segunda-feira, 25 de agosto de 2014

[Crítica] Avatar: A Lenda de Korra - Livro III: Mudança


Status: Renovada
Duração:  22 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2014
Emissora: Nickelodeon
Título Original: The Legend of Korra - Book 3: Change

"Queria mais números do que provavelmente vou ter".

Crítica:
(Spoilers Abaixo)

Sabe aquela sensação de vazio que fica quando tu sentes que acaba de perder algo muito importante? É basicamente isso que estou sentindo agora. Me sinto mais confortável por saber que este não foi o último livro de Korra, mas ai lembro que o próximo será e a sensação de vazio volta a crescer. Como ela não vai passar achei por bem dividi-la com vocês.

Quando comentava sobre o livro II cheguei a falar que ele havia recebido algumas críticas dos fãs por ter sido considerado moroso nos primeiros episódios, ocorre que a série costumava fazer um introito sobre quem seria o vilão, lá pelo quinto episódio é que saberíamos quem ele era e qual o seu real propósito, como a série tem apenas treze episódios isso interferia bastante no resultado final. Enfim, acho que isso foi resolvido no livro três.

Logo no final do primeiro capitulo já somos apresentados ao vilão da temporada, apesar de não sabermos muito sobre ele, mas já da pra sacar o grau de epicidade que ele carrega. E já que eu estou falando de vilão vou começar por eles. Acho que esses superam os vilões dos livros anteriores, principalmente em um ponto: Esses conseguem ser carismáticos. Os vilões dos livros anteriores tu não vias a hora deles serem derrotados, já os desse livro, tu ainda queres a derrota deles, mas ela vem com um pouco de sofrimento. 

Se os vilões são interessantes os protagonistas não poderiam ser menos atrativos, além dos personagens principais, os quais já amamos  como o Tenzin e família (gente, eu quero um spin-off com os filhos do Tenzin urgente, preciso vê mais do Ikki e da Jinora) tivemos a inserção, embora sem maior profundidade, da família do Mako e Bolin, eles tem uma avô super fofa e apaixonada pela rainha da tribo da Terra, ao vê ela da pra entender a quem o Bolin puxou. Ainda nos foi apresentado a família de Su BeiFong, isso mesmo, irmã da Lin, consequentemente filha da Toph e com direito a flashbacks mostrando a Toph como mãe.


A relação entre as irmãs não é de todo cordial e isso é desenvolvido ao longo da temporada. Mas, enfim, ainda não falei da protagonista, é que minha paixão pelos coadjuvantes cresceu tanto que às vezes acabo esquecendo que a Lenda é da Korra. Mas, o fato deu não ter falado dela antes não quer dizer que ela não tenha sido tão foda quanto qualquer outro nessa temporada, porque ela foi, afinal de contas ela era o alvo da lotus vermelha, eles surgiram em oposição a lotus branca, visavam a destituição dos governos e a construção de uma cidadania do caos, afinal de contas o universo vive do caos, devo admitir que gosto muito da ideia, mas eles tentaram executá-la de forma errada.

Quando falo eles, estou me referindo aos quatro vilões que sambaram ao longo da temporada e que levaram a dobra de ar, água, terra e fogo a outro nível. Eles são inseridos na história quando começam a fugir de suas prisões. Cada uma preparada especialmente para impedir que eles venham a dobrar os elementos aos quais dominam, dentre os meus favoritos está a dominadora de água e o dominador de ar, cara o que eles fazem com a dobra não é desse mundo. Acho uma pena a série ter apenas treze episódios porque eu adoraria que tivesse um pouco mais da história deles sendo contada, mas infelizmente isso não é possível.


Como eu ainda tenho tanta coisa pra falar se as falsasse a crítica iria ficar muito longa, por isso vou resumir em tópicos.
  • Não é só a Toph que aparece no livro três (apesar de ser em flashback) o príncipe Zuko também dar o ar da sua graça (e ele em carne, osso e dragão) apesar de ser em participações breves é sempre bom ver como os personagens que amamos estão.
  • DesnaEska e Varrick também fazem participações especiais, o órgão que bobeia o meu sangue ainda morre de amores por eles.
  • A série deixou os casaizinhos um pouco de lado, apesar de inserirem interesses amorosos pro BolinJinora, o dela um "ladrão" que acaba se redimindo, o dele a filha da Sue e neta da Toph, os dois são personagens muito interessantes, e nos deixam com vontade de quero mais.
  • E por falar neles dois, eles são inseridos na história justamente porque um dos arcos centrais da mesma é a "caçada aos dobradores de ar", sim, dobradores de ar, depois da convergência harmônica o universo meio que reinseriu novos dobradores de ar, como forma de equilibrar o mundo.
  • E por falar em novos dobradores de ar, o Bumi meio que se tornou um deles também, o que foi bem legal para o personagem e o ajudou a se conectar ainda mais com os irmão, em especial ao Tenzin.
  • Asami, não posso deixar de falar sobre ele, como o negócio de casaizinhos meio que foi minado na série, eles resolveram investir mais na parceria entre ela e a Korra, o que foi um ganho tanto pra saga como pras personagens.
  • Senti falta da relação humanos-espíritos, tudo bem que espíritos era o livro anterior, mas com a abertura do portal espera vê algo além do que foi mostrado. Achei que a parceria entre eles seria melhor trabalhada.
  • Por fim, algumas considerações sobre o quarto e último livro da saga, apesar da Korra ter terminado a saga em uma situação não muito confortável, pausa pra dizer que a Jinora estava incrível em sua transformação em mestre do ar, acho que a situação não será duradoura, deve ser efeito do veneno e passara logo.
  • Outra coisa, como  o livro I foi centrado na dobra de ar, o II na tribo da água e o III na tribo da terra, creio que o IV deverá ter a tribo do fogo como foco central.

Então, até lá.


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