segunda-feira, 18 de agosto de 2014

[Crítica] True Blood - 7x07/08: May Be The Last Time / Almost Home


O fim verdadeiro está próximo.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Restam agora apenas dois episódios para nos despedirmos de vez de True Blood. Não estou preparado psicologicamente! E nunca me cansarei de dizer que, por mais que a série não seja perfeita, é boa o suficiente para entreter e poderia durar muitos anos ainda. O oitavo episódio só serviu para cravar ainda mais a estaca no meu coração. Até mesmo o título insinua o desfecho iminente, e eu não estou sabendo lidar. Alguém, por favor, me ajuda a segurar o forninho, porque está sendo muita pressão para minhas mãos. Enfim, vamos abrir nossos olhos e corações e aproveitar enquanto podemos.

O sétimo episódio ficou bem abaixo das minhas expectativas. Não teve nada realmente relevante, o que é estranho, considerando quão perto do final definitivo a série se encontrava. É por isso que desanimei - e muito provavelmente levou a esta review dupla. Sarah, como de costume, foi uma das únicas que continuou se saindo melhor do que a maioria. Também não me canso de dizer que a participação dela nesta reta final é uma das melhores decisões dos roteiristas. Apesar de ser introduzida como uma personagem sem importância, Sarah ganhou força e saiu da sombra dos outros personagens ao seu redor para brilhar sozinha. E, mesmo sendo caçada pela mundo, continua apresentando o seu melhor lado.

A cena em que ela começa a ter alucinações com o seu ex-marido, o Jason e o budista morto foi sensacional. Inclusive as suas convicções sendo testadas, enquanto ela finalmente percebe que não precisa escolher, porque é o próprio Messias. Tudo muito sem noção, e só funciona justamente por se tratar dela: Sarah. A personagem já matou diversos, fez coisas terríveis, mas sempre manteve um certo carisma. E acredito que passamos a gostar dela justamente pelo fato dela ser maluca. O destino final da Sarah é um dos quais eu mais estou curioso. Todos os outros parecem bastante certos - principalmente a esta altura -, mas tudo pode acontecer com a nova Messias. Muito provavelmente irá morrer, mas espero que os roteiristas consigam sair do lugar comum e surpreender.

No sétimo episódio ainda tivemos o retorno do Hoyt - para selar algumas tramas que tinham ficado abertas no passado. Ele veio acompanhado de uma garota, o que ajudou a desmoronar qualquer desenvolvimento que o Jason tenha apresentado nos últimos anos. Muito ridículo e forçado ele ficar completamente atraído pela namorada do ex-amigo. Chega até a ser sobrenatural! Jason está querendo outra namorada do Hoyt? E ainda tem outras duas em guerra por ele? Um dos piores pontos dessa reta final - mas somente em torno do Jason. O retorno do Hoyt fez bem para a Jessica. E eu surpreendentemente gostei das cenas deles juntos.

Lembro que não suportava esse casal nos seus momentos finais, mas também lembro que eles eram adoráveis no começo. E foi isso que vimos no oitavo episódio: um novo começo. É muito legal ver que o Hoyt "manteve" essa conexão com a Jessica - mesmo não lembrando do seu passado com ela. E se antes tudo indicava que a ruiva terminaria com o Jason, agora o forninho caiu na cabeça do irmão da Sookie, e o Hoyt foi aquele capaz de segurar. A nova personalidade mais durona do personagem também ajuda a torcermos por ele. No final de tudo, eu realmente apreciei a cena da Jess e do Jason no carro, e acredito que essa tenha sido a conclusão dos dois, o que foi bastante satisfatório.

Por falar em conclusão, Tara Mae também alcançou a dela. Depois de muito nonsense, o seu plot do vício de sangue e as visões com a sua filha finalmente alcançaram o seu ápice (isso depois de aparecerem por apenas 2 segundos no sétimo episódio). Foi bonitinha a despedida entre mãe e filha - até mesmo o flashback. Elas precisavam se acertar. Só acredito que o roteiro poderia ter trabalhado em torno disso de milhões de maneiras muito mais interessantes - inclusive deixando a Tara viva. Até porque, apesar do desfecho desse plot ter sido legal, todo o resto foi um sofrimento mal conduzido. Até hoje não entendo porque eles resolveram matar a Tara. Mas vamos superar porque esse leite já azedou.

Como eu havia dito no texto anterior, o único jeito do Bill ter um ótimo final é se ele morrer. Essa possibilidade se tornou fraca depois da promessa da cura, mas parece que o enredo realmente vai investir nisso. Se, por acaso, ele acabar se salvando no final, todo o desenvolvimento em torno dele nesta temporada foi um desperdício total de tempo. Estamos acompanhando sobre o seu passado, conhecendo melhor do personagem, porque a trama está dando a entender que essa é a "despedida" dele. Até mesmo o fato dele ter se reconciliado com a Sookie. Tudo está apontando para um final peculiar para o personagem, e mudar isso nos momentos finais seria uma enorme covardia.

Achei muito interessante a tramoia dos japoneses lá. Não fornecer a cura, mas apenas um tratamento temporário. Faz muito sentido e está totalmente de acordo com o que a série tem apresentado desde então. Mas agora que eles já têm a cura, fico me perguntando o papel da Sarah nos próximos episódios. Ela tentará fugir? Como isso vai acontecer? Bem, como já disse, vamos esperar que tudo seja o melhor possível, porque é triste quando uma série termina deixando uma sensação amarga na vida dos espectadores (Dexter mandou um oi). Será que True Blood se salva?
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