terça-feira, 28 de outubro de 2014

[Crítica] Pânico na Floresta 6


Direção: Valeri Milev
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 91 minutos
Título Original: Wrong Turn 6: Last Resort

» Essa sequência ainda não foi lançada em DVD no Brasil. No entanto, passará a ser exibida pela TV a cabo em breve, sob o título Pânico na Floresta 6, que é como a franquia é conhecida. O post será atualizado quando/se o filme for devidamente lançado no mercado de vídeo.

Crítica:

A família precisa de sangue novo.

Depois de cinco sequências, todos nós temos que aceitar que essa franquia não irá morrer. As pessoas continuam se perguntando por a Fox continua dando sinal verde para mais sequências, e a resposta é: porque os filmes lucram bastante no mercado de vídeo (e agora também nas plataformas online). Wrong Turn é um nome reconhecido pelos fãs do gênero, e é justamente isso que continua atraindo os espectadores que são fãs dos dois primeiros filmes da franquia. De fato, somos atraídos com a esperança de que a qualidade suba em algum ponto (aquela velha história "não pode ser pior do que o anterior"), mas só passamos a colecionar foram decepções. Esta sexta parte, por sua vez, poderia ter sido o "sangue novo" que os fãs estavam tão desesperadamente precisando.

A história gira em torno de Danny e seus amigos, que vão até um lugar remoto nas profundezas da West Virginia com o objetivo de conhecer Hobb Springs, um hotel misteriosamente herdado por Danny. O rapaz, que cresceu sem familiares, tem esperanças que o local revele um pouco mais sobre o seu passado, enquanto os seus amigos rapidamente percebem que tem algo estranho com os funcionários do hotel. Enquanto o grupo passa a diminuir, Danny vai ficando cada vez mais obcecado pela história por trás de seu passado. Agora, cabe a sua namorada, Toni, proteger os seus amigos de canibais deformados, enquanto luta pelo seu relacionamento com Danny e sua própria vida.

Como vocês podem perceber, nada nesta trama se parece com um típico filme da franquia. Segundo a cronologia (existe alguma?), esta é mais uma prequel, que segue logo depois do filme anterior. Mas toda a trama geral da franquia tem tantos erros de continuidade que tentar ficar encontrando um sentido nisso tudo é uma verdadeira loucura. A boa da verdade é que a intenção dessa sequência é fazer um reboot na história (algo que já havia feito sem qualquer sucesso antes), mas introduz péssimos elementos para apoiar o seu enredo. Herança? Isso é sério? Em qual momento os canibais conseguiram familiares donos de um enorme hotel? São tantas perguntas soltas que é mais fácil ignorar tudo.

Aliás, essa sequência teve a divulgação mais "porca" de todos os filmes da franquia. Apenas um teaser trailer de trinta segundos - que só mostra a cena de abertura - foi liberado. E, tirando a arte oficial do DVD, apenas um teaser poster muito mal feito foi divulgado. Apesar desse filme não chegar aos pés dos dois primeiros, ele merecia sim uma divulgação mais dedicada, especialmente por ser melhor do que os últimos dirigidos por Declan O'Brien. A escolha de um novo diretor foi a decisão mais acertada que a Fox já fez pela franquia há anos (certamente demorou muito mais do que o necessário). Valeri Milev sabe trabalhar com o seu pequeno orçamento, e entrega mortes inventivas e muito bem feitas. Chega daquele horroroso CGI barato!

O diretor até consegue colocar algum suspense em algumas cenas - como a da caça do protagonista -, mostrando um talento bem maior do que O'Brien. Infelizmente, mesmo com uma direção melhor, o filme continua afundando em um roteiro raso e sem a menor lógica. Em determinado momento, os canibais vestem um manto, como se fizessem parte de um culto - o que é algo completamente bizarro. Toda a ideia em torno do ritual da concepção é ridícula. Como sempre costumo dizer, na maioria das vezes, menos é mais. Para que uma história muito mal desenvolvida se um grupo de adolescentes acampando na floresta seria muito mais divertido?

E, apesar dos efeitos estarem acima do esperado - com destaque para a decapitação no começo do filme, que foi muito bem feita -, o mesmo não podemos dizer da fotografia e da escolha do elenco. Primeiro que aquela floresta rala e amarela não conseguiria esconder sequer um coelho, segundo que alguns dos atores são péssimas - principalmente quando estão tentando fingir dor. O diretor também apela para muitas cenas de nudez desnecessárias, além das manjadas sequências de sexo. Até mesmo o casal que morre na abertura teve que parar um pouco para transar. Qual a necessidade disso? Eu me pergunto. Enfim, assim como os últimos da franquia, eu também não gostei desta sexta parte. Como já disse, alguns aspectos estão bem melhores, mas ainda tem que melhorar muito - especialmente o roteiro. O desfecho ridículo também contribuiu - e muito - para afundar o filme. Talvez tenhamos mais sorte da próxima vez (porque certamente haverá uma)!


Trailer:

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Comentários
1 Comentários

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1 comentários:

  1. Esse se superor , muito ruin em pensar que fui assistir com a esperança de que ia ser melhor que os anteriores .

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