sábado, 28 de junho de 2014

[Livro] The Double Me - 2x03: Drama, Drama, Call Your Mama [+18]



Previously on The Double Me...
Hamptons, Nova York. Foi lá que tudo começou.

Nate tinha apenas 15 anos quando foi traído pelos amigos e exilado da cidade para evitar os escândalos de sua vida secreta com o namorado. Eles pensaram que a guerra havia acabado, mas este era apenas o começo.

Nos três anos que sucederam sua trágica perda, Nate transformou-se em um cruel vingador, capaz de perder a si mesmo dentro do próprio ódio para derrubar todos aqueles que lhe fizeram mal. A chegada repentina de seu irmão gêmeo pode ter mudado seus planos, mas nada irá impedi-lo de concluir seus objetivos. No final, será olho por olho. E dente por dente.

 
A estrada até aqui deixou muitos assuntos inacabados. Já sabemos que a verdadeira mãe de Nate e Alex é Ivy, a filha rejeitada de Lydia, e que o próximo passo do plano de Nate terá relação com os comprimidos que Justin que acabara de trocar. Mia, a irmã gêmea perdida de Alex e Nate, pode estar mais perto do que imaginamos. Quem vive, quem morre, quem vai ao topo e quem vai a falência, é apenas uma questão de tempo até descobrirmos.

2x03: Drama, Drama, Call Your Mama
"Amor de mãe é para sempre... Ou não".

— É, as coisas estão meio loucas por aqui. — Disse Alex ao celular. — Mas eu toparia um filme se estiver tudo bem pra você.

— Sabia que hoje a gente faz oito dias de namoro? — Jensen estava vibrando do outro lado da linha.

— Sério? — Alex se ajeitou na cadeira da cozinha enquanto saboreava sua batata frita. Entre uma mordida e outra, Jensen sempre conseguia lhe roubar um sorriso. — E oito dias de namoro é algo comemorável?

— Por que não?

— Não é como se fossem bodas de ouro.

— Mas são bodas da gente. O que você acha de parar de ver filme no meu sofá e pegar um cinema, pra variar?

— Até parece. — Alex deu um ar de risos. — Como se Jensen McPhee e Alex Bennett pudessem andar por Manhattan sem sair em revistas de fofoca no dia seguinte.

— Às vezes eu esqueço que não somos um casal normal, apesar de sermos perfeitos.

Alex parou de mastigar para deixar escapar um meio sorriso em seus lábios. Sua preocupação com o que acabara de ouvir estava prestes a roubar a magia do momento. Quando ele iria se acostumar a ouvir elogios de um garoto? E quanto tempo Jensen levaria para perceber que aquilo o incomodava?

— O que foi? — Tarde demais. Alguns segundos calado foram suficiente para Jensen perceber que algo talvez estivesse errado.

— Não faça isso. — Pediu Alex em um sussurro.

— Isso o que?

— Não fale como se eu fosse o que você sempre quis. — Alex desejava que suas duvidas não estivessem tão explícitas no que acabara de dizer. — Vai ser mais uma coisa pra eu sentir falta quando isso acabar...

— Acabar? — Jensen estava confuso. — Por que acabar?

— Nathaniel, Judit, Justin e Senhora Benett, você quer mais que isso? Porque Gwenett Strauss ainda nem foi citada.

— Só vai dar errado se formos descuidados, e é exatamente o que não somos. Eu te amo, Alex, é isso que importa.

— Eu também te amo...

— Você ficou vermelho? — Jensen sorriu. — Você sempre fica vermelho quando começamos a parecer um casal meloso de telenovela.

— Acho que você não me conhece tão bem. — Alex olhou para o relógio de parede do outro lado da cozinha, era hora de se arrumar para mais um evento. — Tenho que ir. Parece que herdeiros bilionários não podem se dar ao luxo de ter um dia livre.

— O nome é ‘Carma’. E definição não deixa as coisas mais fáceis.

— Então. Falo com você depois. — Alex levantou da mesa.

— Tudo bem, eu te ligo.

Após colocar o celular no bolso, Alex passou pela porta da cozinha e chegou até as escadas principais do Hall. Andando distraído pelo corredor do segundo andar, ele tirou o celular do bolso para enviar uma mensagem de texto à irmã. Gwen havia decidido passar uma temporada na casa de Amber para evitar os familiares, mas quando a dor fosse embora, Alex sabia que ela iria precisar de um irmão. E aquele que poderia convencê-la a voltar pra casa.

Ainda olhando para o celular em suas mãos, ele deu de encontro com Thayer no meio do corredor. Ele estava saindo do quarto de Nate usando apenas uma toalha enrolada na cintura. Era o suficiente para que Alex ficasse desconfortável pelos próximos anos.

— Opa, calminha aí. — Disse Thayer, de maneira informal. Não parecia estar incomodado com a situação. — Está com pressa?

Alex hesitou, tentando não olhar para o lugar que não deveria. Mas se não deveria, por que lhe chamava tanta atenção?

