sábado, 13 de setembro de 2014

[Livro] The Double Me - 2x13: Keep Calm, You're Just My Hostage [+18]

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Previously on The Double Me... 
Hamptons, Nova York. Foi lá que tudo começou. 

Nate tinha apenas 15 anos quando foi traído pelos amigos e exilado da cidade para evitar os escândalos de sua vida secreta com o namorado. Eles pensaram que a guerra havia acabado, mas este era apenas o começo.

Nos três anos que sucederam sua trágica perda, Nate transformou-se em um cruel vingador, capaz de perder a si mesmo dentro do próprio ódio para derrubar todos aqueles que lhe fizeram mal. A chegada repentina de seu irmão gêmeo pode ter mudado seus planos, mas nada irá impedi-lo de concluir seus objetivos. No final, será olho por olho. E dente por dente.

A estrada até aqui deixou muitos assuntos inacabados. Após assistir os vídeos proibidos de Jensen de Kerr, Justin embarca com uma arma de fogo numa perigosa vingança, de onde o destino nunca o deixaria sair vivo. Nate sobreviveu ao ataque do inimigo, mas seu bem-estar custou o de Jensen, que foi baleado no peito. Agora todos terão que correr contra o tempo para salvar a vida de Jensen e Alex de seu perigoso sequestrador.
Quem vive, quem morre, quem vai ao topo e quem vai à falência, é apenas uma questão de tempo até descobrirmos. 

2x13:Keep Calm, You're Just My Hostage
"As coisas que fazemos por amor..."

House of Trepidation by Jakalope on Grooveshark

Alex finalmente abriu os olhos ao som de uma enorme goteira no teto. Com a cabeça latejando e a vista embaçada, mal conseguiu saber se o ambiente sujo que estava fitando era o teto ou o chão. A ultima coisa que lembrava era o estacionamento do hotel de Thayer, tão medonho quanto desabitado. Ou tinha sido apenas um sonho?

Quando tentou mover o braço para enxugar o suor em seu rosto, percebeu que estava dentro de um quarto com higiene precária, com os braços amarrados a uma cama velha. Não precisava de mais nada para entender que estava correndo perigo.

— Tenha calma. — Pediu George, ao lado. Na mão direita havia uma xícara do chocolate quente que fizera para seu convidado especial.

Alex virou para encará-lo, com os olhos assustados. George estava ali para ajuda-lo ou era o culpado por seu sequestro? Parecia que estava prestes a esclarecer todas as suas dúvidas.

— Que bom que você está bem — George sentou na pequena cadeira ao lado e deixou a xícara de chocolate em cima do criado mudo. — Brett não sabe ser gentil...

— O que? Quem é Brett? O que eu estou fazendo aqui?

— Brett é meu irmão, ele faz tudo por mim.

Alex fechou os olhos e deitou a cabeça no travesseiro. Não tinha ouvido muita coisa do que George dissera por causa da dor insuportável.

— Eu apliquei analgésicos em você enquanto dormia. Sua dor de cabeça pode passar a qualquer instante.

— Eu quero ir embora — Alex engoliu em seco e mordeu os lábios, tentando não pensar na dor.

— Você vai embora, querido — George acariciou seu cabelos molhados de suor. — Quando tudo isso acabar, vamos para onde você quiser.

— O que você...? Eu não...

— Shhh, tente relaxar. Você precisa descansar mais um pouco...

— Eu não quero descansar, me deixe ir embora! — Alex gritou.

— Mas você não pode, seu lugar é aqui comigo — George o acariciou mais um pouco enquanto Alex tentava esquivar-se o quanto podia. — Você sabe que eu te amo mais que qualquer coisa, não é? Você vai ser...

— Não! — Alex gritou novamente, forçando as algemas. — Eu quero ir embora! Me deixe ir embora!

— Não, meu amor, você não pode. Tente se acalmar...

— Não!

George se afastou, assustado. A reação de Alex havia sido como um banho de água fria para seus sentimentos. Talvez o processo de aceitação tivesse que levar mais tempo do que o necessário.

— Me deixa sair! — Alex debatia-se na cama sem ligar para a pressão das algemas em seus pulsos.

Além da dor, ele sentia o corpo inteiro tremer de agonia. Não era possível que aquilo estivesse acontecendo. Sua vida não era um filme de horror, sua vida não poderia ser um filme de horror.

— Alex, por favor... — George pediu. Doía exageradamente ver o amor da sua vida sofrendo daquela maneira.

