quinta-feira, 7 de agosto de 2014

[Crítica] Sharknado 2: A Segunda Onda


Direção: Anthony C. Ferrante
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 90 minutos
Título Original: Sharknado 2: The Second One

Crítica:

Shark happens!

Logo quando vocês pensavam que poderiam soltar a serra elétrica e pegar a sombrinha, os tubarões estão voando novamente. Poderíamos falar mal deste filme por meses e meses, mas não podemos negar que é um sucesso. Obviamente, mais do que nunca, observamos que esta palavra não está ligada com qualidade. Porém, gostando ou não, a franquia Sharknado passou de fenômeno meteorológico para instantâneo, e só tende a ganhar força nos próximos anos. Esta sequência conseguiu superar o original em termos de audiência, registrando os maiores números de um filme original da história do canal. Com isso, vocês podem ter certeza: a tempestade não irá acabar tão cedo.

Depois dos eventos catastróficos em Los Angeles, a aberração meteorológica conhecida como "Sharknado" está vindo em direção a Nova York. Por coincidência, Fin e April - sobreviventes do primeiro filme - estão na área para visitar alguns parentes, mas não esperavam ter que usar suas habilidades contra tubarões voadores mais uma vez. Agora, o casal e outro grupo de sobreviventes desesperados terão que lutar por suas vidas, enquanto a cidade é alagada e cercada por tubarões raivosos. A única esperança de salvar Nova York é parar com a tempestade, o que não pode ser tão fácil, considerando que ela é bem maior que a anterior. Peguem uma motosserra, e corram por suas vidas!

Eu destruí o primeiro filme na minha crítica, e minha opinião continua a mesma. Esta franquia foi feita para ser ridícula, todos sabem disso. Ninguém assiste Sharknado porque acha que vai ser bom, e é justamente com isso que os produtores estão contando. Este segundo filme, por exemplo, foca bem mais em divertir os espectadores do que contar alguma história. Basicamente é o mesmo que vimos no filme anterior, só que ainda mais sem noção. Quando você pensa que algo não pode piorar, eles vão lá e trazem outro filme de tubarões voadores - e agora em chamas! -, arrastando todos os curiosos para o centro dessa tempestade.

Confesso que me diverti muito mais assistindo essa segunda parte. O roteiro cortou boa parte dos diálogos dramáticos - apesar deles ainda existirem -, e investiu em novos personagens menos enjoados. Tara Reid, que era uma das piores coisas do original, deixou de gritar e reclamar para se tornar uma heroína com uma serra no lugar da mão. Impossível não lembrar de Evil Dead 2, apesar de ser quase um pecado fazer essa comparação. Ian Ziering, que interpreta o protagonista Finn, entrega exatamente aquilo que é exigido dele: uma interpretação muito picareta, e meia dúzia de cenas movimentando uma serra elétrica. Há uma cena em especial que merece destaque, que é quando ele serra um tubarão em dois em câmera lenta. Dentre os novos personagens, a única que merece ser comentada é a Vivica A. Fox, que pegou com orgulho o seu atestado de fim de carreira.

Os efeitos visuais continuam aquela porcaria mal feita que todos estão esperando. Provavelmente, apontar os erros digitais da produção é um dos elementos mais divertidos para os espectadores, então é claro que os produtores não mexeriam um dedo para melhorar qualquer aspecto neste quesito. Apesar do novo filme se passar em Nova York, poucas são as cenas que remetem à cidade. A única cena mais marcante é a que envolve a cabeça da Estátua da Liberdade, porque não há nenhuma outra sequência de destruição que remeta a Big Apple. Justamente por se passar na cidade grande, a produção se tornou ainda mais precária.

Vocês sentiram falta de alguma coisa na tempestade do século? Eu diria que faltou... água. Raras são as vezes que cai alguma coisa do céu que não seja tubarões. Sem contar o chão completamente seco. Gravando em uma cidade grande, os produtores não quiseram gastar dinheiro fechando os locais, e rodaram tudo de qualquer jeito, acrescentando todos os efeitos depois por meio de computação gráfica. Na única cena que se passa na famosa Times Square, não há pânico nenhum além do forçado pelos atores. Se vocês olharem além deles, verão que todas as outras pessoas estão seguindo normalmente com suas vidas. Junte isso com as cenas onde claramente está fazendo muito sol - no meio da tempestade apocalíptica -, prédios completamente alagados e ruas secas, e tubarões voadores pegando fogo (direto do inferno!).

Esses são alguns dos erros que separei, mas há diversos outros que vocês certamente irão se divertir ao encontrar. Há ainda alguns rostos conhecidos de subcelebridades, que só aparecem para morrer, como Kelly Osbourne e o blogueiro Perez Hilton. Enfim, vocês sabem exatamente o que esperar desta sequência. Continua tudo muito ruim, ridículo e mal feito, mas certamente vai divertir quem estiver procurando exatamente este tipo de filme. Não leve a sério, porque graças a Deus o próprio filme deixou de lado a sua abordagem mais dramática. A terceira parte já recebeu sinal verde, e eu sei que acabarei vendo, assim como vocês que já acompanharam as duas primeiras partes. Como apontava a tagline do primeiro filme, "já foi dito o suficiente".


Trailer:

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