— Não. — Ele respondeu rapidamente ao se levantar. — Me desculpe, eu estava distraído, meio sei lá, enfim, me desculpe.

— Ok. — Thayer sorriu fazendo uma careta. Talvez Gwen tivesse razão. Talvez Alex fosse completamente diferente do irmão a ponto de se incomodar com um homem seminu na sua frente. — Então, você vai à festa?

— Sim, Nate já está pronto?

— Eu ouvi meu nome? — Nate apareceu na porta, usando apenas o lençol branco de sua cama para cobrir seu corpo da cintura pra baixo. Mesmo que soubesse o quanto Alex poderia ser sensível, ficou preocupado quando notou que ele parecia assustado. — O que foi? Você viu o que estávamos fazendo?

— Não, mas ele acha que foi por pouco. — Thayer sorriu sem mostrar os dentes.

— Entendi. — Nate sorriu de volta. — Relaxa, o nome disso é corpo humano. O nome disso é toalha de banho. — Nate apontou para ela. — E em baixo tem algo que se chama Pênis. Você já ouviu falar?

— Não íamos juntos? — Alex mudou de assunto antes que cavasse um buraco no chão pelo constrangimento. — Você não está arrumado.

— Na verdade, nós vamos nos atrasar um pouquinho. Você já é grandinho, pode se virar, não é?

— Com certeza. — Alex assentiu. Ele olhou para Thayer novamente, ainda estava com o mesmo sorriso de antes.

Alex preferia deixar pra lá, mas não podia ignorar a irresponsabilidade de Nate. Como poderia trazer um garoto para casa e deixa-lo andar pela casa só de toalha? E se fossem flagrados pelos empregados fofoqueiros? E se fossem flagrados por Judit e Simon? Era imprudente, imaturo e não poderia acontecer novamente. A não ser que estivesse disposto a encarar mais uma viagem à Paris como férias prolongadas.

— Nate, posso falar com você?

— Claro.

— A sós. — Alex olhou para Thayer, ainda estava encarando-o com a mesma expressão.

— Ok. — Nate sorriu. — Thayer, cai fora daqui.

— Te vejo no chuveiro. — Thayer passou por Alex, e finalmente o garoto pôde relaxar.

— Nate, isso não é certo. — Alex cruzou os braços.

— Por que está na bíblia? Eu pensei que eram só rascunhos.

— Não, estou falando do Thayer só de toalha pela mansão. Se alguém vir isso...

— Não vão contar nada, relaxa. — Nate se aproximou dele. Por pouco não havia pisado no lençol que estava enrolado na cintura e arrastando pelo chão. — Se alguém abrir o bico, perde o emprego.

— E se Judit e Simon virem com seus próprios olhos?

— Você acha que eu sou estúpido? Thayer só vai vir quando eles não estiverem aqui, como neste exato momento. Então ele pode andar de toalha o quanto quiser, ele é meu homem. Por agora.

— Ok. — Alex suspirou, derrotado. — Já estou indo. Tente não demorar, ok? Não vou aguentar três horas naquele lugar sem você.

— Eu sei. É porque eu sou o senhor diversão.

— Tudo bem. — Alex sorriu. — Então, te vejo lá.

— Até mais. — Nate observou o irmão partindo na direção das escadas. Para visualizar melhor a calça jeans marrom que estava usando, virou a cabeça para o lado, acompanhado de uma mordida no lábio inferior. — Definitivamente é meu irmão gêmeo.



O rugido da porta encanecida ecoou pelo apartamento assim que Ivy adentrou. Como de costume, ela apagou o resto de seu cigarro na pedra que dividia o minúsculo hall com a cozinha e pendurou seu casaco em um dos pequenos cabides de ferro pregados na parede.

— Filha, você já chegou? — Disparou ela, olhando para a porta do quarto da garota. Os adesivos de “mantenha distancia” e “Eu amo Rock n roll” estavam quase caindo sobre o olho mágico do que antes era a porta da frente do apartamento.

Sem obter resposta, Ivy caminhou até a porta, tomando cuidado para não encontrar algo indesejável. Ou Mia estava com seus fones de ouvido e completamente distraída com seu caderno de rabiscos, ou estava com o namorado aproveitando a saída repentina de sua mãe.

Ela girou a maçaneta e olhou para o quarto. A garota estava encostada na cabeceira da cama com fones de ouvido, um caderno em cima das pernas e uma caneta vermelha nas mãos, tão distraída que só percebeu a presença da mãe quando esta levantou a voz.

— O que foi? — Mia tirou os fones.

Os olhos verdes — rodeados por uma maquiagem pesada — encontraram o olhar orgulhoso da mãe na porta do quarto. Ela não sabia quando havia ficado tão bonita. Eram os olhos verdes, os cabelos pretos e lisos cortados poucos centímetros além dos ombros, a franja que cobria sua testa por inteiro e a pele pálida, exatamente como ela lembrava de seu pai.