— O que está acontecendo? — Brett correu para dentro do quarto.

Usava uma camiseta que destacava seus músculos exagerados e deixava a mostra todas as dezenas de tatuagens e piercings que colocara no corpo. A cabeça calva, a pele bronzeada e o cavanhaque alegórico lhe davam uma aparência intimidante que assustava a todos, menos seu irmão mais novo. O laço entre ambos seria sempre mais forte que qualquer outra coisa.

— Ele está nervoso — George sussurrou.

— O que você fez com o moleque? — Brett fitava Alex om o olhar furioso. — Quer que eu dê um jeito nele?

— Não! Não toque mais nele!

— Ele vai ficar gritando!

George olhou para Alex. Aquele escândalo poderia chamar a atenção dos vizinhos a qualquer momento.

— Dê alguma coisa para ele dormir. Conversamos assim que o efeito passar.

Brett foi até a penteadeira próxima a janela onde estavam os remédios e as seringas. Colocou sedativo dentro de uma delas, caminhou até Alex e preparou o ataque.

— Não, por favor! — Alex implorou. Havia como se defender estando acordando, mas inconsciente, nada poderia salvá-lo.

— Você vai dormir, garoto escandaloso — Apertando levemente a ponta da seringa, Brett derrubou uma boa parte do sedativo no chão.

— Não, por favor! — Alex engoliu e seco. — Por favor, eu paro! Eu paro! Por favor!

— Sim, você vai parar — Brett segurou no braço dele e preparou-se para enfiar a agulha.

— Por favor! — Alex apelou para George. — Por favor, não deixe ele fazer isso comigo! Por favor!

George preferiu olhar para o outro lado. Encarar aquela cena de tortura era insuportável. Mesmo que soubesse que existem males que vêm para o bem.

— Brett, para! — Ele pediu. O irmão recuou imediatamente. — Essa vai ser a primeira e única vez que vamos confiar nele. Se fizer isso outra vez, vamos coloca-lo para dormir de verdade.

Alex olhou para Brett, não estava tão certo de que ele iria desistir de injetá-lo sedativo. Brett também olhou para ele, com desconfiança, sabia que o amor de George acabaria atrapalhando o plano inteiro. Mais cedo ou mais tarde, Alex poderia aprender a usar isso a seu favor.

— Então Alex, você quer conversar? — George cruzou os braços.

— Quero — Alex engoliu em seco.

Brett o alertou com os olhos mais uma vez antes de se retirar. Caminhou na direção do irmão e olhou em seus olhos.

— Ele está fingindo, George.

— Um dia ele vai perceber que não tem outra escolha a não ser me amar.

— Você quem sabe — Brett finalmente deixou o quarto.

Alex começou a se perguntar se deveria sentir alívio. Estava suado, com a respiração ofegante e os pulsos doendo de tanto forçar as duas algemas. Com um irmão como Brett, George poderia mantê-lo reclusado por quanto tempo quisesse.

— George, por favor. Minha família tem dinheiro, você pode pedir quanto quiser!

— Acho que você sabe porque está aqui, Alex — George sentou-se novamente na cadeira de ferro. — Só quero que você saiba que não pretendo lhe fazer mal. Tudo o que eu quero deixar você perto de mim. Você não tem ideia de quanto tempo esperei para tê-lo na minha cama, para olhar nos seus olhos e dizer que vai ficar tudo bem...

— Então por que não me solta? — Alex tentou controlar a voz trêmula. Fingir firmeza poderia lhe dar uma grande vantagem sobre seu inimigo.

— Não posso te soltar antes de você aprender a me amar...

— As coisas não são assim –Alex fungou. — Isso não é certo...

— Tudo o que fazemos por amor... — George parecia encantado com as próprias palavras. — Sempre gostei dessa frase.

Alex não conseguiu suportar. Quando percebeu, todas as lágrimas presas já estavam caindo por suas bochechas.

— Por favor, me deixe sair. Eu juro que não conto a ninguém...

— Você não pode me pedir para viver sem você — George segurou no rosto com a mão esquerda. — Eu só quero que você entenda.

— Eu não quero morrer aqui...

— Estou fazendo isso para o seu bem — George se levantou e deu meia volta.

— Aonde você vai? Você vai sair?

— Você precisa ficar sozinho para pensar no que é melhor para você — George caminhou até a porta. Ao tocar na maçaneta, decidiu olhar para Alex mais uma vez.

— Não! Por favor! Por favor!

