quarta-feira, 8 de outubro de 2014

[Crítica] Wilfred (US) - 3ª Temporada


Status: 4ª Temporada
Duração: 22 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2011
Emissora: FX

Crítica:

É uma vida de cachorro homem.


Depois da minha experiência com a Season Premiere da segunda temporada, eu estava preparado para tudo com o primeiro episódio deste terceiro ano. Apesar de ainda investir no bizarro e nonsense, o episódio não foi super psicodélico quanto Progress, e teve certo potencial para expandir a mitologia da trama. Infelizmente, depois de assistir a temporada inteira, essa Season Premiere me pareceu completamente deslocada do resto da trama. Os roteiristas introduziram uma nova teoria sobre clones, e acrescentaram uma versão afrescalhada do Wilfred, o que provavelmente não deve ser explicado no final da série.

Essa não é a primeira vez que os roteiristas brincam com as teorias dos fãs. Inclusive neste terceiro ano, eles fazem piada sobre as teorias que apontam o Wilfred como um alienígena. Sinceramente, se essa fosse mesmo a resposta, eu ficaria muito decepcionado. E os próprios roteiristas sabem o quanto essa teoria é horrível, e resolveram tirar sarro dela. Diferente da trama do clone, o episódio que apresentou uma nova versão alienígena do Wilfred foi um dos mais interessantes e conceituais da série. Adoro quando episódios inteiros se passam dentro da cabeça do Ryan.

Tivemos alguns momentos bastante marcantes e fundamentais para o desenvolvimento do Ryan nesta temporada. Nós finalmente fomos introduzidos ao seu pai - em mais um episódio psicológico sensacional, devo acrescentar. O roteiro trabalhou em torno do personagem sob diversas perspectivas, usando o Wilfred para desvendar algumas coisas que estavam na nossa frente do tempo inteiro. Afinal, o pai do Ryan é o bicho-papão que tem sido pintado desde o começo da série? Sim e não. Foi provado que ele é bastante manipulador, mas isso não quer dizer que ele seja uma pessoa ruim. O próprio Wilfred costuma controlar todos ao seu redor, e fez algumas coisas horríveis nesta temporada (RIP Jujubinha).

O conceito de família foi bem mais explorado neste terceiro ano, recebendo o foco em um dos melhores episódios da série, chamado Confrontation. Gostaria de ter visto mais interação entre eles, especialmente entre os pais do Ryan. O desfecho para os conflitos entre o Ryan e o seu pai - que atingiram um ponto crítico - foi típico da série, encaixando-se perfeitamente com o que vimos até agora. Não canso de expor que, apesar de ser uma série de comédia, Wilfred trata de assuntos pesados, apoiando-se diversas vezes na morte. Assim como nos anos anteriores, o ceifeiro foi figura marcante no decorrer destes treze episódios. Então confesso que entendo aqueles que acham que o Ryan está morto depois o começo, mas espero que a conclusão da série não gire em torno disso.

Dentre algumas das tramas mais significativas desta temporada, temos o fato do Ryan ter alugado um dos quartos de sua casa. Só deu certo porque sua colega de quarto era extremamente louca, e ainda acho que ela deveria ter recebido mais destaque por parte do roteiro. É difícil se apegar com personagens que nós sabemos que serão passageiros. E os roteiristas fazem um excelente trabalho ao introduzir bons personagens, mas não há espaço na trama para eles serem desenvolvidos adequadamente. Este é o caso da mãe do Ryan, uma das minhas personagens favoritas, mas que basicamente aparece apenas uma vez em cada ano. Pelo menos suas participações são sempre marcantes, o que ajuda a preencher um pouco o seu vazio.

Por outro lado, a irmã do Ryan esteve bastante presente ao longo deste terceiro ano, o que foi agradável. Ela é interessante, especialmente a relação que mantém com seu irmão. Por último, não tem como deixar de comentar o beijo entre o Ryan e a Jenna, que aconteceu da forma mais chocante possível. Considerando que a quarta temporada será a última, parece que tudo está caminhando para sua conclusão, e o relacionamento entre o Ryan e a Jenna está preparado para receber um final apropriado. Enfim, foi uma ótima temporada. Ótimos momentos de comédia, como sempre. Ainda nem terminei os episódios, mas já estou ficando com aquela sensação de luto. Está acabando muito rápido.

Sinto que ainda não estou pronto para saber das respostas, e sequer pensei em me desapegar do Wilfred e do Ryan. Mas o final é inevitável, não é mesmo? Só torço mesmo para não ser decepcionado como em tantos outros casos. Seguirei em frente sem medo, afinal de contas, os roteiristas foram muito inteligentes até agora, e têm uma mitologia forte para se apoiarem no fim. Agora só resta saber se as respostas serão suficientes, ou deixarão um gostinho de quero mais. Uma teoria que está crescendo dentro de mim desde o começo é que mais alguém da série consegue ver o Wilfred como humano. Mas quem poderia ser? Especulações, suas lindas, vocês ainda vão me matar.
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