A única coisa que ainda lhe incomodava eram suas roupas. Mia estava vestindo uma blusa preta regata e uma meia calça furada por baixo da saia jeans azul escura, além de incontáveis pulseiras no braço esquerdo e uma munhequeira no pulso direito. Porque não bastava ter o quarto inteiro recheado de pôsteres de bandas de rock, precisava vestir-se como se estivesse de luto. Mas quem poderia dizer não depois de ter passado a pré-adolescência inteira implorando por um pai? Sua mãe nem gostava de recordar.

— Você está bem, Ginger? — Era o apelido carinhoso que surgiu logo depois de terem assistido a um filme com uma garota que se transformava em lobo. Ivy não lembrava o nome do filme, mas lembrava do nome da garota. Ginger e Mia, de olhos fechados, poderiam ser praticamente a mesma pessoa.

— Não. — Mia voltou o olhar para o caderno novamente. — Tem uma loba no meu armário, e ela está faminta porque a mamãe saiu sem deixar o jantar.

— Vim aqui convidá-la para jantar fora. O que você acha?

— Sério? — Mia exagerou na expressão surpresa.

— Ganhei um bom dinheiro hoje no apartamento de uma granfina do Upper East Side. Você quer ou não?

— Ok então.

— Agora levanta, porque as garotas Vlasak vão ter uma noite só para elas.

— Eu não sou uma garota. — Mia se levantou da cama e passou pela mãe.

— Eu sei, você é um anjo caído. Agora vai.

Quando Mia saiu de sua vista, o sorriso de Ivy desapareceu para que pudesse dar um suspiro preocupado. Só queria que Mia tivesse uma noite perfeita para ficar mais receptiva quando for a hora de dizer a verdade. Mia seria submetida a uma dor que Ivy conhecera muito nova, mas precisava ser a garota forte e equilibrada que sua mãe nunca foi.

E quando saíram, Ivy a deixou escolher o lugar onde aconteceria o jantar especial, e talvez o único nesta década. Ivy compraria a roupa que quisesse, a comida que quisesse, os acessórios que quisesse, mesmo que isso significasse não ter como pagar o aluguel do próximo mês. Só não poderia esperar que Mia não percebesse que algo estava errado. Ela estava tão acostumada a comida congelada do outro dia que jantar fora havia se tornado um programa para pessoas com dinheiro.

Mesmo assim, Mia preferiu não abusar da sua sorte. Escolheu um restaurante mediano, que caberia nos bolsos da mãe e ainda poderia lhes oferecer uma noite agradável.

Alguns minutos após sua chegada, a mesa próxima a área de fumantes ficou disponível. Elas sentaram, fizeram seus pedidos, e ficaram observando a banda formada por idosos mexicanos que tocavam musicas típicas de sua terra.

— Esse cara manda muito bem. — Disse Mia, referindo-se ao jovem que tocava violão no pequeno palco improvisado no fim do restaurante. Era o único novo o suficiente para não ter o bigode branco no meio dos outros quatro homens. — Quem me dera ser boa o suficiente pra salvar uma música desse jeito.

— Ainda pensando em formar uma banda? — Ivy colocou o garfo na boca. Comer havia se tornado tão difícil quanto falar com todas aquelas preocupações.

— Eu vou ter uma banda. — Mia comeu o ultimo pedaço da lagosta em seu prato. — Acredite, eu serei a nova Taylor Momsen. Ou Amy Lee, eu não sei, ficaria satisfeita sendo qualquer uma delas.

— Que tal você ser apenas Mia Vlasak e arrebentar?

— Essa também é uma boa ideia. — Mia escorou-se na cadeira após tomar mais um gole de vinho tinto.

— O que foi? — Ivy estava tão curiosa que nem se importou em falar de boca cheia, apenas perguntou e começou a se preparar para o pior.

— Então, o que você quer me falar?

— O que?

— Eu sou sua filha, Ivy Vlasak. Comer fora, ter uma conversa agradável comigo e dizer que ainda vai me comprar presentes depois mesmo que sejam crucifixos, isso é só pra quem está escondendo alguma coisa. Então fale de uma vez. Seja o que for, eu vou entender, ou simplesmente considerar seu esforço para me agradar.

— Nossa. — Ivy deixou os talheres ao lado. — Agora eu sei para que serve um Q.I de 220...

— Estou esperando.

— Ok. — Ivy limpou a boca com o guardanapo e preparou-se para falar. — Mia, eu amo você e faria qualquer coisa em nome da sua felicidade.

— Eu também te amo e faria tudo por você.

— Eu sei. — Ivy tocou sua mão em cima da mesa. Mia sentiu um calafrio, mas preferiu deixar acontecer. — E isso fica mais difícil desse jeito...

— Ah, fala logo. — Mia parecia impaciente. — Você está com câncer? Meu pai voltou? Eu estou com câncer?

— Não. — Ivy fez uma careta. — Nós duas vamos viver, filha.

— Então fala logo.

— Ok. — Ivy olhou pra baixo, envergonhada e insegura. — Você conhece Nathaniel Strauss e Alex Bennett?

