domingo, 28 de setembro de 2014

[Crítica] Scandal - 3ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 42 minutos
Nº de episódios: 18 episódios
Exibição: 2013/14
Emissora: ABC

O segredo vazou.

Crítica:
Spoilers Abaixo!


Não há a menor dúvida de que Scandal, atualmente, é um dos maiores fenômenos da televisão americana. Depois de uma estreia modesta, a série viu o seu público aumentar surpreendentemente, tornando-se um dos maiores hits da emissora ABC. Scandal não precisa mais ficar à sombra de Grey's Anatomy. Em apenas dois anos, a série conseguiu ganhar o seu próprio espaço e uma base leal de fãs. Mas o que tem de tão chamativo no enredo deste programa? Por que, ao invés de perder os seus espectadores com o tempo, ela os ganha? Essa é uma pergunta muito fácil de ser respondida: Porque a série a boa! Vamos aos escândalos desse terceiro ano?

O principal gancho para esta terceira temporada foi a revelação de que a Olivia Pope era a amante do presidente. Obviamente que as cenas finais chocaram todos os espectadores, mas não era muito difícil imaginar como este problema poderia facilmente ser contornado. Algo semelhante aconteceu na primeira temporada, e voltou a se repetir nesta terceira. Como nossa querida Olivia sempre diz, é importante controlar a narrativa. E nada é melhor para se livrar da culpa do que a jogando em cima de outra pessoa. Uma saída bastante previsível em uma temporada cheia de revivoltas e momentos de tirar o fôlego. E, mesmo que a saída para o problema inicial deste terceiro não tenha sido a mais original, tudo foi executado de forma convincente, principalmente por terem tratado a Olivia como uma cliente, ou seja, sem que ela estivesse controlando os fatos, mas sim, sendo controlada por eles.

Esse novo ano também foi responsável por um caos político na Casa Branca. A reputação do Fitz foi para a lama depois de todo o escândalo envolvendo uma amante estourou na mídia, o que abriu espaço para que novos concorrentes tentassem suas chances nas eleições. Foi interessante ver essa disputa pelo poder, e, principalmente, a jogada brilhante do enredo nos episódios finais, conseguindo surpreender com o óbvio. Ninguém realmente esperava que o Fitz saísse do poder e fosse brincar de casinha com a Olivia, mas os acontecimentos que levaram a sua reeleição foram de cair o queixo. Certamente um dos pontos mais altos e emocionais desta terceira temporada.

Este ano também marcou a participação especial de Lisa Kudrow (a eterna Phoebe Buffay de Friends), em um papel sério e muito diferente do que estamos acostumados a vê-la. Foi uma gratificante surpresa - ainda que rápida. Kudrow conseguiu convencer em seu papel, saindo do seu lugar comum, e entregando uma personagem forte, mas que infelizmente não estava pronta para enfrentar todos os golpes baixos das eleições. Sally Langston também teve um grande destaque, tentando apunhalar Fitz pelas suas costas, enquanto tentava se autopromover sem muito esforço bem embaixo dos seus olhos. Ela conseguiu traçar um plano interessante, que acabou afundando por causa das tendências homossexuais do seu marido - algo que ela não conseguiu lidar muito bem, como vocês puderam ver.

Esses eventos estão intimamente relacionados com o Cyrus e o James. Nunca fui um grande fã deste casal. Todas as cenas deles são péssimas, e suas discussões banais realmente conseguiam quebrar todo o ritmo da narrativa. Neste terceiro ano, porém, as intrigas do Cyrus tornaram o seu parceiro um pouco mais interessante. No final de tudo, as consequências das atitudes de Cyrus foram crescente como uma bola de neve, o que levou a um final trágico e chocante. Não fiquei exatamente triste, muito pelo contrário, foi interessante ver como o enredo conseguiu aproveitar um dos seus personagens mais chatos, dando-lhe mais espaço para acarretar em um desfecho marcante.

Por último, não posso deixar de falar sobre a Olivia Pope, que encarou o diabo nos olhos nesta temporada. Infelizmente, ela não conseguiu identificar o verdadeiro mau a tempo. O crescimento do seu pai na trama foi mais do que bem-vindo. Joe Morton está perfeito do papel do Papa Pope, e certamente ainda terá muito com o que contribuir na trama futuramente. O mesmo devo dizer da Mama Pope, que apesar de ter aparecido pouco, foi responsável por alguns dos eventos mais chocantes da temporada. Quem pode culpar a Olivia de fugir para o desconhecido? Com uma família dessas... Enfim, nos veremos na quarta temporada, porque, a partir de agora, não há volta.

Confiram, também, as críticas semanais desta temporada:

1. It's Handled (Season Premiere) | 2. Guess Who's Coming To Dinner | 3-4. Mrs. Smith Goes To Washington/Say Hello To My Little Friend | 5. More Cattle, Less Bull | 6. Icarus
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