quinta-feira, 16 de outubro de 2014

[Crítica] Penny Dreadful - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 60 minutos
Nº de episódios: 8 episódios
Exibição: 2014
Emissora: Showtime

Crítica:

Há alguma coisa dentro de todos nós.


Histórias envolvendo criaturas sobrenaturais - e produções de terror em geral - têm ganhado cada vez mais espaço na televisão. Enquanto nos cinemas as produções recentes não tenham surpreendido muito, não podemos dizer o mesmo das estreias do gênero na TV. Depois de uma onda de séries envolvendo bruxaria, Penny Dreadful resolveu entregar uma trama que juntaria alguns dos mais clássicos personagens sobrenaturais da história, como Frankenstein e Dorian Grey. Como um bom admirador do gênero poderia virar o rosto para tal premissa? Ainda mais uma produção repleta de excelentes atores? Preciso dizer alguma coisa além de "Eva Green"?

A história da série se passa na cidade de Londres na época vitoriana, e conta com personagens clássicos da literatura, como Frankenstein, Conde Drácula e Dorian Gray, e seus contos de horror, origem e formação se misturam à narrativa dos protagonistas. Todos ligados através de uma única narrativa, acompanhamos em primeiro plano a busca desesperada de Malcolm Murray por sua filha, Mina. Ele conta com a ajuda da atormentada Vanessa Ives, que esconde alguns demônios em seu passado - e tem medo de deixá-los sair da escuridão em que os mantém. O caminho da dupla se cruza com diversos outros personagens enquanto eles tentam lidar com o medo interior, assim como os caminhos sombrios em que são levados.

Assim como The Strain, é impossível imaginar a trama de Penny Dreadful sendo contada através de uma emissora aberta. Muito mais do que apenas violenta, a série apresenta uma abordagem psicossexual, com cenas sexuais extremamente perturbadoras envolvendo possessões demoníacas. Os roteiristas se mostram ousados ao introduzirem algumas cenas de sexo improváveis - mas não sem sentido -, que têm um objetivo muito mais profundo do que apenas para apimentar a trama. O sexo aqui não é usado de uma forma gratuita, mas sim como um catalisador para o desenvolvimento de algumas tramas, em especial a da personagem Vanessa Ives.

Reconheço que, apesar de todos os elogios que tenho para dar à série, o primeiro episódio me decepcionou profundamente. Nada é respondido em um primeiro momento, e nós, espectadores, somos guiados pela trama - sem saber exatamente o que está acontecendo - em seus sessenta minutos de duração. O roteiro também não desenvolve nada em sua história, ficando preso apenas à procura da personagem Mina, que, por sinal, é uma das tramas mais fracas apresentadas nesta primeira temporada. A situação melhora - e muito - no segundo episódio, onde somos chocantes profundamente com um desfecho abrupto e violento. É justamente nesse momento que a série ganhou o meu coração - fazendo um personagem perder o seu próprio.

É interessante ressaltar que, apesar de apresentar diversos personagens conhecidos da cultura popular, todos eles ficam à sombra da Vanessa Ives - interpretada de forma sobrenatural pela sempre excelente Eva Green. Ela é responsável pelas melhores e mais impactantes cenas dessa temporada. Certamente carregou a temporada inteira nas costas - apesar de todo o resto do elenco também ser ótimo. A trama envolvendo a personagem também é a mais interessante deste primeiro ano, podendo muito bem se estender para a segunda temporada. As cenas envolvendo possessão demoníaca são perturbadoras e muito bem conduzidas, colocando no chinelo as produções cinematográficas recentes que tentaram causar algum impacto nesse subgênero, como O Último Exorcismo: Parte 2 e A Filha do Mal.

Enfim, todos os fãs do gênero que estão buscando por uma excelente história, muito bem produzida, e cheia de personagens interessantes, não pode deixar de conferir esta série. É uma pena que esse primeiro ano só tenha tido oito episódios, porque alguns outros personagens poderiam ter sido melhores desenvolvidos se tivessem mais espaço. Ainda assim, é infinitamente melhor que os lançamentos atuais. Penny Dreadful consegue repaginar personagens conhecidos, estabelecendo sua própria mitologia ao invés de ficar se apoiando no nome deles para ser reconhecida pelos espectadores. É quase uma obrigação conferir!
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Comentários
2 Comentários

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2 comentários:

  1. Es una serie plagada de personajes formidables y grandes actuaciones. Definitivamente el no ha podido ser más positivo: la serie ha sido definida como "imprescindible", "espectacular, impactante y prometedora" y se ha valorado especialmente tanto la escenografía como el trabajo de fotografía que nada tiene que envidiar a una producción cinematográfica. La nueva temporada temporada está lista y de verdad promete muchísimo, ojalá logre sorprendernos y engancharnos con esta segunda etapa.

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