— Os gêmeos Strauss? É claro. Depois daquele strip tease do Nate e da chegada do irmão bastardo, as revistas só falam neles. — Mia parou quando percebeu o olhar inquieto da mãe. Já estava começando a imaginar algo bizarro. — Ai meu Deus, não me diga que você está tendo um caso com um deles! Sério mãe, eles têm dinheiro, mas têm idade pra serem seus filhos!

— Mia, eles são seus irmãos.


— Hey, vocês. — Disse Alex assim que encontrou Judit e Simon na festa, próximos a pequena escada que dividia o salão em três.

— Alex, querido. — Judit abriu um sorriso de orelha a orelha. — Pensei que você não viria.

— Eu prometi.

— Bom saber que você é um homem de palavra, filho. — Simon sorriu para ele, tocando seu ombro.

Sem nada mais a dizer, os três observaram a multidão. Alex, no entanto, era o único que não fazia ideia de onde estava. Todas as festas realizadas pelas famílias dos Hamptons eram parecidas. E ao que tudo indicava, convidavam sempre as mesmas pessoas. Talvez a elite fosse mesmo a minoria.

— Então, o que estamos celebrando? — Ele perguntou. Seu olhar indicava que Simon deveria responder, mas a pergunta havia sido feita para ambos os pais.

— Estamos celebrando o privilégio de sermos ricos o suficiente para podermos ajudar quem precisa, como disse Nathan Priestly. Mas para mim, evento beneficente está ótimo.

— Hey Alex. — De repente estavam sendo abordados por Justin no meio da multidão. Ele sorriu pros senhores Strauss como se tivesse sido simpático e agradável a vida inteira, com certeza nem se importava. — Olá, Senhor e Senhora Strauss. Bom ver vocês. Já falaram com meu pai?

— Já sim, querido. — Respondeu Judit. — Ele é um homem adorável, vai ajudar muitas pessoas com este evento.

— É claro. — Justin sorriu mais uma vez antes de olhar para Alex. — E você? Não pensei que o veria num evento como esses, você sempre foi bastante reservado.

— Pois é. — Alex quase engoliu em seco. Não lembre que ele e Jensen já fizeram sexo, disse a si mesmo. Aja normalmente.

— Na verdade, reservado até demais. Acho que você deveria se soltar.

Judit e Simon trocaram um olhar cauteloso. Não estavam entendendo o que acontecia diante dos seus olhos, só sabiam que era estranho demais para ser aleatório. Por sorte, nenhum dos dois notou Alex desconfortável há poucos centímetros de onde estavam.

— É, já me disseram isso. — Alex coçou a nuca para disfarçar.

— Então já está na hora. Perder as estribeiras é uma tradição aqui nos Hamptons. Não seja você aquele que vai quebra-la. — Sutilmente, Justin olhou para Judit e Simon. Não havia mais nada a ser dito. — Com licença.

Após Justin desaparecer no meio da multidão, Alex viu Judit cochichando algo no ouvido de seu pai. Não poderia ser nada grave, já que sorriram logo em seguida. Mas isso não queria dizer que não estavam desconfiando. As saídas repentinas, a demora pra chegar em casa, os telefonemas secretos, uma hora iriam ligar os pontos e descobrir sobre ele e Jensen. E quando acontecesse, Alex sabia que seu mundo iria desabar.

— Alex, onde está seu irmão? — Perguntou Judit.

Alex, porém, estava ocupado demais verificando o SMS que tinha acabado de chegar. Era uma mensagem anônima, que dizia:

“Me encontre no escritório do andar de cima agora, vai ser só você e eu dessa vez. Se tiver coragem”.

Mesmo não sabendo o significado da mensagem, Alex soube teme-la. Ele olhou ao redor, Justin não estava lá, e isso significava que era o autor da mensagem e que estava pedindo por um acerto de contas.

Então, havia chegado sua hora? Ele seria aniquilado por Justin Priestly sem ter tido a chance de aproveitar seu romance proibido? E depois voltaria pra casa e choraria no colo de sua mãe enquanto dava uma desculpa para estar tão infeliz? Se era o momento, Alex precisava encarar isso de frente, porque assim ele teria certeza que Jensen valia a pena. Tudo o que era difícil valia a pena. E tudo o que era proibido precisava ser feito.

— Com licença, preciso ir ao toilet. — Disse ele. Judit e Simon apenas assentiram.

Alex caminhou por entre a multidão até chegar no terceiro degrau da escada dourada no fim do salão. Ele podia ver Judit e Simon ao longe; abraçados, sorrindo e encaixando-se como se tivessem sido feitos um para o outro. O que aconteceria caso descobrissem tudo? Será que ainda poderiam ser tão felizes como estavam sendo? Alex se sentia a pessoa mais egoísta do mundo só de pensar.

Sem mais delongas, ele subiu as escadas para o segundo andar até a musica clássica do evento ficar abafada. Estava pensando no que poderia dizer a Justin quando ouviu um ruído vindo da sala cuja porta estava entreaberta. Ele a abriu devagar e observou o local com atenção. Era realmente o escritório, mas estava completamente vazio. Justin com certeza ainda não havia chegado, então só precisava esperar.

