domingo, 13 de julho de 2014

[Crítica] Salem - 1x12: Ashes, Ashes


A Terra é o purgatório.

Review:
(Spoilers abaixo)

Definitivamente, agora a porra ficou séria!

Primeiramente, agora que chegamos na reta final, é impossível não reconhecer a qualidade dessa série. Mesmo com um pouco de enrolação, plots desnecessários, desperdício de boas cenas e personagens, a série mostra um potencial incrível, capaz de aguçar a sua vontade de assistir a próxima temporada. Mesmo assim, não acho que a história tenha coisa suficiente para durar várias temporadas. Creio que duas ou três são o máximo que a série pode chegar, com qualidade e sem muita enrolação. Posso citar várias séries que passam de cinco temporadas e ficam extremamente cansativas de se acompanhar, mas não vou fazê-lo, pois todo mundo pode olhar em volta e perceber, sem muito esforço, de quais estou falando.

O que acho mais incrível em Salem, é o desenrolar da história, que vai acontecendo aos poucos, sem prometer nada. Por exemplo, o segredo de Alden. Tivemos algumas menções e flashbacks no decorrer da temporada, mas nunca ficamos sabendo ao certo o que lhe aconteceu durante o tempo que esteve em guerra. Achei a revelação eficaz e satisfatória, nada cuspido ou exagerado apenas para chocar. E olha que eu não esperava grande coisa dessa tal revelação... Aliás, eu não esperava grande coisa da série inteira. Deve ser por isso que gosto tanto e ainda acompanho. Disse isso na primeira review, e até o quinto episódio, mais ou menos, estava com dúvidas se continuava a assistir ou não. Sendo surpreendido, continuei.

Personagens como Mercy e Increase são os principais destaques quando o assunto é a evolução do personagem. Eu não dava nada para Mercy no começo, e hoje, ela chega a chamar mais atenção que a protagonista, que apesar de ser fodástica, aparece meio perdida e precisou de um banho de água fria, dado por um coadjuvante, para poder “acordar”. Increase é outro. Não dava muito para seu personagem, cheguei a pensar que faria apenas uma ponta no meio da história, mas acabou ficando e chamando todos os holofotes para si, tornando-se o grande vilão da temporada. Justamente por ser o vilão da temporada, acho que ele não precisaria estar na segunda. Não tenho ideia do que acontecerá no season finale, mas acho que ter o personagem na segunda temporada, tornaria as coisas um pouco cansativas e repetitivas. Increase é um bom personagem, mas feito para terminar ali e dar espaço para novas histórias.

Outros personagens como Cotton e Anna, ficam oscilando entre a figuração e algum mínimo destaque, que logo passa a ser aproveitado da forma errado e acaba sendo esquecido no meio de tantos plots. Cotton teve várias chances de evoluir, mas ficou contido, ainda mais com a chegada do seu pai. Desde então, o personagem se viu envolvido em várias histórias que nunca chegam a lugar nenhum, como podemos citar: o caso com a prostituta (que eu esqueci o nome), a caça às bruxas com Alden, a crise de identidade, as brigas com o pai, o possível romance com Anne... Enfim, a lista é interminável. E por falar na diabinha, depois de figurar durante toda a temporada, ela finalmente começou a mostrar a que veio, com a toda a sua bruxaria recém-descoberta aflorando aos poucos.

Por fim, a review está com cara de balanço geral do final da temporada, não é? Apesar de termos mais um episódio pela frente e, consequentemente, mais uma review, achei justo falar tudo isso e deixar um pouco mais para a próxima, onde finalmente poderemos amarrar tudo e jogar no papel. Mas quanto ao episódio em si, gostei bastante, total destaque ao julgamento do Alden, que como já disse, nos revelou várias coisas interessantes. O episódio terminou de forma rápida e surpreendente, o que me deixou muito, mas muito ansioso para saber o que vai acontecer. A cara de “WTF?” do Alden foi impagável e nos deixa com eternas dúvidas sobre qual vai ser a sua atitude ao finalmente descobrir que Mary é uma bruxa. Aliás, já era hora de Mary fez algo para salvar o seu amado, não é mesmo? Enfim, até a próxima!
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