— Sinto muito.

George fechou a porta e escorou-se nela logo em seguida. Tudo o que queria era ter Alex ao seu lado. E iria tentar de todas as maneiras antes de tomar medidas drásticas.


Lydia caminhou lentamente até o sofá da sala de estar. Deixou a pequena xícara de chá em cima da mesinha de centro e apertou um botão no controle remoto. A tarde seria dedicada aos programas culinários do canal sete, que sempre ensinava como fazer sobremesas sofisticadas.

Mas dois minutos, como de costume, foi tudo o que conseguiu parar aproveitar a calmaria de seu lar. Nate tinha acabado de passar pela porta da frente, tão furioso quanto assustado.

— Nate? — Ela se levantou. O garoto estava subindo as escadas com uma rapidez insana. — Nate?

Lydia estava certa de que algo havia acontecido. Jogou o controle remoto de volta no sofá e subiu as escadas. Nate já estava dentro de seu quarto, quebrando absolutamente tudo o que encontrava pela frente. Primeiro o abajur em cima do criado mudo, depois os objetos na penteadeira, até a vidraça das janelas e o computador. Não satisfeito com a destruição, ele correu para dentro do closet, onde havia todos os seus objetos pessoais e insubstituíveis. Lydia chegou tempo para vê-lo jogar as roupas no chão e rasgar as que possuíam um tecido mais delicado. Depois foi a vez das caixas de sapatos e do enorme espelho a direita, que quebrou em mil pedaços e deixou seu punho cheio de sangue.

O pequeno altar de vingança ainda estava lá, no mesmo esconderijo. As fotos de Amber, Kerr e Justin possuíam a letra X pintada na cor vermelha enquanto a de Jensen e Gwen permaneciam intactas. Há poucas horas, observar seus méritos seria motivo de orgulho, mas agora só havia escuridão. Jensen estava entre a vida e a morte em um hospital e Justin em cima de uma mesa no IML. Não havia como fugir de sua própria responsabilidade.

Dando gritos histéricos, ele derrubou o pequeno altar, rasgou todas as fotos e arremessou longe todas as velas. Feito isso, nada lhe restou a não ser jogar-se no chão junto de todos os cacos de vidro do espelho. Naquele momento, estava sentindo como se fosse um deles.

— Nate? — Lydia aproximou-se cautelosamente. — O que aconteceu?

Nate não respondeu. O choro compulsivo parecia ouvir apenas a voz da própria consciência.

— Nate? — Lydia insistiu. — Fale comigo...

— Ele atirou em mim... — Nate limpou as lágrimas. — Deveria ser eu, não Jensen... Ele não tem culpa.

— Jensen... Está machucado?

— Deveria ser eu, deveria ser eu... — Por mais que tentasse, Nate continuava desorientado.

— Eu sinto muito, Nate... — Lydia abaixou-se para olhar em seus olhos. Mesmo cheios de lágrimas, os olhos verdes de seu neto continuavam sendo os mais lindos que sua alma fadigada pôde encarar. — Há alguma coisa que eu possa fazer por você?

— Justin... Eu o vi morrer. Ele tirou sua vida bem na minha frente... — Bastava fechar os olhos para Nate ouvir novamente o barulho do disparo. — Não houve nada que eu pudesse fazer...

Lydia assentiu. A expressão continuava condescendente, mas por dentro, seu coração acelerava a cada segundo. De acordo com Nate, Justin havia cometido suicídio e Jensen estava no hospital. O que realmente aconteceu para que as coisas fossem elevadas a um nível tão extremo?

— Jensen, ele... — Nate continuou. — Ele me salvou. Ele me salvou...

— Tudo bem, Nate. Você não fez nada...

— Se ele morrer... Não haverá mais nada para mim.

— O que isso quer dizer?

— A vingança termina aqui.

Next...
2x14: The Inner Workings of My Mind (20 de Setembro)
Capítulo bem curtinho só para dar uma trabalhada no drama dos gêmeos. Mas semana que vem tem flashback sobre um shipp que está crescendo a cada semana... No Spoilers!

Bônus: Como meu notebook emprestado começou a apresentar problemas, não tive como procurar um Dreamcast pra hoje. Então fiquem com o novo do Jensen, que eu salvei há algumas semanas. O cara está entre a beira e a morte, mas continua assim, todo heartbreaker por onde passa, haha.

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1 comentários:

  1. Autor do blog te mandei um e-mail no contado. Espero uma resposta. Abraço!

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