Ele passou pela porta marrom e deu dois passos na direção da grande mesa de madeira no centro. Assim como o restante dos móveis, ela parecia ser de outra época. A sua frente estava o sofá preto de couro que se estendia até a adega de vinhos do outro lado da sala, e próximo a parede a sua direita havia um mini campo de golfe improvisado para satisfazer tanto o dono do escritório quanto seus clientes.

Alex se aproximou da janela de vidro pensando em fitar o horizonte enquanto esperava Justin chegar. Mas ao invés dele, apareceu Jensen, que o agarrou pela cintura sabendo que lhe daria um grande susto.

— Hey Lindo. — Jensen sorriu. — Você chegou. — Imediatamente ele o beijou.

Alex lhe lançou um olhar assustado, não estava entendendo mais nada. Então a mensagem que recebera era de Jensen e ele só fez aquilo para assustá-lo? Talvez precisasse repensar sobre o título de “melhor namorado do mundo” que havia lhe dado com tanto facilidade. E o que havia em sua mão direita que ele tanto insistia em manter nas costas?

— O que foi? — Perguntou Jensen. — Eu sei que você odeia ser assustado, mas não pude resistir.

— Não é nada. — Alex o beijou para fingir que não estava furioso. — Mas nunca mais faça isso, beleza?

— Ok. — Jensen o beijou novamente. Dessa vez, seus lábios ficaram mais tempo grudados.

— Então, dar uns amassos no escritório de um milionário? Estamos evoluindo.

— Feliz oito dias de namoro. — Ao se afastar, Jensen revelou o que havia na mãos que escondia atrás do corpo. Era uma caixinha vermelha, como aquelas onde alianças são colocadas.

Alex não achava que seria pedido em casamento, mas a situação ainda assim lhe deixava desconfortável. Não poderia aceitar um presente sem ter algo em trocar para oferecer. Beijos, abraços e sorrisos não contavam. Não quando Jensen estava prestes a lhe dar o que já imaginava ser o presente mais caro que já ganhara na vida. Afinal, quem comemora oito dias de namoro?

— Eu disse pra você não fazer isso...

— Sim, e eu fiz questão de não te ouvir. Agora abra e diga que adorou.

— Ok. — Alex pensou em insistir na ideia de não receber presentes, mas acabaria arruinando o clima, as intenções e o altruísmo inédito do namorado. Ele pegou a caixa das mãos dele e lá tirou o relógio de ouro mais brilhoso que já vira na vida. Ele deveria custar o preço de um carro, Jensen poderia ter problemas quando fosse explicar ao pai porque gastara tanto num relógio de pulso, mas Alex estava engolindo todo seu orgulho para ficar aceitavelmente maravilhado. — Nossa, isso é. Perfeito! — Foi a primeira coisa que lhe veio a cabeça.

— Então por que me olhou daquele jeito quando soube que ganharia um presente?

— Porque é injusto. Você sabe que nunca vou poder te dar algo assim...

Jensen assentiu calado, estava pensando. Alex era o único garoto que já rejeitara um presente seu de acordo com sua enorme lista de namorados. Até mesmo os garotos usados para uma noite casual queriam usufruir da conta bancária interminável de Jensen McPhee, mas Alex. Ou era muito estúpido a ponto de odiar dinheiro ou era muito simples a ponto de não ligar para nada além do amor. A resposta com certeza estava naqueles lindos olhos azuis onde o relógio era refletido.

— O que isso quer dizer?

— Que eu prefiro ganhar coisas que não têm preço.

Jensen deu um ar de risos cheio de timidez. Alex achava que não era bom o suficiente para um McPhee, mas a verdade proferia exatamente o contrário. Enquanto Alex fosse bom demais para enxerga-la, Jensen ficaria encarregado de tentar lhe convencer todos os dias.

— O que foi? — Alex se preocupou. Não sabia reconhecer o sorriso de um bobo apaixonado nem nele mesmo.

— Eu te amo. — Disse Jensen. — E quero que você aceite meu presente.

— Já está aceito. — Alex lhe devolveu a caixa e colocou o relógio no braço. Não poderia ter servido melhor. — Obrigado. De verdade.

— E falando em presentes, está na hora de ganhar o meu...

Enquanto Jensen puxava Alex para mais um beijo apaixonado no andar de cima, Nate passava pela porta de entrada carregando a própria garrafa de vodka.

Ele andou até o final do hall na direção do bar, onde podia ver uma mulher com um vestido verde água brincando com a azeitona do seu Dry Martini. Ele sentou ao seu lado, mas ela pareceu não ter notado.

— Essa festa está uma droga. — Disparou ele enquanto bebia um gole de vodka na boca da garrafa.

— Me disseram que você sabia como se divertir. — Ainda brincando com a azeitona de seu Dry Martini, ela lançou um olhar provocante na direção de Nate. Ele sabia exatamente o que aquilo significava.

— Você quer mesmo saber?

