segunda-feira, 4 de agosto de 2014

[Crítica] Capitão América 2: O Soldado Invernal


Direção: Anthony Russo & Joe Russo
Ano: 2014
País: EUA
Duração: 136 minutos
Título original: Captain America: The Winter Soldier

Crítica:

Em heróis nós confiamos.

Antes mesmo de estrear em território nacional, a sequência de Capitão América: O Primeiro Vingador passou por algumas polêmicas. Não é nada em torno dos bastidores do filme, mas sim sobre a indecisão da Disney em colocar um subtítulo definitivo para esta segunda parte. A primeira proposta de subtítulo foi o quase literal O Soldado do Inverno, o que causou revolta por parte dos fãs. O vilão apresentado no filme é conhecido nacionalmente como Soldado Invernal, e, depois de muitas reclamações, a distribuidora optou por agradar os seus fãs e traduziu o título adequadamente. Vale lembrar ainda que por pouco esta sequência não se chamou Capitão América: O Retorno do Primeiro Vingador, o que teria sido a pior de todas as opções.

No filme, após os cataclísmicos eventos em Nova York, Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vive tranquilamente em Washington, tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado — o Soldado Invernal.

Estava bastante ansioso para acompanhar esta sequência e ver qual rumo os produtores dariam para a franquia do Capitão América. Como já afirmei na crítica do primeiro filme, não sou familiarizado com os quadrinhos deste personagem, então não posso fazer comparações. O que eu posso dizer é que eu gostei da direção que o enredo foi levado. Principalmente por se manter conectado com a trama apresentada no primeiro filme, estabelecendo uma conexão não só com a franquia deste herói específico como também com o universo único que está sendo construído pela Marvel.

Apesar do personagem central da história ser o Capitão América, o enredo acerta ao trazer de volta outros rostos conhecidos dos recentes filmes da Marvel. Neste caso, estou falando da Viúva Negra e o, praticamente imortal, Nick Fury. Eles têm excelentes momentos neste filme, em especial a Viúva Negra, que fica lado a lado com o protagonista na maior parte do filme. Ainda espero por um filme solo dessa personagem, que continua desenvolvida e preparada para assumir sua própria franquia. Além desses conhecidos, o enredo também introduz personagens novos, como o Falcão e o Soldado Invernal. Gostei bastante de toda a trama envolvendo este último, e espero ver muito mais no já confirmado terceiro filme da franquia.

Chris Evans se mostra muito mais confortável na pele do super-herói que interpreta, e os seus movimentos em combate estão muito mais elaborados. Seu escudo é usado com mais habilidade, e tem um destaque maior do que no primeiro filme. Há pelo menos duas sequências de tirar o fôlego: a sequência que acontece na ponte e a parte final. Além disso, Capitão América 2: O Soldado Invernal é um filme empolgante, que não esquece das clássicas cenas de humor negro. Neste quesito, o destaque fica por conta da interação entre o Capitão América e a Viúva Negra. Muitos especularam um envolvimento romântico entre os dois, mas acredito que eles estão mais para melhores amigos.

Vale mencionar ainda que um novo interesse amoroso para o personagem foi apresentado. Sem forçar a barra, o enredo apenas introduz a personagem, que é interpretada pela Emily VanCamp (da série Revenge). Pensei que veríamos mais cenas com ela neste filme, mas é provável que a Agente 12 só passe a ter mais destaque na trama do próximo filme, sendo esta participação apenas uma introdução da personagem à trama e aos espectadores. Também não posso deixar de falar sobre a cena entre o Steve Rogers e o seu primeiro amor, que apesar de ser curta, acrescentou um enorme valor sentimental à história.

E, como já havia comentado rapidamente acima, este filme está diretamente ligado com outros projetos da Marvel. O roteiro desta sequência afetou diretamente a trama da série Agents of S.H.I.E.L.D., já que a organização se mostrou corrupta, sendo um verdadeiro "escudo" para a HYDRA. Além disso, a cena pós-créditos apresenta dois novos personagens que terão um destaque significativo na trama de Os Vingadores 2: A Ameaça Ultron, servindo de gancho para o futuro projeto da Marvel. Enfim, excelente sequência! Consegue ser superior ao primeiro, desenvolver sua história, conectar-se com outros filmes e séries do mesmo universo, e ainda deixar uma ponta interessante para o próximo filme solo do protagonista. Não tem como reclamar, não é verdade?


Trailer Legendado:

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