sexta-feira, 3 de outubro de 2014

[Crítica] Morte no Lago


Direção: Peter Wellington
Ano: 2013
País: Canadá
Duração: 91 minutos
Título original: Cottage Country

» Este filme ainda não foi lançado em DVD no Brasil. No entanto, foi exibido pela TV a cabo com o título Morte no Lago, que não poderia ser mais genérico. O post será atualizado quando/se o filme for devidamente lançado no mercado de vídeo, o que poderá acarretar na mudança do título.

Crítica:

Um pouco de sangue não estragará o fim de semana deles.

Assim como o found footage, outro subgênero desgastado é o terrir. Filmes viram nesta mistura de gêneros uma oportunidade de entregar produções baratas, sem cuidado com os seus personagens, assim como os efeitos especiais (até porque, é tudo uma palhaçada). Obviamente, eles estão errados. Não é só porque você mistura terror e comédia que isso lhe dá o direito de entregar uma verdadeira palhaçada. De fato, terror é o que mais falta nessas produções recentes. Porém, de vez em quando, surge algo que consegue ficar acima da média, destacando-se em um mar de produções genéricas. Este é o caso de Cottage Country, que apesar de não se tornar um clássico instantâneo, certamente irá divertir os seus espectadores.

A história segue Todd e Cammie, um casal comum a caminho de um final de semana romântico na casa de campo da família. Todd quer que tudo seja perfeito, já que ele pretende pedir Cammie em casamento. Infelizmente, as coisas começam a dar errado com a chegada de seu irmão preguiçoso, Salinger, e sua namorada, Masha. Espaçosos e irritantes, este novo casal levará Todd e Cammie ao limite de suas paciências. Quando Todd acidentalmente mata seu irmão folgado com um machado, Cammie ficará determinada a não deixar a morte no caminho da sua felicidade. Agora, juntos, eles terão que encobrir o seu crime, nem que para isso seja necessário amontoar mais alguns corpos...

Eu não dava realmente nada por este filme. Parecia ser interessante, mas a possibilidade de se tornar uma enorme bobagem era muito grande. Ainda assim, resolvi dar uma chance, porque, particularmente, adoro a atriz Malin Akerman (da cancelada série Trophy Wife). Fiquei um pouco mais empolgado depois de assistir ao trailer. Minhas expectativas continuavam baixas, mas pelo menos sabia que iria me divertir - nem que fosse um pouco. Para minha surpresa, este filme certamente fica acima dos outros lançamentos recentes que seguem a mesma linha. Apesar de apresentar mais comédia do que terror, os dois gêneros estão muito bem equilibrados nesta produção.

Há mortes e violência suficientes para fazer qualquer filme de terror sério ficar com inveja - principalmente aqueles com baixo orçamento. A produção deste filme é excelente, o que garante bons efeitos visuais e de maquiagem. Algumas mortes, em especial a primeira, são bastante gráficas e violentas. O diretor não poupa o espectador, mostrando mais ousadia do que muitos outros diretores que se aventuram no gênero terror. Ainda assim, este é um filme mais leve, que consegue equilibrar situações do dia a dia com alguns assassinatos chocantes. A dinâmica do casal principal é excelente, e sua evolução no decorrer do filme tem um desfecho inimaginável.

Até a metade do filme, você não consegue imaginar como a história poderá terminar. O casal vai conseguir se safar de seus assassinatos? Eles serão presos ou irão morrer? Não há muitas possibilidades para o que pode acontecer, por isso que o roteiro merece destaque em sua ousadia ao nos entregar uma conclusão que certamente ninguém poderia esperar. O final flerta com o tom negro apresentado no decorrer do filme, destacando-se mais uma vez das outras produções similares - e até mesmo dos filmes de terror mais sérios. Geralmente, o final dos filmes consegue afundá-los, mas este segue na contramão, levantando ainda mais o patamar da história. Vocês podem até não concordar, mas certamente todos ficarão pensando sobre a última cena por alguns minutos.

Enfim, gostei bastante deste filme e não me arrependo que tê-lo visto. É uma história simples, com personagens assassinos e cativantes. Mistura momentos bizarros com situações do dia a dia, assim como cenas cenas com mortes nojentas. História afiada e muito bem nivelada, que resulta em um desfecho surpreendente. Poderia ter tido mais mortes, porque os ataques do casal inexperiente foram algumas das melhores partes do filme. Bem, a decisão é de vocês! Está mais do que recomendado, e certamente ajudou a lançar uma luz no subgênero terrir, que há muito tempo só esteve reciclando lixo.


Trailer:

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