Nate estava disposto a dar atenção pra desconhecida com o vestido justo, mas quando notou Justin passando pela porta marrom do outro lado segurando uma máquina fotográfica nas mãos, o flerte pouco importou. Para que seu rival pudesse estar com um enorme sorriso no rosto depois de levar um fora do amor da sua vida e ter os remédios trocados, só podia estar aprontando alguma coisa. E do que adiantaria se chamar Nathaniel Strauss se não fizesse nada para impedi-lo? Nada, ele tinha certeza.

Enquanto discretamente o observava percorrer o salão, continuava investindo na conversa com a moça ao seu lado. Quem sabe mais tarde, no término da festa, eles pudessem fazer algo para que o papo não fosse em vão. Mas a curiosidade estava lhe fazendo perder o foco. Por que Justin estava carregando tantos polaroides junto da máquina fotográfica? Porque estava andando em círculos pelo salão como se estivesse procurando alguém? Nate precisou tomar mais um gole de vodka para manter a calma diante da situação.

Ele só percebeu que as coisas iriam complicar quando seus olhos chegaram até a entrada da mansão. Ele viu uma mulher com roupas simples sendo barrada pelos seguranças até Justin convencê-los a deixa-la passar. Aquele cabelo preto volumoso, aquela saia florida passando dos joelhos, aquela tiara rosa, aquele moletom cor de rosa velho e desgastado por cima da blusa azul. Nate sabia que já tinha aquela mulher em algum lugar.

A princípio, ela nada fez além de conversar pacificamente com Justin por alguns instantes. Mas assim que viu os polaroides que o garoto carregava, ela mudou completamente. Arregalou os olhos, colocou a mão na boca e deixou cair uma lágrima.

Nate avaliou novamente a mulher até. — enfim. — conseguir juntar os pontos. Ele tinha razão, já havia visto o mesmo rosto anteriormente, já havia visto a mesma roupa, o mesmo olhar e o mesmo cabelo. Era a ingênua senhora Denise Bennett, mãe adotiva de Alex que conhecera depois de ver inúmeras fotos levadas pelo irmão. E não havia ficado nem um pouco contente com o que Justin lhe mostrara.

— Só pode ser brincadeira. — Nate correu, temendo ser tarde demais.

Num reflexo, Justin olhou para trás e deu de cara com a versão mais furiosa de Nate correndo em sua direção. Sabia que ele já não podia impedir seu plano de dar certo, mas precisava sorrir com desdém para que o próprio entendesse.

A Senhora Bennett fechou o rosto e caminhou entre a multidão enquanto Justin sorria despreocupado. Nate sabia que Justin havia chamado a Senhora Bennett para lhe mostrar algumas fotos, e não era difícil adivinhar o que havia nelas. Alex, homossexualidade, romance proibido, escândalo, tudo passava de uma só vez pela cabeça de Nate.

Ele precisava confessar para si mesmo que aquela vingança estava ficando cada vez mais difícil. Amber foi manipulável, Kerr não sabia revidar a altura, e agora, antes mesmo de riscar o próximo nome em sua lista, já estava prestes a perder uma batalha. Não qualquer uma, mas aquela em que a única pessoa com quem se importa vai sofrer as consequências. Era inaceitável, era injusto, e Justin iria pagar em dobro na hora do acerto de contas.

A Senhora Bennett já estava subindo as escadas douradas para o segundo andar, ele não poderia impedi-la. Mas poderia confrontar Justin e entender o que estava acontecendo.

Não houve qualquer hesitação. Assim que Nathan se aproximou do filho para perguntar quem era a mulher misteriosa com quem conversava, Nate usou todas as suas forças para socar o rosto de Justin. O garoto caiu em cima de um garçom que passava, completamente atordoado. Por um segundo, a dor espantosa fez Justin perder a audição.

Nate não sabia, mas no andar de cima, A Senhora Bennett estava prestes a flagrar o filho fazendo a única coisa para qual não havia perdão. Quando ela abriu a porta do escritório, Alex e Jensen pararam de se beijar e arregalaram os olhos. Dor? Desespero? Medo? Alex e Jensen mal podiam diferenciar o que estavam sentindo. Apenas permaneceram estáticos, como se não tivessem mais o controle do próprio corpo.

Com um olhar frio e severo, Denise jogou os polaroides no chão para que soubessem como ela descobriu. Ao olhar para o chão, Alex e Jensen viram inúmeras fotos recentes em que estavam juntos, como se tivessem sido tiradas por alguém que estava escondido no escritório. Alguém sabia que eles estariam ali, e Nate, mesmo em meio a negação, era a única pessoa que lhes vinha na cabeça.

— Mãe...? — Alex sussurrou, finalmente. Lágrimas caíram de seus olhos enquanto a vergonha o consumia.

— Senhora Bennett, por favor. — Jensen deu um passo a frente. — Não estávamos fazendo nada demais. Se a senhora me deixar explicar...

— Não vou deixar. Alex, arrume suas coisas, você vem comigo.

— O que? — Alex não estava acreditando no que acabara de ouvir. Encarou a mãe com os olhos cheios de lágrimas prestes a cair, mas não foi o suficiente para ser absolvido do pecado que achava ter cometido. E agora, ela queria que fossem embora.

