atenção. Na história, um cara inventa uma máquina para uma realidade alternativa, e decide trocar momentaneamente de lugar com o seu outro "eu". Esse segmento poderia ter sido maior, e também poderia ter explorado um pouco mais sobre as bizarrices deste outro universo. Ainda assim, é o segmento mais impactante deste filme.

Por último, temos Bonestorm, um segmento que poderia tranquilamente ficar sem os seus primeiros minutos. Quem quer ver um bando de garotos andando de skate sem o menor propósito? O conto já poderia ter começado a partir do momento em que os personagens chegam em Tijuana, porque todas as cenas anteriores foram desnecessárias. Os personagens também são péssimos e sem qualquer personalidade. Apesar das boas cenas de confronto, o segmento termina de uma forma broxante, prometendo muito mais do que cumprindo. E o que dizer do diálogo final? Simplesmente lamentável e fora de contexto. Aliás, o enredo poderia ter explorado um pouco mais sobre o ritual ao invés de focar na estupidez de seus personagens.

Enfim, como vocês podem perceber, esta terceira parte foi apenas "aceitável". Inicialmente, teria mais um segmento, intitulado Gorgeous Vortex, mas este foi cortado da edição final. Ainda não se sabe o motivo para a exclusão deste segmento, mas muitos especulam que possa ter a ver com qualidade ruim. O importante é que, ao final deste filme, fica claro que ficou faltando algo. Esta terceira parte simplesmente não tem um segmento excelente - realmente destruidor - como nos filmes anteriores. Infelizmente, depois do ótimo segundo filme, nossas expectativas foram destruídas com uma conclusão muito meia boca para a franquia (que poderia ter sido muito mais explorada). Como já disse, é assistível, mas não consegue chegar aos pés dos anteriores.


Trailer Legendado:

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