domingo, 26 de outubro de 2014

[Crítica] American Horror Story - Freak Show | 4x03: Edward Mordrake: Part 1


Todos nós vamos morrer.

Review:
(Spoilers abaixo)

Assistir American Horror Story sem ao menos ver as promos ou notícias do próximo episódio, podem lhe trazer surpresas tanto agradáveis quanto desagradáveis. É exatamente por isto que estou passando.

Estava me agradando, o fato de Freak Show ser a primeira temporada da série a não abordar uma temática sobrenatural. Digo, até então, não tínhamos fantasmas, demônios, bruxas, seres mitológicos... nada. Até então, a série explorava o medo a partir de seres humanos, tendo eles deformidades físicas ou não, de certa forma, tudo real. Essa inovação se mostrava bastante interessante para uma série que sempre abordou o sobrenatural de uma maneira tão explícita. Não que eu não goste do sobrenatural, mas seria interessante se o terror “real” fosse mantido até o fim. O que não foi feito.

A lenda de Edward Mordrake, apesar de ser muito interessante, me decepcionou um pouco. Seria melhor se tudo ficasse como lenda e que a cena musical – super brega – onde Edward aparece ao meio de gelo seco da cor verde, nunca tivesse acontecido. Cenas musicais que, inclusive, já estão sendo um pouco repetitivas. Jessica Lange e Sarah Paulson deram um show cantando, mas mostrar isso em todo episódio já está ficando chato. Está na hora dos produtores fugirem do “número musical do episódio”.

Apesar de extremamente arrastado, o episódio teve os seus bons momentos, como a chegada dos personagens de Denis O’Hare e Emma Roberts. Os pilantras, em busca de dinheiro – momento onde a inspiração em “Freaks”, de Tod Browning, chega até a gritar –, chegam à cidade com a intenção de conseguirem alguma aberração do circo, de preferência morta, para exporem em um museu. É daí que saiu uma ótima cena, onde a personagem de Emma tapeou bonito a da Jessica Lange, que até então se mostrava muito esperta.

Kathy Bates foi o grande destaque do episódio. A atriz mostrou o seu imenso talento que já estamos cansados de conhecer em duas cenas belíssimas. Uma, quando faz uma consulta à um médico e descobre que tem pouco tempo de vida. Outra, quando é assombrada pela invocação de Edward Mordrake, e nos revela todas as atitudes de seu passado negro, num discurso de arrependimento, onde fica de cara com a sua morte. O perdão foi concedido à Ethel, mas, aparentemente, Mordrake levará algum outro personagem na continuação do episódio. Fiquei bastante curioso para saber quem será o escolhido. Espero que não seja a pequenininha lá.

Os Mott continuam rendendo ótimas cenas e mantendo o nível de apelo visual que eu tanto tenho gostado até agora. O terror real, dado a partir de disfarces. Um dos trunfos da temporada, que eu espero que tenha um desfecho digno. Aliás, está demorando pra Patti LaBelle aparecer cantando “Lady Marmalade”.

Enfim, semana que vem teremos a continuação desse episódio especial de Halloween. Espero que o segundo seja bem melhor que este primeiro, que não me empolgou muito, apesar de ter ótimas cenas. Até a próxima!
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