— Arrume suas coisas, já chega. Você vai voltar comigo para casa e sair desse mundo antes que ele te destrua.

Alex fitou o nada, apenas pensando. Precisava de um tempo para falar o que estava pensando.

— Eu não quero ir...

— Mas você vai! Eu sou sua mãe e estou dizendo que vamos sair daqui. Você não percebe o que esse mundo fez com você, Alex? — Ela andou na direção do filho, já com as lágrimas caindo sobre as bochechas. — Olhe só pra você! Você não é um...

— Não sou o que? — Alex fungou. Agora era ele quem estava decepcionado, era ele quem precisava ser frio.

— Pare.

— Não sou o que, mãe? Não sou o que? — Ele gritou.

Denise sentiu-se imediatamente impotente diante do filho. E para quietá-lo antes que dissesse algo que não queria ouvir, lhe deu uma bofetada, deixando o lado esquerdo do seu rosto com uma marca vermelha. O arrependimento veio em súbito, porém, significava algo apenas para ela. Para Alex, foi exatamente o que precisava para saber qual lado escolher. Não havia dor ao lado de Jensen, não havia discriminação ao lado de Jensen; tampouco hipocrisia.

Então foi assim que Nate se sentiu quando foi escorraçado pelos pais? Foi assim que ele se sentiu quando as pessoas mais importantes da sua vida lhe negaram amor no momento em que mais precisava? De repente, todo o ódio e rancor que repudiava no irmão estão lhe fazendo sentido. Porque finalmente ele sabia como era não poder contar com uma mãe.

Alex virou devagar seu rosto para encará-la. Olhando em seus olhos, ela soube que ele uma decisão fora tomada.

— Eu amo Jensen. — Alex se aproximou para intimidá-la. — E eu amo meu irmão. E eu não vou sair daqui nem fodendo.

Alex passou por ela com fúria, seguindo na direção das escadas do primeiro andar onde um grupo de pessoas tentava prestar ajuda a Justin. E não era pra menos. Ele estava inconsciente no chão e seu nariz quebrado não parava de sangrar. Seu pai. — que havia lhe prestado socorro por alguns minutos. — deixou o filho nas mãos dos outros convidados para confrontar Nate. Nem precisava saber o que estava acontecendo, só precisava colocar o garoto que machucou seu filho em seu devido lugar.

Nate, por outro lado, achava que tinha feito uma obra de arte no rosto de Justin. A festa inteira havia feito um círculo para observar o tumulto, então, tudo estava perfeito.

— Nate, o que você fez? — Gritou Nathan, empurrando o garoto. — Chamem os seguranças! — Ordenou à alguns convidados.

Nate deu dois passos à frente, era sua maneira de dizer que não tinha medo de ninguém.

— Da próxima vez que seu filho tentar ferrar meu irmão, arrancarei sua maldita cabeça. E acredite, isso vai doer.

No meio do silencio que se formara na multidão, ouviu-se os passos apressados de Alex descendo as escadas. Todas as atenções voltarem-se a ele enquanto corria no meio da multidão rumo a. Nem ele sabia ao certo. Mas se pudesse pensar com mais clareza, escolheria um lugar onde poderia chorar sem ser interrompido por ninguém. Ver o irmão dessa maneira, correndo atordoado em meio a multidão, trouxe uma onda de alívio para Nate. Não por vê-lo sofrer, mas por ter justificado a selvageria que tinha acabado de cometer.

Antes que os seguranças o alcançassem, Nate abriu caminho entre a multidão e correu até a entrada. Deu tempo de ver o irmão dobrando a esquina para pegar um táxi amarelo.

Ele precisaria ficar sozinho para colocar em ordem suas ideias. Mas apernas se não fosse irmão de Nathaniel Strauss.



— Alex? — Perguntou Nate, seguido de uma batida sutil na porta do quarto do irmão.

Alex estava deitado na cama, fingindo que estava dormindo só para não admitir que estava vivendo naquela realidade; mesmo que uma hora seu irmão insistente, implicante e teimoso o convencesse a se levantar.

— Eu sei que você está acordado, Alex. Levanta, vamos conversar. — Nate acendeu a luz e entrou no quarto.

— Eu não quero conversar. — Alex virou de peito pra cima e encarou o irmão. Os olhos inchados de tanto chorar contradizia as palavras que acabara de dizer.

— Eu sou seu irmão mais velho, sou eu quem decide se devemos conversar ou não. — Nate sentou na beira da cama, em cima do cobertor azul. — O que aconteceu hoje não foi brincadeira. Você descobriu da pior maneira que quando você é alguém neste lugar, as pessoas sempre vão te odiar. Você não merece isso, sabia?

Alex ergueu uma sobrancelha. Como assim não merece? Nate estava apoiando seu relacionamento com Jensen ou não viu os polaroides? E quem poderia afirmar que ele não teve nada a ver com aquilo?

— Eu não sei. — Alex abaixou a cabeça.

