quarta-feira, 8 de outubro de 2014

[Crítica] Wilfred (US) - 2ª Temporada


Status: 3ª Temporada
Duração: 22 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2012
Emissora: FX

Crítica:

A história de um cachorro e o seu homem.


Depois do final bombante e nonsense da primeira temporada, é claro que eu corri para o segundo ano em um piscar de olhos. Obviamente, muito cedo para revelar qualquer informação mais sólida, fiquei na expectativa para ver como os roteiristas iriam explicar aquela situação chocante no final da temporada anterior. Infelizmente, logo na Season Premiere, somos bombardeados com vinte minutos de imagens psicodélicas e sem sentido. Passa diversas informações, mas nem todas são confiáveis, como pode-se observar pelos episódios seguintes. Então o primeiro episódio dessa temporada certamente pode ter desanimado muitas pessoas que esperavam por algo mais concreto.

É claro que o episódio de estreia deste segundo continua apresentando o humor característico da série, introduzindo novos personagens de uma maneira peculiar, e criando raízes para novas teorias - enquanto reforças outras há muito exploradas. Não tem como assistir a série sem especular qual a explicação por trás de Wilfred. Os próprios roteiristas investem nessa busca pela resposta, enquanto incita os espectadores a montarem o engenhoso quebra-cabeça que aos poucos vem sempre construído pela narrativa. Acho esse mistério interessante, e tenho em mente que não será revelado até o último momento, o que aumenta ainda mais nossas expectativas. Precisa ser algo com bastante significado, que ainda consiga se encaixar com todo o resto já apresentado na série.

Neste segundo ano, tivemos o levantamento de diversas teorias dos fãs de Wilfred. Em um certo episódio, o cachorro brinca que o Ryan tem um câncer no cérebro - o que era justamente uma das minhas suspeitas. Já no episódio final, acrescenta um novo mistério, relacionando o cachorro diretamente com o passado do protagonista. É tudo muito confuso, e eu espero só não ficar decepcionado no final de toda a narrativa. Tenho escrito essas críticas a partir do momento que concluo uma temporada - sem ter assistido nenhum episódio da próxima - para me manter imparcial, e não correr o risco de soltar nenhum spoiler. Gosto de destacar essas teorias em meus textos, porque passa com mais realismo o desenvolvimento da minha exposição com a história.

Essa temporada foi levemente mais sinistra que a anterior. No decorrer desses treze episódios, vimos a morte de um mendigo e o suicídio violento da morte do chefe do Ryan. Os dois temas são pesados para uma série de comédia, e são muito bem trabalhados pelos roteiristas. Especialmente a morte do mendigo, em que o seu destino final serve de lição de vida para o próprio Ryan. Wilfred também está um pouco mais macabro - comendo diversas coisas bizarras em determinado episódio -, além de agir como um verdadeiro psicopata em algumas situações. Nos primeiros episódios desta temporada, o cachorro se mostra um pouco irritante, e é um pouco chato ver o Ryan abaixando a cabeça para todas as suas vontades.

Os episódios finais, porém, resgatam o espírito da série, e voltam a investir no desenvolvimento da relação entre os dois de uma forma mais positiva. Sem perder seus excelentes momentos cômicos, essa temporada investiu bastante em dramas mais sérios, e desenvolveu diversos conflitos psicológicos do protagonista - que podem ser determinantes para o futuro da série. Neste segundo ano, nós literalmente entramos na cabeça do Ryan, e passamos a conhecê-lo melhor. Pensei que o seu pai seria introduzido nesta temporada - até mesmo por ter sido citado tantas vezes -, mas pelo visto essa confronto será deixado para o futuro.

Por último, destaco a introdução da atriz Allison Mack (da série Smallville), que teve certo destaque como o novo interesse amoroso do Ryan. Infelizmente, o término dos dois foi extremamente sem noção, e faltou lógica para acompanhar tal decisão. Para a alegria de todos, o roteiro consertou isso nos episódios finais, e nos trouxe um desfecho com uma cara bem maior de "conclusão". Nada mudou em torno da relação entre o Ryan e sua vizinha, Jenna, que segue firme e forte - e casada - com outro. Se na temporada anterior eu tinha certeza de que eles dois ficariam juntos, nesta, estou começando a mudar meu pensamento. Pode não ser tarde demais, mas seria bom ver o Ryan saindo da sombra desse relacionamento platônico e se apoiando um pouco mais na sua própria vida.
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