quarta-feira, 30 de julho de 2014

[Crítica] True Blood - 7x05: Lost Cause


Vão celebrar a morte agora?

Review:
(Spoilers Abaixo)

Eis mais um episódio violento, cheio de revelações e altas safadezas explícitas no carro. True Blood está me surpreendendo a cada semana, e está mostrando que está mesmo "verdadeiro até o fim". A série está tão interessante que já dá para sentir o luto chegando daqui a algumas semanas. Eu sempre sou a favor das séries sendo finalizadas, mas esta ainda poderia durar anos e anos. E não é só porque eu li os livros, até porque obviamente ainda há diversas histórias para serem contadas, mas a própria série ainda não explorou todo o seu potencial. É triste ver novos personagens divos sendo introduzidos quando nós sabemos que sequer teremos tempo para acompanhá-los. O adeus nunca esteve tão perto.

Aconteceu tanta coisa bombante que eu nem sei como começar. Talvez pela celebração à morte (WTF!) do Alcide? Todo mundo dizendo que ele morreu de forma digna, mas eu sinceramente não vi nada de digno na morte dele. Na crítica anterior já havia dito que era uma das mortes mais sem graça de toda a série - sem contar que foi gratuita demais. E ele ainda morreu pelado lá. Continuo achando a Sookie uma safada, que preferiu deixá-lo morrer para não encará-lo de frente sobre os seus sentimentos. E por isso mesmo achei legal esse "luto" dela. Por mais que ela não o amasse intensamente, a perda de uma pessoa deve ser sentida - o que foi quebrada com a celebração mais mórbida do mundo. Todo mundo estava lá, mas a festa acabou se tornando tudo, menos uma homenagem ao morto.

Casais se juntaram, e outros se separaram. Holly finalmente foi pedida em casamento, o que gerou uma cena surpreendentemente emotiva e fofa. Andy nunca foi lá o meu personagem favorito, mas desde que ele se tornou pai, ele está mais carismático - especialmente por interagir com o sobrenatural de uma forma mais fácil. Então eu gostei da cena do pedido dele. Foi romântica, fofa e divertida. Espero que o sofrimento dele tenha acabado na série, porque esse foi um ótimo final para os dois personagens. Outro momento que perfurou o meu coração foi a conversa cabeça entre a Sookie e a Arlene. Desde a morte do seu marido, ela cresceu bastante como personagem. Arlene nunca teve a menor importância na série, e suas cenas sempre foram irrelevantes. Mas os roteiristas deram mais profundidade à personagem neste ano final, o que é excelente. Seus comentários sobre o luto foram emocionantes.

Quanto ao casal separado, temos o fim da relação entre a Jessica e o Jackson. Bem previsível, não é mesmo? Todo mundo estava careca de saber que o Jackson iria começar um romance com o Lafayette. A grande surpresa foi a cena em que a ruiva pegou os dois transando no carro. Só mesmo True Blood para nos proporcionar uma cenas dessas, minha gente! O forninho caiu, e eu não soube lidar! Lafayette não estava na posição que todos estavam esperando, e simplesmente sambou na cara da sociedade. Achei ousado, achei surpreendente, achei cobra venenosa. Porém, o mais importante ainda estava por vir: Lafa, com a maior cara de pau, vai falar com a Jessica depois de ser pego no flagra. Foi uma das melhores cenas do episódio por motivos de: Lafa jogou a realidade e saiu vencendo. Até mesmo a Jessica teve que reconhecer que estava mais ou menos errada na situação.

E depois de tudo isso, o que a Jessica faz? Exatamente o que nós, os espectadores, estávamos querendo desde a temporada anterior: Ela e Jason. Gosto muito dos dois desde aquela transa cretina ao som de Taylor Switf. Esses dois formam o meu segundo shippe favorito da série (o primeiro é a Sookie e o Eric, dã). A grande questão, porém, é: o que a doida da Violet vai fazer agora? Todo mundo sabe que ela é louca de pedra, e é totalmente psicótica. Certamente a vingança virá na próxima semana, e eu só espero que não sobre para nossa querida Jessica. É uma pena, por um lado, porque eu realmente aprendi a gostar do jeito doido da Violet. Ela poderia ser uma ótima personagem, mas não acredito que conseguirá se recuperar mentalmente dessa traição.

A parte mais chata do episódio inteiro foram as desnecessárias cenas de flashback envolvendo o passado do Bill. Gente, qual a necessidade daquela história? Se no episódio passado o roteiro deu um show de relevância ao introduzir um dos melhores flashbacks de toda a série, este episódio segue um caminho completamente diferente ao apresentar os flashbacks mais insignificantes de toda a história. Isso é uma tentativa frustrada de desenvolver o Bill? Não deu certo, obviamente. Quase me contorci no túmulo quando o personagem e a Sookie ficaram sozinhos e tiveram aquela conexão forçada imposta pelo enredo. Vou incendiar a casa de todos se eles ficarem juntos - um verdadeiro absurdo.

Por último, deixei um dos momentos mais divertidos da história: Eric e sua busca pela sobrevivente Sarah. O enredo introduziu a irmã dela, e tenho certeza de que seria uma excelente personagem se tivesse a oportunidade de ser desenvolvida. Já quero mais cenas cretinas entre ela e a Pam. Aliás, a própria Pam fez um dos trocadilhos mais cretinos EVER (confira abaixo)! Enfim, quem não surtou com a cena em câmera lenta quando a Sarah, correndo dos mafiosos lá, dá de cara com o Eric? Toda essa sequência foi muito digna, inclusive o maxilar arrancado. Vale lembrar ainda que a Sarah continua viva e na marginalidade. Será que viva mais uma vez?

PS. O que dizer da cena DIVA da Ginger? PFVR, alguém faça um spin-off da personagem.

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1 comentários:

  1. Há apenas 4 capítulos de última temporada que eu vi eu gostei muito, e quero ver a final .

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