— Eu disse que arrancaria a cabeça daquele garoto, não disse? Justin deve estar com o nariz quebrado, foi meu melhor soco. Depois daquele em que montei em cima do garçom que me atendeu mal em Barbados, é claro.

Alex assentiu. Então Nate não era o culpado. Ou ele não queria que fosse porque estava conseguindo lhe roubar um sorriso?

— Deus, você sempre me anima. — Alex sorriu. — Como você consegue? Eu acabei de ser desprezado pela minha mãe porque gosto de garotos. Não deveria estar rindo.

— Você vai sempre rir comigo, cabeção. Agora, uma pergunta de rotina, o que tinha naqueles polaroides?

Alex hesitou por alguns segundos, estava processando a ideia de que Nate não fazia ideia do que aconteceu. Já teria que viver com o desprezo eterno de sua mãe adotiva e sabendo que Judit não era sua mãe biológica. O que ele faria da vida se a única pessoa com quem pode contar também lhe virasse as costas por causa de seu namoro com Jensen?

— Conheci um garoto na festa. — Respondeu Alex. — Não consegui resistir, mas não me orgulho disso. Acho que Justin tirou fotos nossas e...

— Haha! — Nate zombou. — Conheceu um garoto? E como ele era? Alto? Magro? Forte? Bonito? Tem que ser bonito, por favor.

— Ele é alto, forte, perfeito. O nome dele é Gary Sullivan. — Foi o primeiro nome em que Alex pensou, e não era pra menos. Gary Sullivan foi o garoto que o empurrou do castelo do parque quando ele tinha sete anos e o fez ficar com o braço quebrado durante duas semanas, impossibilitado de realizar as tarefas do colégio.

— Nunca ouvi falar, olha que eu fiz rodízio em Nova York.

— Claro que fez. — Alex sorriu novamente.

— Hey, vai ficar tudo bem. — Nate socou seu ombro devagar. — Estou do seu lado e enquanto estiver aqui, ninguém vai te machucar.

— Obrigado. Você é. Um bom irmão.

— Eu sei, né? — Nate piscou e se levanto da cama. — Mas agora preciso ir, tenho que encontrar Thayer e dizer o que aconteceu. Estou mentindo, a gente vai transar de uma vez.

— Pode ir. — Àquela altura, Alex já havia se acostumado com sua maneira politicamente incorreta de falar. Ou aquela era a versão censurada? Era difícil de dizer.

— Dorme bem. — Nate deu um leve sorriso e fechou a porta, deixando Alex pensativo junto de seu travesseiro.

Ele andou pelo corredor do andar de cima e depois desceu as escadas, mexendo sem eu celular. Ia mandar uma mensagem para Thayer arrumar uma câmera digital e o resto ele poderia imaginar.

Quando chegou até a porta do Hall, foi surpreendido por Valeska. Ela tinha acabado de sair da área de serviço e estava carregando uma cesta branca cheia de roupas limpas.

— Já vai, senhor Nate?

— Não, vou apenas testar a maçaneta. — Nate não sabia se continuava zombando da empregada ou se ria do seu sotaque.

— Isso é possível. — Valeska deu de ombros e passou por ele.

Como num reflexo, Nate olhou para a cesta de roupas e notou algo estranho que precisava tirar a limpo.

— Valeska, venha até aqui. — Ordenou. Valeska obedeceu sem hesitar. — Você lavou essas roupas hoje?

— Sim senhor.

Nate olhou para o cesto, havia uma camisa verde escura listrada por cima que ele já tinha visto em algum lugar. Na verdade, era bastante parecida com uma camisa que pertencia a Jensen. Mas não era possível que fosse a mesma camisa. Não fazia sentido que estivesse na mansão Strauss, a não ser...

Nate a pegou do cesto para avaliar a camisa mais de perto enquanto Valeska, curiosa, lhe observava. Não houve dúvidas, aquela era a camisa preferida do seu ex namorado; ele a reconheceria em qualquer lugar.

— De quem são essas roupas, Val?

— Do senhor Alex, vou guardá-las no closet agora mesmo.

Nate olhou para ela com desconfiança, mas de repente, todas as suas perguntas haviam sido respondidas. As saídas repentinas, o atraso, as ligações misteriosas, a armação de Justin, a camisa listrada. Tudo se encaixava perfeitamente quando o raciocínio terminava em Alex e Jensen tendo um caso. E se havia uma camisa de Jensen na mansão Strauss, significava que o relacionamento já estava em outro nível. Um nível que Nate nunca conseguira alcançar, e que achava humilhante ver o irmão conseguindo primeiro.

— Faço isso, Valeska. — Nate colocou a camisa no lugar. — Mas tome cuidado pqra não acordar meu irmão, ele teve uma noite difícil.

— Noite difícil?

— Sim. — Respondeu Nate, com frieza. — Mas nada comparado ao que está por vir.

Next...
2x04: Inject Me (05 de Julho)
Alex VS Nate. De que lado vocês estão?

Após o pedido dos fãs, revolvi colocar a 1ª Temporada completa para download em PDF. Segue o link para quem quiser baixar: http://goo.gl/pWtiku
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